Eu tou mais crescida...mas escusam de pensar que melhorei, porque a lua é o meu destino. Um degrau, de cada vez, sempre. Porque baralho sempre e não tenho emenda... é escusado. Nem com choques eléctricos... Também só mesmo assim posso saborear, aprendendo a ser sábia com a ajuda doce das fadas e duendes que me conhecem e amparam. Grata a quem me quer bem. Mil beijos e abraços(º_º)
O rio
quarta-feira, janeiro 02, 2013
quarta-feira, agosto 22, 2012
terça-feira, agosto 21, 2012
segunda-feira, agosto 20, 2012
Feliz segunda! Que a semana seja brilhante e serena para todos!
Eu sou feita de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feita de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Martha Medeiros
domingo, agosto 19, 2012
quarta-feira, agosto 15, 2012
quarta-feira, agosto 01, 2012
beijocas larocas e férias felizes
Ando meio fora daqui eu sei... Entre pinturas de casa, lutas de gatos travessos com personalidades alteradas por operações (nunca pensei que isto me acontecesse, mas uma precisa de psicanálise e nem sei como fazer), sem subsídio para arejar mais "lejos de aquí", passeatas a pé para poder entrar no bikini, e outras coisas... tipo bater no governo ehehehehe... mais do que legítimo, não me sobra vontade ou tempo para muito mais. Acho que a tiróide tá de novo em ebolição, e a preguiça de fazer análises ainda me vai tramar...
Bem, passei para deixar beijos, abraços e umas coisas mais zen.
Ao recordar Joe Dassin, vêm sorrisos e lágrimas de nostalgia de algo ainda por viver...
Vou voar...
preciso do ar puro e rarefeito pertinho do céu.
De limpar a alma,
libertar pensamentos e crenças esquisitas
que me incrustaram debaixo da pele
e que eu deixei que se me cravassem, ensanguentada na dor
atordoada, tola.
Quero ficar no limbo, mas abraçada,
sentir a maresia, o vento na pele
trocar olhares
e beijos suaves
ser minha e tua...
Expurgar medos
curar feridas
saltar de rochedo em rochedo
maravilhada com as conchas e búzios
que a vida me traz.
Cada dia que passa
faço achados belos,
momentâneos para os olhos de alguns
perpétuos para mim,
na alma.
Estou aqui,
cada vez mais serena e segura,
pronta a voar
a abraçar cada árvore do caminho,
trocar sorrisos com as gentes,
espalhar o pó de fada do amor incondicional.
Bem, passei para deixar beijos, abraços e umas coisas mais zen.
Ao recordar Joe Dassin, vêm sorrisos e lágrimas de nostalgia de algo ainda por viver...
Vou voar...
preciso do ar puro e rarefeito pertinho do céu.
De limpar a alma,
libertar pensamentos e crenças esquisitas
que me incrustaram debaixo da pele
e que eu deixei que se me cravassem, ensanguentada na dor
atordoada, tola.
Quero ficar no limbo, mas abraçada,
sentir a maresia, o vento na pele
trocar olhares
e beijos suaves
ser minha e tua...
Expurgar medos
curar feridas
saltar de rochedo em rochedo
maravilhada com as conchas e búzios
que a vida me traz.
Cada dia que passa
faço achados belos,
momentâneos para os olhos de alguns
perpétuos para mim,
na alma.
Estou aqui,
cada vez mais serena e segura,
pronta a voar
a abraçar cada árvore do caminho,
trocar sorrisos com as gentes,
espalhar o pó de fada do amor incondicional.
Voltei...
Quando o meu dia de exaustão chegar, serei fumo intocável, inatingível, inalterável e inconsolavelmente ficarás só... na memória de um tempo perdido e sofrido, sem retorno, eu escolho subir no ar, perder-me num céu de doçura e paz, luminoso e belo, onde o amor não tem fim, não tem tempo, não tem compassos de espera... vivo o aqui e agora para sempre!
segunda-feira, julho 30, 2012
sexta-feira, julho 13, 2012
Também não resisti...
Anabela Magalhães: Sorry... Não Resisti...: Sorry... Não Resisti... Eheheh... enviada pelo meu afilhado de guerra dos blogues... a quem agradeço a pérola! E este Relvas continua...
quinta-feira, julho 12, 2012
segunda-feira, julho 02, 2012
Pudesse eu ver-te,
talvez para puder dizer que ter-te,
seria bom demais.
Pudesse eu saber-te,
por entre brumas e vendavais;
significaria que te havia dito que ter-te seria bom de mais.
Pudesse eu ler-te no retoque mais intimo do teu sorrir,
na curva mais imperfeita do teu rosto,
e descobrir,
nessa imperfeição,
uma beleza tão grande e talvez até maior,
do que a existente em toda a tua face.
Pudesse eu tocar-te.
Somente, tocar-te com um abraço,
ou um beijo,
como culminar de prazer sem desejo
que de desmedido arruinaria a pureza do olhar.
Pudesse eu tocar-te.
Pudesse eu encontrar,
nessa imperfeição,
uma beleza existente em toda a tua face.
Existe beleza em toda a tua face.
De olhar meigo e sorriso rasgado,
de cabelo ao vento, de vestido alegrado;
tal qual o espirito.
És.
Pudesse eu sentir.
Somente, sentir-te.
Sentir em ti e de ti.
Pudesse o teu cabelo levitar nas minhas mãos.
Pudesse eu sentir.
Pudesse eu saber-te, e pudesse eu viver-te.
Pudesse levar-te e fazer-te voltar,
ficarmos perdidos no longe do mar no horizonte dos sonhos
onde te costumo encontrar.
Nem paraíso és porque pequeno de valor é ele.
Pudesse dizer-te, ao olhar-te por saber-te quando te li,
que sentir-te é e a sentir-te sou.
Pudesse dizer-te que mais nada possuo em mim,
e feliz estar por isso, porque és hoje e infinito.
És forma de ser maior.
És amor.
Vem dançar ao som do silêncio.
Vem somente e depois haverá o que houver.
Vem dançar ao som do silêncio.
Diogo Dias Jovens Escritores Portugueses
terça-feira, junho 19, 2012
quinta-feira, junho 14, 2012
domingo, junho 03, 2012
quinta-feira, maio 31, 2012
Quando fecho os olhos
pra estar contigo
vejo-nos assim
como aqui
a voar em círculos
subindo
no céu
A história repete-se,
tu és Erick e eu Christine
tu és francoeur e eu a menina de asas de anjo
tu és parte de mim
até ao fim
Mas não entendes igual
e isso não deixa fluir
a minha saudade não tem limites
a tua é intermitente
os planos em que vivemos diferem
de tal forma
que a tua ausência extenua
e a tua presença
não chega para acalmar a minha sofreguidão.
Amo-te!
segunda-feira, maio 28, 2012
segunda-feira, maio 14, 2012
Pablo Alboran - Te He Echado De Menos... lindaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Tenia ganas de pasar junto a tí unos minutos soñando...
juramento de sal y limon
prometimos querernos los dos...
quarta-feira, abril 25, 2012
Viva o dia da Liberdade... o dia em que todos acreditaram ser possível a verdade e a Luz!
Fraternidade e Esperança encheram peitos
naquele dia solarengo de Abril
Homens e Mulheres de um povo triste
sorriram com Verdade
acreditando que o Amor e a Liberdade são possíveis.
Ratos que aproveitam a bondade de muitos,
têm desde então, subido as escadas de um hemiciclo
Legislado contra o mesmo povo de formiguinhas.
A nível mundial vivem-se estas verdades, estes factos.
Mas a ESPERANÇA, O AMOR INCONDICIONAL, A VERDADE E O DIREITO À VIDA ÍNTEGRA, PACÍFICA E FELIZ ASSISTE A TODOS!!!!!!!!!! E até partir o último habitante desta Terra, esta VERDADE manter-se-á no sangue de todas as veias, na Alma de todos os povos.
Eu vim de longe... amo os seres humanos e partilho com todos a minha Luz!
segunda-feira, abril 23, 2012
domingo, abril 22, 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
Ricardo Reis
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
Ricardo Reis
Pelo poema...
Amar é querer
querer bem
desejar que a Luz da Manhã eternize na pessoa
que nos faz flutuar
corar
e sorrir
nos dias
da passagem por cá
Amar é deixar voar
deixar ir
o que sendo nosso não mora ao lado
apenas em nós
Deixo que escrevas em mim
que graves
como casca de árvore
ao vento e à chuva
no mais profundo de mim
e partas
como mensageiro
de um tempo que não é nosso
Adeus...
quarta-feira, abril 18, 2012
Viver coisas que não são
fazem parte do trajecto...
procuro a clarividência e a Luz
encontrar as pedras
como Tomé...
mas não é fácil.
Já sei,
quem disse que era?
Mas feitas as contas,
o tempo escorreu,
como água entre dedos
maravilhei-me com o nada
e hoje olho as mãos vazias
de coisa nenhuma
e à volta
a plenitude da solidão.
Ainda bem que o céu nunca me deixa desiludida
mesmo da cor de chumbo
não me deixa à espera
não é vão nas promessas
sei que um dia
a viagem de regresso me trará a ternura e doçura que tanto almejo aqui
mas não encontro.
Não me prometam nada, nunca.
quinta-feira, abril 12, 2012
terça-feira, abril 10, 2012
sábado, abril 07, 2012
sexta-feira, abril 06, 2012
Não queiras Saber de Mim...
Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
Mas tu pões esse vestido
E voas até ao topo
E fumas do meu cigarro
E bebes do meu copo
Mas nem isso faz sentido
Só agrava o meu estado
Quanto mais brilha a tua luz
Mais eu fico apagado
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Cavaleiro Andante
Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe
Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua
Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz
Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau
quinta-feira, abril 05, 2012
sexta-feira, março 30, 2012
quinta-feira, março 29, 2012
Amanhã
Vou viver o insondável
o desgarrado e colorido
sem medo de não fazer sentido
neste lugar em que estou
vou andar, respirar
fazer tudo
rir demais
sobretudo deixar sair de mim
a sensação de que me encontro
sentada, na beira da vida
apenas a vê-la passar
saio de mim e apenas
observo a pequena pessoa
de pernas a bambolear
encarrapitada no muro do tempo
ávida de tudo
de olhar perdido
a viver de sonhos
com sabor de mel
mas que em cada prova
não são mais que fel.
Amanhã
vou viver
o desgarrado e colorido
sem medo de não fazer sentido
neste lugar em que estou
vou andar, respirar
fazer tudo
rir demais
sobretudo deixar sair de mim
a sensação de que me encontro
sentada, na beira da vida
apenas a vê-la passar
saio de mim e apenas
observo a pequena pessoa
de pernas a bambolear
encarrapitada no muro do tempo
ávida de tudo
de olhar perdido
a viver de sonhos
com sabor de mel
mas que em cada prova
não são mais que fel.
Amanhã
vou viver
A vida é um carrossel em espiral...
os 'déjà vus' relembram que há degraus a subir
para gente esquecida como eu
ou teimosa em reviver
a doçura breve de momentos únicos
esquecendo o sabor amargo
de cada repetida ilusão
seguida de um banco de estação
chamado desilusão
Lembra o colchão mais duro e a almofada
mais carrancuda
onde, de noite, os olhos se tornam serrania pura
deixando as fontes brotar
a água mais cristalina que vem da alma.
É tramado aprender a aceitar
que o momento do aqui e agora
é que é válido
e aceitar o que vem
porque, no final de contas,
é sempre escolha nossa.
Cristina
os 'déjà vus' relembram que há degraus a subir
para gente esquecida como eu
ou teimosa em reviver
a doçura breve de momentos únicos
esquecendo o sabor amargo
de cada repetida ilusão
seguida de um banco de estação
chamado desilusão
Lembra o colchão mais duro e a almofada
mais carrancuda
onde, de noite, os olhos se tornam serrania pura
deixando as fontes brotar
a água mais cristalina que vem da alma.
É tramado aprender a aceitar
que o momento do aqui e agora
é que é válido
e aceitar o que vem
porque, no final de contas,
é sempre escolha nossa.
Cristina
segunda-feira, março 19, 2012
quinta-feira, março 15, 2012
Sou
Embalam-me braços perfeitos
transparentes, invisíveis
na Luz vibrante do Universo vivo
para lá do Infinito
ao som do maior trinado de pássaros primaveris,
aves que esvoaçam à solta
entre a brisa e o cheiro da terra verde
Sou alada,
sou azul
sou o livre crer do amor puro
de um querer leve e brando
doce e calmo
duradouro
Esvaio-me
desmaio-me
consumo-me em ti
sou tu
sou sol e lua
no esplendor do ocaso de um eclipse
Não conheço o tempo
finalmente sei que vagueio
pelo Universo
apenas para amar
ser parte de tudo
desprovida de apego
de mentira
de medo
Eu sou eu e sou feliz na simplicidade de ser sentindo.
transparentes, invisíveis
na Luz vibrante do Universo vivo
para lá do Infinito
ao som do maior trinado de pássaros primaveris,
aves que esvoaçam à solta
entre a brisa e o cheiro da terra verde
Sou alada,
sou azul
sou o livre crer do amor puro
de um querer leve e brando
doce e calmo
duradouro
Esvaio-me
desmaio-me
consumo-me em ti
sou tu
sou sol e lua
no esplendor do ocaso de um eclipse
Não conheço o tempo
finalmente sei que vagueio
pelo Universo
apenas para amar
ser parte de tudo
desprovida de apego
de mentira
de medo
Eu sou eu e sou feliz na simplicidade de ser sentindo.
A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande. Roger Bussy-Rabutin
"Se tivesse que escolher entre o amor ou o mundo:Se escolhesse o mundo magoaria o Amor; Se escolhesse o amor dominaria os dois por que quem ama domina o Mundo.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.
Meço o valor de um homem pela medida em que ele se liberta de seu próprio eu
Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz."
Einstein
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.
Meço o valor de um homem pela medida em que ele se liberta de seu próprio eu
Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz."
Einstein
segunda-feira, março 12, 2012
Amor Puro
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Uma fada muito doce
Desce ao rio
E com carinho
As flores vai regar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Um duende muito verdinho
Saltita nas árvores
E fica a olhar
Não percebe como… por esta fada se foi apaixonar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Um pirilampo muito brilhante
Ilumina a noite
Mesmo sem luar
Cheio de alegria aqueles corações vai aconchegar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Como por magia
Quando as estrelas nascem
Ou mesmo ao luar
Eles se entrelaçam, ficam a dançar
No amanhecer
Quando o sol espreguiça
Soltam-se um do outro
Voltam ao lugar
E são estátuas belas
Sempre a rebrilhar
Num bronze inquieto
Esperam pela noite
Para namorar.
Cris
E acontece todas as noites
Neste lugar
Uma fada muito doce
Desce ao rio
E com carinho
As flores vai regar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Um duende muito verdinho
Saltita nas árvores
E fica a olhar
Não percebe como… por esta fada se foi apaixonar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Um pirilampo muito brilhante
Ilumina a noite
Mesmo sem luar
Cheio de alegria aqueles corações vai aconchegar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Como por magia
Quando as estrelas nascem
Ou mesmo ao luar
Eles se entrelaçam, ficam a dançar
No amanhecer
Quando o sol espreguiça
Soltam-se um do outro
Voltam ao lugar
E são estátuas belas
Sempre a rebrilhar
Num bronze inquieto
Esperam pela noite
Para namorar.
Cris
domingo, março 11, 2012
sexta-feira, março 09, 2012
Mais um dia Internacional :)
Não acredito em comemorações avulsas... remo contra marés vazias. Quando se comemora um dia esquecem--se 364 ou 65... A vida deve ser comemorada a cada dia que passa... nada a mais nem a menos. De manhã, quando me levanto, agradeço à Luz da Manhã, a Deus, ao Universo inteirinho, poder olhar o céu, beijar aquele azul profundo, brilhante se os raios de sol o permitem, e escutar os pássaros livres na azáfama matutina.
Não me interessam os dias especiais porque todos são especiais. E por isso em todos eles me lembro de familiares e amigos distantes aqui na Terra ou noutro plano Maior. E brindo de coração cheio, porque estou grata a todos por existir.
Neste dia Internacional que passou para muitos despercebido (o da Mulher), fiz questão de deixar que se esquecessem e não retribuí mensagens que recebi de quem se lembrou que sou mulher. Não para ser ronhosa, apenas porque foi um dia intenso, ao partilhar com meninos o que é ser mulher. Porque nesse dia, uma menina me disse que as mulheres são boas donas de casa e com isto quis dizer que ser mulher é ser boa gestora. Não falo de barbies, que despendem o que têm e não têm para mostrar o que não são. Falo de mulheres como a minha mãe, avó e outras. Que do pouco fizeram muito ao longo de anos, e seguraram um barco chamado família como âncoras teimosas e fortes. Foram mulheres que amaram incondicionalmente todos os dias.
Para mim, este dia é apenas especial porque pertenço ao grupo privilegiado que ama. Ainda que os meus dias passem devagar à espera de ouvir alguém dizer-me o que diz o poema desta canção. Apenas porque até a mulher mais forte tem dias em que precisa de um colo que, às vezes, teima em demorar a chegar...
Tu sei
Sei la mia passione tu
La mia vena di follia
Tu sei la divinità di carne e poesia
Sei la spiritualità
Fantasia e fragilità
Sei nell'euforia che c'è nei giorni di sole
Tu sei tutto quello che vorrei
Tu sei la complicità
La bugia e la verità
Sei nell'acqua che io bevo dalle mie mani
Sei dentro il mio sangue tu
Sei una ragione in più
Travolgente come il vento che scuote il mare
Tu sei tutto quello che vorrei
Tu sei per me
I ricordi che restano ora che ci sei non fanno male più
Se alla mente ritornano
Vanno fino in fondo al cuore
E ci sei tu nei miei pensieri quelli più veri sempre sarai
Sei un'invasione tu
Un vulcano di allegria
Miele d'ambra che mi dà nuova energia
Tu sei la semplicità
Gioco di sensualità
Sei la più lunga estate della mia vita
Tu sei tutto quello che vorrei
Tu sei per me
I ricordi che restano ora che ci sei non fanno male più
Se alla mente ritornano
Vanno fino in fondo al cuore
E ci sei tu soltanto tu
Se alla mente ritornano
Vanno fino in fondo al cuore
E ci sei tu nei miei pensieri quelli più veri sempre sarai
Nei miei pensieri dove non c'eri sempre sarai
Sempre sarai
Per me
quarta-feira, março 07, 2012
domingo, março 04, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
O que é uma avó
Definição de Avó num artigo de jornal do Cartxo redigido por uma menina de oito anos.
Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam flores bonitas nem lagartas.
Nunca dizem: Despacha-te!.
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."
Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam flores bonitas nem lagartas.
Nunca dizem: Despacha-te!.
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."
G... beijo
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Uma fada muito doce
Desce ao rio
E com carinho
As flores vai regar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Um duende muito verdinho
Saltita nas árvores
E fica a olhar
Não percebe como… por esta fada se foi apaixonar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Um pirilampo muito brilhante
Ilumina a noite
Mesmo sem luar
Cheio de alegria aqueles corações vai aconchegar…
Esta história ninguém conhece
E acontece todas as noites
Neste lugar
Como por magia
Quando as estrelas nascem
Ou mesmo ao luar
Eles se entrelaçam, ficam a dançar
No amanhecer
Quando o sol espreguiça
Soltam-se um do outro
Voltam ao lugar
E são estátuas belas
Sempre a rebrilhar
Num bronze inquieto
Esperam pela noite
Para namorar.
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Para o meu amor, que corre a estrada... G, o meu colo é teu!
Nos teus braços, meu anjo,
ficarei na eternidade,
meu sereno mar
meu senhor, amigo
amo-te
Uma avó está a morrer e manda chamar o neto.
"Meu querido, vou morrer em breve mas quero que saibas que te deixo a quinta, os tractores e debulhadoras, os cavalos, vacas, cabras e mais animais, o estábulo e todas as plantações, além de 22.450.00€. Trata tudo com cuidado
"Epá! avó, eu nem sabia que tinhas uma quinta. Onde fica?" pergunta o neto.
A avó dá um último suspiro antes de morrer e responde: "No facebook"
"Meu querido, vou morrer em breve mas quero que saibas que te deixo a quinta, os tractores e debulhadoras, os cavalos, vacas, cabras e mais animais, o estábulo e todas as plantações, além de 22.450.00€. Trata tudo com cuidado
"Epá! avó, eu nem sabia que tinhas uma quinta. Onde fica?" pergunta o neto.
A avó dá um último suspiro antes de morrer e responde: "No facebook"
terça-feira, fevereiro 21, 2012
sábado, fevereiro 18, 2012
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
terça-feira, fevereiro 14, 2012
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Happy Valentine's Day - Feliz dia dos Namorados!
Já desfolhei malmequeres
à procura de ti.
Em jeito coquette, perguntava-lhes:
il m'aime, un peu, à la folie ou pas du tout...
(ele ama-me, um pouco, ternamente, loucamente, não me ama nem um pouco).
e torturei as flores em busca de certezas incertas...
Já cortei as folhas de hera
à procura de ti.
E lançava-as ao ar, depoir de perguntar:
quem por uma hera passou
e não cortou
eu por uma hera passei e cortei
diz-me ó hera, o .... gosta de mim ou não?
E se a folha verde escura e brilhante de viço
escolhesse cair para cima
o meu dia estava ganho.
Se teimasse em deixar.se de costas,
o olhar murchava
e por dentro eu dizia:
tola de hera, não sabe de nada...
Já olhei o céu
pedi à lua
implorei às estrelas
a deuses do mar, da terra do ar,
a fadas etéreas
em busca de ti
esqueci-me de mim...
nesta busca insana
desprogramei os sonhos
enxuguei as lágrimas
hoje constatei
que a ilusão engana
entorpece adormece
tolda o espírito
atrofia a alma
Não te busco mais...
sabes onde me achar
tenho-te em mim
basta respirar.
à procura de ti.
Em jeito coquette, perguntava-lhes:
il m'aime, un peu, à la folie ou pas du tout...
(ele ama-me, um pouco, ternamente, loucamente, não me ama nem um pouco).
e torturei as flores em busca de certezas incertas...
Já cortei as folhas de hera
à procura de ti.
E lançava-as ao ar, depoir de perguntar:
quem por uma hera passou
e não cortou
eu por uma hera passei e cortei
diz-me ó hera, o .... gosta de mim ou não?
E se a folha verde escura e brilhante de viço
escolhesse cair para cima
o meu dia estava ganho.
Se teimasse em deixar.se de costas,
o olhar murchava
e por dentro eu dizia:
tola de hera, não sabe de nada...
Já olhei o céu
pedi à lua
implorei às estrelas
a deuses do mar, da terra do ar,
a fadas etéreas
em busca de ti
esqueci-me de mim...
nesta busca insana
desprogramei os sonhos
enxuguei as lágrimas
hoje constatei
que a ilusão engana
entorpece adormece
tolda o espírito
atrofia a alma
Não te busco mais...
sabes onde me achar
tenho-te em mim
basta respirar.
Quando Ficares Velha
Quando ficares velha, grisalha e sonolenta
E te aqueceres à lareira, pega neste livro
E lê-o devagar, sonha com o olhar meigo
E com as sombras profundas outrora nos teus olhos;
Quantos amaram os teus momentos de feliz encanto
E a tua beleza com amor falso ou autêntico,
Além daquele homem que amou em ti a alma peregrina
E as tristezas que alteravam o teu rosto;
E curvando-te mais sobre a lareira ao rubro
Murmura, um pouco triste, como o Amor se foi
E caminhou sobre as montanhas lá no alto
E escondeu o rosto numa multidão de estrelas.
William Butler Yeats
Quando ficares velha, grisalha e sonolenta
E te aqueceres à lareira, pega neste livro
E lê-o devagar, sonha com o olhar meigo
E com as sombras profundas outrora nos teus olhos;
Quantos amaram os teus momentos de feliz encanto
E a tua beleza com amor falso ou autêntico,
Além daquele homem que amou em ti a alma peregrina
E as tristezas que alteravam o teu rosto;
E curvando-te mais sobre a lareira ao rubro
Murmura, um pouco triste, como o Amor se foi
E caminhou sobre as montanhas lá no alto
E escondeu o rosto numa multidão de estrelas.
William Butler Yeats
Escrito de memória
Formado em direito e solidão,
às escuras te busco enquanto a chuva brilha.
É verdade que olhas, é verdade que dizes.
Que todos temos medo e água pura.
A que deuses te devo, se te devo,
que espanto é este, se há razão pra ele?
Como te busco, então, se estás aqui,
ou, se não estás, por te quero tida?
Quais olhos e qual noite?
Aquela
em que estiveste por me dizeres o nome.
Não sei, amor, sequer, se te consinto
ou se te inventas, brilhas, adormeces
nas palavras sem carne em que te minto
a verdade intemida em que me esqueces.
Não sei, amor, se as lavas do vulcão
nos lavam, veras, ou se trocam tintas
dos olhos ao cabelo ou coração
de tudo e de ti mesma. Não que sintas
outra coisa de mais que nos feneça;
mas só não sei, amor, se tu não sabes
que sei de certo a malha que nos teça,
o vento que nos leves ou nos traves,
a mão que te nos dê ou te nos peça,
o princípio de sol que nos acabes.
Pedro Tamen (n. 1934)
Formado em direito e solidão,
às escuras te busco enquanto a chuva brilha.
É verdade que olhas, é verdade que dizes.
Que todos temos medo e água pura.
A que deuses te devo, se te devo,
que espanto é este, se há razão pra ele?
Como te busco, então, se estás aqui,
ou, se não estás, por te quero tida?
Quais olhos e qual noite?
Aquela
em que estiveste por me dizeres o nome.
Não sei, amor, sequer, se te consinto
ou se te inventas, brilhas, adormeces
nas palavras sem carne em que te minto
a verdade intemida em que me esqueces.
Não sei, amor, se as lavas do vulcão
nos lavam, veras, ou se trocam tintas
dos olhos ao cabelo ou coração
de tudo e de ti mesma. Não que sintas
outra coisa de mais que nos feneça;
mas só não sei, amor, se tu não sabes
que sei de certo a malha que nos teça,
o vento que nos leves ou nos traves,
a mão que te nos dê ou te nos peça,
o princípio de sol que nos acabes.
Pedro Tamen (n. 1934)
Seus olhos
Seus olhos - se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou -
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
Almeida Garrett (1799-1854)
Seus olhos - se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou -
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
Almeida Garrett (1799-1854)
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
A Pele Que Há Em Mim
Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.
Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.
Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.
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