Eu tou mais crescida...mas escusam de pensar que melhorei, porque a lua é o meu destino. Um degrau, de cada vez, sempre. Porque baralho sempre e não tenho emenda... é escusado. Nem com choques eléctricos... Também só mesmo assim posso saborear, aprendendo a ser sábia com a ajuda doce das fadas e duendes que me conhecem e amparam. Grata a quem me quer bem. Mil beijos e abraços(º_º)
O rio
quarta-feira, julho 25, 2007
Definitivamente... governanta precisa-se...
- Bolas! Era hoje!!! Oh!!! Bolas! Sim estava adormir, quer dizer estou! Quer dizer bahhhhhhhhh! Sim depois eu falo, e coisa e tal...
Acho que vou tentar concorrer tra vex, pobre nina... não oubiu a sua voice na rádio por causa de uma falta grave: não temos governanta....
Richard Sanderson - Dreams are my Reality
É da letra... que eu gosto...o hombre é estranho ahahahah, parece usar blush ou sou eu que tou mal da bista... anyway... passei para deixar beijos e abraços e desejar óptima quarta à malta boa, doce, gira, fixe e cool. Vou provocar o caos aqui em casa para depois poder voltar à Ordem ( leia-se arrumações dolorodas, duras penas a que uma pessoa, incontornavelmente, tem que se atirar... )
Um beijo doce para J e para o B
Para vós, que muito mereceis, pela doçura, bondade e pelo amor lindo e único que vos une um beijo do tamanho do mundo e um abraço apertadinho.
reste là
respire
regarde
écoute
j'ai envie de me plonger sur tes yeux
voyager dans ton âme...
éprouver les frissons et les touches de peaux
j'éssais d'évoquer la lune, les étoiles et la lumière
pour que tu sois là
dehors la porte
pour me dire
tout simplement,
"je suis là pour toi et pour moi...pour nous".
robusta e elegante,
o céu estrelado
e penso em ti...
a distância será curta? longa?
mon chevalier se promenne
vers les étoiles
sur le manteau des metéores
No teu cavalo alado,
de capa a esvoaçar,
sobes, de espada em riste
e ganhas batalhas de sonhos.
Quando voltares
trarás na mão
um punhado de areia cósmica
a minha purpurina...
E espalharemos juntos
sobre os campos
as colinas
sobre a cidade
( Isto não é um poema, Alcaide!!! Tou a absar... é sonho ou écran pintalgado com aguarelas de palavras, mainada. ahahahaha)
terça-feira, julho 24, 2007
Férias... estatísticas... conceitos e direitos
Por exemplo, enquanto que na Suécia os cidadãos têm 42 dias livres, na Estónia e na Letónia dispõem de menos de 30.
Depois da Suécia, os países que mais dão férias aos trabalhadores são a Alemanha (40), a Itália (39), o Luxemburgo e a Dinamarca (38), a Áustria (37) e Portugal (36).
Se a análise for alargada à escala mundial, as discrepâncias tornam-se maiores: enquanto que na Tunísia os cidadãos têm sete semanas de descanso, na China e nos EUA o tempo de férias depende da decisão dos patrões.
Mas segundo um estudo norte-americano, 76 por cento dos trabalhadores do sector privado trocou os dias de férias por remunerações extra no ano passado.
Acabei de ouvir na Sic esta notícia. De facto, em termos estatísticos, tudo se pode interpretar e entender da maneira que mais nos dá jeitinho. Somos um povo do caraxas... não trabalhamos, não produzimos, não estudamos, não compramos, mas também não ganhamos, não nada...
Ainda estou pa perceber para que prestamos.
Os suecos têm apenas 42 dias livres mas aposto que descansam com qualidade e durante o ano não devem exceder um determinado dia de horas de trabalho diário, e podem ver crescer os filhos com alguma qualidade que aqui não se encontra... enfim... as condicionantes e contrapartidas nuinca interessam , será?
Cultura
Um dia, de regresso de uma visita a museus ou teatro, não lembro direito, a minha filha, com pouca idade ainda, diz-me:
- A cultura não deveria ser paga... Não é justo...
Ora ontem, com a companhia da minha afilhada e namorado, lá a deixei voar um cadinho mais alto epartiram para Lisboa, Capital de um tal de Portugal, onde o governo se prepara para dar choques intermináveis e, dizem eles pomposamente, tecnológicos, ainda por cima.
Pois lá foram procurar pontos altos da cidade e conseguiram entrar no Castelo de S. Jorge, depois de uma visita à exposição Boris- O corpo como nunca o viu. Agradaram-se na primeira, viram Lisboa a seus pés, no castelo, não antes sem lutarem contra a adversidade de um lugar de estacionamento que teimava em esconder-se.
Depois, bem... depois quis o destino eheheheh que fossem tentar museus, a uma segunda-feira... sempre pensei que as coisas tivessem mudado, pelo menos depois das medidas que alguém fez questão de alardear, de que os profs sem horário lectivo iriam trabalhar para museus. Nessa altura, eu resmunguei logo que se assim fosse também queria ir e de preferência para o museu da marinha. Não pelas fardas, claro!!! Não fico estonteada com elas. Só porque algum dos barquitos me serviria de âmparo em dia de naufrágio definitivo desta desgraçada jangada.
Mas voltando ao itinerário dos meus três miúdos giros, tentaram o Mosteiro dos Jerónimos, e em pleno Julho, de 2007, por ser segunda-feira, independentemente do número de turistas que visitam o país vindos de dentro e de fora dele, estava o monumento encerrado.
Comeram pastéis de Belém no jardim, que ainda não encerram, e seguiram para o Padrão dos Descobrimentos. Subiram-no e desceram-no de elevador e viram duas exposições sobre o mar e descobrimentos ( segundo a descrição da nina) e as especiarias e baralhei-me toda nestas descrições... tenho que lá ir eu ca minha cicerone, está visto.
Seguidamente, dirigiram-se para a Torre de Belém onde viram alguém engravatado a quem pediram para ser fotografados. Acham eles que se tratava de alguém da presidência europeia... eheheheheheheh a inocência é uma coisa linda, maravilhosa, e etc...
Ahhhhhhhhh!!! Ia esquecendo... a Torre de Belém também estava... fechada.
Depois destas aventuras esperava-os uma maior... de regresso a casa, perderam-se e baralharam caminhos tal e qual como eu faço todos os dias...
É terça e eu tou a ficar fartita de Julho

Trago-te flores, meu amor,
hoje é o teu dia...
vêm em forma de um olhar afogueado,
estampam-se em mim,
neste meu rosto assaz corado,
e no sorriso que baila arisco,
que é para ti...
Não as cortei
de algum jardim ou mesmo vaso...
Não creio ser esse o propósito
de quem lá nasce.
Trago-te flores, meu amor
no meu regaço,
e as pétalas são meus dedos
que embaraço, entre os cabelos que pousas
em colo meu.
Trago-te flores,
o seu perfume
só o perfume.
Na marginal linha suspensa de pó de estrela
a lentidão com que assimilo o que na frente
me vai passando como a tela do cinema
desespera-me por dentro e eu vacilo...
O passo acelera,
porque a montanha russa que é a vida
não me permite acompanhar esta quimera.
Sou fogo e vento e mar e sal
não sou ninguém e tudo ao mesmo tempo.
Num rasgo cintilante e racional
eu cresço e subo aquele ramo ainda verde,
e em mim cresce um ar que aumenta o meu peito
e me dá ganas de levar tudo isto a eito
e ajudar e construir e refazer...
E no cansaço de muita noite mal dormida
quando a razão se prende a pontos mais tristonhos
desce em mim a nostalgia de uma lida
que me entorpece os membros, o pensamento.
segunda-feira, julho 23, 2007
Boa segunda
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
“No Tempo Dividido e Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79