Que o teu dia seja cheio de sol, saúde e alegria.
Eu tou mais crescida...mas escusam de pensar que melhorei, porque a lua é o meu destino. Um degrau, de cada vez, sempre. Porque baralho sempre e não tenho emenda... é escusado. Nem com choques eléctricos... Também só mesmo assim posso saborear, aprendendo a ser sábia com a ajuda doce das fadas e duendes que me conhecem e amparam. Grata a quem me quer bem. Mil beijos e abraços(º_º)
O rio
segunda-feira, setembro 05, 2011
domingo, setembro 04, 2011
Uma mensagem especial para uma menina especial...
Há muitos anos... quase metade dos que eu já vivi, nasceu uma pimpolha que foi abençoada com uma inteligência acutilante, aguçada ainda mais pelo pai dela. Desde bem pequenina, ela palrava. Tivemos grandes conversas, mesmo daquelas próprias de gente crescida. Aposto que Sócrates ( o mais antigo), Platão, Aristófanes ( não sei bem se este existiu, mas acabou de saltar da minha cabeça), Héracles, Hipócrates Descartes, Kant, todos se perguntaram muito mais tarde, na idade já adulta, coisas que a ela lhe interessaram quando só tinha 4 anos.
De cabelo curtito, olhar vivo, de um castanho escurinho, a minha afilhada presenteou-me, como menina-anjo que é, momentos deliciosos que quero que perdurem na memória. Dançámos ao som de Allison-Moyet "Is this Love", ela sem saber o que a letra queria dizer, rodopiava nos meus braços pela sala da casa da minha mãe, enquanto eu fazia um treino terrível para dizer, ao mesmo ritmo que a cantora umas partes do refrão "they never would be teasing me as viciously as this". Traduzido quereria dizer que nunca seria gozada, aldrabada, enganada tão perniciosamente como naquele momento... mal eu sabia o que a vida me guardava para ensinar e pior ainda, como é fácil enganarem-me.
Mas voltando à princesa dos olhos doces, foi aos 4 anos que, num dia de céu azul e algumas nuvens branquinhas a polvilhar, a S. abriu a porta da rua, e me perguntou:
-Madrinha, o avô anda nas nuvens, no céu, às cavalitas de Jesus?
Hoje a resposta seria mais calma e segura... na altura, eu tinha uns 20 anos e as dúvidas sobre tudo eram piores que as de Descartes, Marx, Kant e todos os pensadores juntos... fiquei-me por um "sim, anda", creio eu.
Queria poder ter-te dito que sim, com toda a certeza. Os nossos avós, e todas as pessoas queridas, estão em Deus, numa Paz brilhante, cheia de Luz maravilhosa, onde impera o Amor puro, silencioso, mas tão revigorante, tão avassalador, tão criativo, tão delicioso, que de onde os avós estão, conseguem emanar para nós toda a doçura, a protecção a alegria de que precisamos. E que são fonte inesgotável de força, perseverança, que te acompanharão e cuidarão para sempre e que te amam muito.
Noutra altura, não longe deste momento precioso, a pergunta foi mais aterradora:
- O que é a alma, madrinha?
Aqui, sem chão, eu deixei o coração falar por mim. E no coração, toda a gente sabe, mora Deus.
- Olha, quando tu enches o peito de ar a respirar, faz lá como a madrinha. (E inspirei) Ela copiou-me. Ficamos cheias de ar, não é? Mas não vês o ar. A alma é algo assim. Temos todos, mas não vemos.
Se fosse hoje, meu amor, dir-te-ia que a alma está em nós e todos os dias pode viajar para perto de quem amamos, para completar a alma gémea. Diria que a alma tem cor, é luminosa e branca, pura, e perfeita e que somos seres perfeitos a quem teimam fazer crer que carregamos a imperfeição. Dir-te-ia que a tua alma é eterna, que viaja num tempo que não existe, mas que teimamos em balizar, e acalmaria a tua ansiedade dizendo simplesmente que estaremos sempre juntos, todos nós, seja onde for e quando for, porque somos todos eternos. Apenas mudamos de "roupa".
No espírito criativo da minha menina-anjo, que até hoje não pára de pensar ( nisto não sai à madrinha), ainda saltou uma pergunta que me fez sorrir de prazer, por ser tão prática, e ao mesmo tempo generosa até para o seu anjo da guarda. A tua mania de poupar os outros ao cansaço e ao sofrimento já estava ali inscrita sob a tua pele aos 4 anos, maria papoila. Rezava ao anjo da guarda numa noite, assim:
- "Anjo da garda, da minha cãopanhia, guadai a minha auma de noite e de dia."
E numa tirada rápida , vira-se para mim e diz:
- "Ó madinha, de dia não é peciso que eu tou acodada!"
Adoro-te S.
De cabelo curtito, olhar vivo, de um castanho escurinho, a minha afilhada presenteou-me, como menina-anjo que é, momentos deliciosos que quero que perdurem na memória. Dançámos ao som de Allison-Moyet "Is this Love", ela sem saber o que a letra queria dizer, rodopiava nos meus braços pela sala da casa da minha mãe, enquanto eu fazia um treino terrível para dizer, ao mesmo ritmo que a cantora umas partes do refrão "they never would be teasing me as viciously as this". Traduzido quereria dizer que nunca seria gozada, aldrabada, enganada tão perniciosamente como naquele momento... mal eu sabia o que a vida me guardava para ensinar e pior ainda, como é fácil enganarem-me.
Mas voltando à princesa dos olhos doces, foi aos 4 anos que, num dia de céu azul e algumas nuvens branquinhas a polvilhar, a S. abriu a porta da rua, e me perguntou:
-Madrinha, o avô anda nas nuvens, no céu, às cavalitas de Jesus?
Hoje a resposta seria mais calma e segura... na altura, eu tinha uns 20 anos e as dúvidas sobre tudo eram piores que as de Descartes, Marx, Kant e todos os pensadores juntos... fiquei-me por um "sim, anda", creio eu.
Queria poder ter-te dito que sim, com toda a certeza. Os nossos avós, e todas as pessoas queridas, estão em Deus, numa Paz brilhante, cheia de Luz maravilhosa, onde impera o Amor puro, silencioso, mas tão revigorante, tão avassalador, tão criativo, tão delicioso, que de onde os avós estão, conseguem emanar para nós toda a doçura, a protecção a alegria de que precisamos. E que são fonte inesgotável de força, perseverança, que te acompanharão e cuidarão para sempre e que te amam muito.
Noutra altura, não longe deste momento precioso, a pergunta foi mais aterradora:
- O que é a alma, madrinha?
Aqui, sem chão, eu deixei o coração falar por mim. E no coração, toda a gente sabe, mora Deus.
- Olha, quando tu enches o peito de ar a respirar, faz lá como a madrinha. (E inspirei) Ela copiou-me. Ficamos cheias de ar, não é? Mas não vês o ar. A alma é algo assim. Temos todos, mas não vemos.
Se fosse hoje, meu amor, dir-te-ia que a alma está em nós e todos os dias pode viajar para perto de quem amamos, para completar a alma gémea. Diria que a alma tem cor, é luminosa e branca, pura, e perfeita e que somos seres perfeitos a quem teimam fazer crer que carregamos a imperfeição. Dir-te-ia que a tua alma é eterna, que viaja num tempo que não existe, mas que teimamos em balizar, e acalmaria a tua ansiedade dizendo simplesmente que estaremos sempre juntos, todos nós, seja onde for e quando for, porque somos todos eternos. Apenas mudamos de "roupa".
No espírito criativo da minha menina-anjo, que até hoje não pára de pensar ( nisto não sai à madrinha), ainda saltou uma pergunta que me fez sorrir de prazer, por ser tão prática, e ao mesmo tempo generosa até para o seu anjo da guarda. A tua mania de poupar os outros ao cansaço e ao sofrimento já estava ali inscrita sob a tua pele aos 4 anos, maria papoila. Rezava ao anjo da guarda numa noite, assim:
- "Anjo da garda, da minha cãopanhia, guadai a minha auma de noite e de dia."
E numa tirada rápida , vira-se para mim e diz:
- "Ó madinha, de dia não é peciso que eu tou acodada!"
Adoro-te S.
O que se aprende com as crianças da Primária!!! SANTA INOCÊNCIA!!!
O que se aprende com as crianças da Primária!!!
- A Bíblia dos Muçulmanos chama-se Kodak.
- O Papa vive no Vácuo
- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina
- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se
monotonia.
- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de
dormir sempre com a mamã.
- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar
o vestido de noiva.
- Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de ter
sobrevivido a um acidente grave.
- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi
utilizado e é bom para o ambiente
- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos
e não têm de ficar com os que lhe saem.
- Adão e Eva viviam em Paris
- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul
- As vacas não podem correr para não verterem o leite.
- Um pêssego é como uma maça só que com um tapete por cima
- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar!
- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado.
- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio.
- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as
galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas.
- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu
avô.
- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora
amamenta-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados.
- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los
por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa.
- Um círculo é um quadrado redondo
- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de
mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porque. Talvez por estar
muito frio.
- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas
as escondidas para os meus pais não ficarem preocupados.
- A Bíblia dos Muçulmanos chama-se Kodak.
- O Papa vive no Vácuo
- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina
- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se
monotonia.
- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de
dormir sempre com a mamã.
- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar
o vestido de noiva.
- Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de ter
sobrevivido a um acidente grave.
- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi
utilizado e é bom para o ambiente
- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos
e não têm de ficar com os que lhe saem.
- Adão e Eva viviam em Paris
- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul
- As vacas não podem correr para não verterem o leite.
- Um pêssego é como uma maça só que com um tapete por cima
- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar!
- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado.
- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio.
- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as
galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas.
- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu
avô.
- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora
amamenta-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados.
- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los
por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa.
- Um círculo é um quadrado redondo
- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de
mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porque. Talvez por estar
muito frio.
- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas
as escondidas para os meus pais não ficarem preocupados.
quarta-feira, agosto 31, 2011
Contagem decrescente... e lista nova!
Ao contrário de muita gente, eu pertenço ao grupo dos que só podem ter férias em Agosto. Filhos de um deus tão pequenino, vemos o salário cortado em fatias, por culpa de governos despesistas que agora sacam o nosso tostão para tapar os buracos que eles próprios cavaram. Se eu aprofundasse a análise, e olhando ao Karma, devo estar a pagar pelas sucessivas batotices que fiz a jogar Monopólio e Uno com os meus cunhados, as minhas irmãs e sobrinhos. Ganhei aos mais honestos no Monopoly, lixei-me na vida real.
Gasto o último dia, sem poder sequer ir à praia, porque até S. Pedro decidiu que hoje seria um bom dia para chuvas e trovoadas. Visto por um melhor ângulo, ele quer mostrar que para ter um Agosto assim, é melhor começar já Setembro. De facto, o tempo do mês de Agosto pareceu-se com outros meses. Acho que por causa desta crise, até os meses decidiram baralhar mais a coisa.
Na próxima encarnação, quero tanta coisa diferente, que decidi fazer uma lista. Para já, seguem os seguintes pedidos:
- Ser mulher na mesma, mas mais alta uns 10 cm;
- Não ser loira; (posso até ser ruiva, gosto dos cenourinhas)
- Continuar a ter profissão, mas que seja daquelas que só duram das 9h às 17h e onde se pode conversar sobre receitas de culinária durante o expediente ( eu não sou boa cozinheira, mas...);
- Ser boa cozinheira;
- Não ser Ariana, ou então ter um ascendente que freie esta coisa chamada fogo;
- Ganhar um salário intocável, com muitos dígitos, onde o governo não possa tocar;
- Comprar uma casa que não seja pior que um queijo suiço; (pode ser herdada... poupo mais)
- Ter a bênção de receber a mesma filha;
- Conhecer as mesmas amigas e amigos;
- Encontrar o meu Fantasma mais cedo; (ser encontrada por ele... esta é a verdade e eu gostei)
Agora fiquei na dúvida se quero viver no mesmo país, porque pelo andar da carruagem, e olhando para trás, Portugal foi sempre roubado por quem governa, e quem paga as contas é o povo... Ora se não quero o poder... terei que ser do povo e aqui, não me apetece estar.
Ótimo ( Rafeiro não me odeies, mas eu tenho que praticar o acordo ortográfico, mas tenho esperança que alguém inverta isto) mês de Setembro e Beijocas Larocas, cheias de pó de estrelas!
P.S. Convido a que acrescentem pedidos para próximas encarnações... se cada um pedir, pode ser que consigamos alterar algumas coisitas básicas. :)
Gasto o último dia, sem poder sequer ir à praia, porque até S. Pedro decidiu que hoje seria um bom dia para chuvas e trovoadas. Visto por um melhor ângulo, ele quer mostrar que para ter um Agosto assim, é melhor começar já Setembro. De facto, o tempo do mês de Agosto pareceu-se com outros meses. Acho que por causa desta crise, até os meses decidiram baralhar mais a coisa.
Na próxima encarnação, quero tanta coisa diferente, que decidi fazer uma lista. Para já, seguem os seguintes pedidos:
- Ser mulher na mesma, mas mais alta uns 10 cm;
- Não ser loira; (posso até ser ruiva, gosto dos cenourinhas)
- Continuar a ter profissão, mas que seja daquelas que só duram das 9h às 17h e onde se pode conversar sobre receitas de culinária durante o expediente ( eu não sou boa cozinheira, mas...);
- Ser boa cozinheira;
- Não ser Ariana, ou então ter um ascendente que freie esta coisa chamada fogo;
- Ganhar um salário intocável, com muitos dígitos, onde o governo não possa tocar;
- Comprar uma casa que não seja pior que um queijo suiço; (pode ser herdada... poupo mais)
- Ter a bênção de receber a mesma filha;
- Conhecer as mesmas amigas e amigos;
- Encontrar o meu Fantasma mais cedo; (ser encontrada por ele... esta é a verdade e eu gostei)
Agora fiquei na dúvida se quero viver no mesmo país, porque pelo andar da carruagem, e olhando para trás, Portugal foi sempre roubado por quem governa, e quem paga as contas é o povo... Ora se não quero o poder... terei que ser do povo e aqui, não me apetece estar.
Ótimo ( Rafeiro não me odeies, mas eu tenho que praticar o acordo ortográfico, mas tenho esperança que alguém inverta isto) mês de Setembro e Beijocas Larocas, cheias de pó de estrelas!
P.S. Convido a que acrescentem pedidos para próximas encarnações... se cada um pedir, pode ser que consigamos alterar algumas coisitas básicas. :)
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sábado, agosto 27, 2011
A Águia da Nona Legião
ÁGUIA DA NONA LEGIÃO
Eu preferia que fosse um dragão ( sim por razões de clube futebolístico... mas os romanos eram loucos!)
Adorei o filme.
Eu preferia que fosse um dragão ( sim por razões de clube futebolístico... mas os romanos eram loucos!)
Adorei o filme.
quarta-feira, agosto 24, 2011
Vida de Gato!
Quando reencarnar, quero ser gato. Macho de preferência, para não ter muita responsabilidade. Bem... não quero ser, mas se puder ter a vidinha dos meus... e continuar a ser mulher... serei bem mais feliz.
Há o que acorda e corre para a torneira do lavatório, para beber a água fresca. Tem depois três ou quatro que miam a dar bons dias, espreguiçando-se, à entrada da cozinha, para que o pequeno-almoço (escrevi à moda antiga, para o Rafeiro não implicar com o acordo... ou comigo) seja servido. Tem ração de bebé, ração para gato de interior, ração para quem tem problemas urinários, e carninha de lata, que eu tenho que esmagar, porque eles não sabem o que fazer aos cubinhos... não comem de boca aberta....
Anteontem acordei com a Loira abraçada ao meu dedo indicador, com as duas patas da frente. Respira-se Paz. Transpira-se Paz, mas acabo sempre num cantinho pequeno de uma cama grande, porque toda a gente gosta de ir lá parar.
Há uns anos li La Maison de Papier, da Françoise Mallet- Joris. Acho que escrevi já sobe ela e a casa. Era de papel, como se tivesse portas ao bom estilo de correr, japonesas, quase transparente, onde aterravam escritores, vendedores, amigos dos filhos, empregada... Quando li, entrei na história, envolvi-me nas paredes daquele lugar. Imaginei cada pedacinho e acho que interiorizei a tal ponto que a minha casa é quase de papel. Só não acampa aqui muita gente. Isso porque eu gosto muito do meu pedacito de Paz. Mas quem mora cá dentro, toma cada canto como seu, e acabo por ter que dividir, negociar... às vezes empurrar e ralhar mesmo.
Se monto um escadote para me empoleirar e arrumar, o primeiro a saltar para lá é o meu companheiro das manhãs no quintal... alto, seguro de si, pede para sair, como se fosse um cão, e sem trela, lá anda pelo quintal a rebolar, a farejar, com olhar inteligente, paciente. É ele quem sobe à mesa, na minha hora de repouso: o pequeno almoço. Fica na pontinha, a olhar... só para fazer companhia... é ele quem salta e voa para aterrar no meu ombro, quando cozinho, sem uma arranhadela. É ele que se deita nas cadeiras, espera que outros passem, para lhes dar um tapa manhoso. Abraça os cães, como se lhes dissesse, Boa Melga! Tive saudades tuas!
As gatas dormem, escarrapacham-se nos móveis... miam por colo e beijos... jogam às escondidas, à bola... e a mãe delas, joga à apanhada com a minha Papoila. A troca de personalidades é patente... mas acho que não quero outra coisa.
Quando me sento, com música suave, deixo o incenso pairar na casa, todos se vêm deitar, sossegados, e o equilíbrio, a tranquilidade voltam a imperar aqui.
Há o que acorda e corre para a torneira do lavatório, para beber a água fresca. Tem depois três ou quatro que miam a dar bons dias, espreguiçando-se, à entrada da cozinha, para que o pequeno-almoço (escrevi à moda antiga, para o Rafeiro não implicar com o acordo... ou comigo) seja servido. Tem ração de bebé, ração para gato de interior, ração para quem tem problemas urinários, e carninha de lata, que eu tenho que esmagar, porque eles não sabem o que fazer aos cubinhos... não comem de boca aberta....
Anteontem acordei com a Loira abraçada ao meu dedo indicador, com as duas patas da frente. Respira-se Paz. Transpira-se Paz, mas acabo sempre num cantinho pequeno de uma cama grande, porque toda a gente gosta de ir lá parar.
Há uns anos li La Maison de Papier, da Françoise Mallet- Joris. Acho que escrevi já sobe ela e a casa. Era de papel, como se tivesse portas ao bom estilo de correr, japonesas, quase transparente, onde aterravam escritores, vendedores, amigos dos filhos, empregada... Quando li, entrei na história, envolvi-me nas paredes daquele lugar. Imaginei cada pedacinho e acho que interiorizei a tal ponto que a minha casa é quase de papel. Só não acampa aqui muita gente. Isso porque eu gosto muito do meu pedacito de Paz. Mas quem mora cá dentro, toma cada canto como seu, e acabo por ter que dividir, negociar... às vezes empurrar e ralhar mesmo.
Se monto um escadote para me empoleirar e arrumar, o primeiro a saltar para lá é o meu companheiro das manhãs no quintal... alto, seguro de si, pede para sair, como se fosse um cão, e sem trela, lá anda pelo quintal a rebolar, a farejar, com olhar inteligente, paciente. É ele quem sobe à mesa, na minha hora de repouso: o pequeno almoço. Fica na pontinha, a olhar... só para fazer companhia... é ele quem salta e voa para aterrar no meu ombro, quando cozinho, sem uma arranhadela. É ele que se deita nas cadeiras, espera que outros passem, para lhes dar um tapa manhoso. Abraça os cães, como se lhes dissesse, Boa Melga! Tive saudades tuas!
As gatas dormem, escarrapacham-se nos móveis... miam por colo e beijos... jogam às escondidas, à bola... e a mãe delas, joga à apanhada com a minha Papoila. A troca de personalidades é patente... mas acho que não quero outra coisa.
Quando me sento, com música suave, deixo o incenso pairar na casa, todos se vêm deitar, sossegados, e o equilíbrio, a tranquilidade voltam a imperar aqui.
domingo, agosto 21, 2011
O que sai do coração nunca pode ser ridículo…
Para o G! Se ele ainda estiver interessado... :(
É no coração que guardamos a bondade, a alegria, a harmonia, a doçura, a delicadeza, a ternura… Pequenos tesouros que partilhamos. Por isso o coração está sempre aberto. Não tem chave nem tem porta, nem grilhetas ou fechaduras, nem metal de qualquer espécie.
É tal e qual uma árvore ao vento e à chuva, que lamenta a dor do frio, no Inverno duro, mas se regozija na Primavera, quando os raios de sol a abraçam com carinho, e no Verão, quando o calor tórrido a faz pulsar a seiva no seio, até sentir-se entontecida, entorpecida, cálida.
O coração tem ligação única e direta à alma, onde a pureza impera. E a alma, cheia de Luz, incita o coração a amar. Por essa simples razão, o que saí do coração, NUNCA pode ser ridículo.
Ridículo é o ser humano que carimba sentimentos, que protela entregas, que sucumbe à tentação de jogar e fingir o que sente e deixa o tempo sorver os momentos de magia. Quem não acredita… é ridículo. Quem blinda o coração é sofredor. E quem controla e mede o que sente, não sabe o que é o êxtase.
Agosto 2011,18
P.S. Acho que vou voltar para Saturno.
Beijocas e ótimo domingo
É no coração que guardamos a bondade, a alegria, a harmonia, a doçura, a delicadeza, a ternura… Pequenos tesouros que partilhamos. Por isso o coração está sempre aberto. Não tem chave nem tem porta, nem grilhetas ou fechaduras, nem metal de qualquer espécie.
É tal e qual uma árvore ao vento e à chuva, que lamenta a dor do frio, no Inverno duro, mas se regozija na Primavera, quando os raios de sol a abraçam com carinho, e no Verão, quando o calor tórrido a faz pulsar a seiva no seio, até sentir-se entontecida, entorpecida, cálida.
O coração tem ligação única e direta à alma, onde a pureza impera. E a alma, cheia de Luz, incita o coração a amar. Por essa simples razão, o que saí do coração, NUNCA pode ser ridículo.
Ridículo é o ser humano que carimba sentimentos, que protela entregas, que sucumbe à tentação de jogar e fingir o que sente e deixa o tempo sorver os momentos de magia. Quem não acredita… é ridículo. Quem blinda o coração é sofredor. E quem controla e mede o que sente, não sabe o que é o êxtase.
Agosto 2011,18
P.S. Acho que vou voltar para Saturno.
Beijocas e ótimo domingo
sábado, agosto 20, 2011
Este site deixa-me com tonturas e a voar sem destino!
Chama-se COOLTOOLSFORSCHOOL (Ferramentas fixes/nices/manera/etc... para a escola).
Nele foram compilados hiperlinks/hiperligações para outros sites, permitindo utilizar uma vasta gama de ferramentas online ou através de download para criação de materiais para a escola. Bom para profs e genial para alunos brilharem. Principalmente se os professores teimarem em permanecer no tempo da pedra lascada.
Suspeita, porque gosto de livros, eu mergulhei no "Writing Tools", na barra lateral equerda e escolhi o Bookr, que associado ao Flickr permite a escrita de livros simples, online. Manias minhas... :)
Beijocas larocas!
Beijo G!
Nele foram compilados hiperlinks/hiperligações para outros sites, permitindo utilizar uma vasta gama de ferramentas online ou através de download para criação de materiais para a escola. Bom para profs e genial para alunos brilharem. Principalmente se os professores teimarem em permanecer no tempo da pedra lascada.
Suspeita, porque gosto de livros, eu mergulhei no "Writing Tools", na barra lateral equerda e escolhi o Bookr, que associado ao Flickr permite a escrita de livros simples, online. Manias minhas... :)
Beijocas larocas!
Beijo G!
Filmes para ver sem hora marcada
Poder sentar-me ou deitar-me, quando me apetece, com ou sem pipocas, e ver um filme já não fazia parte da minha rotina há cerca de uns bons 14 anos. As razões não vêm ao caso, embora sejam boas.
Nestas férias, perdi a conta aos que vi. Na ânsia de me atualizar, de viajar sem sair do sítio, e sobretudo, de ver finais felizes (sim, sou romântica incurável, e tolinha - como eu gosto da palavra, santo Deus), perdi agora a conta ao que já vi.
Aqui, podem procurar e ver, online, gratuitamente, graças ao excelente serviço prestado pela CAIXA DE FILMES.
Único senão: ao fim de 72 minutinhos, fazeis um intervalo de 30 minutos para xixi, pipocas, pôr os cachorros no quintal, desligar a máquina da loiça, ligar a da roupa, fazer um telefonema, ou aspirar a casa. Só depois vos deixam ver o fim. Azar dos azares, ou pontaria das pontarias... a nós (eu e a nina)o intervalo chega sempre em momentos chave ou a 5 minutos do fim. Arrreeeeeee!
Beijocas larocas e ótimo sábado!
Beijo G!
Nestas férias, perdi a conta aos que vi. Na ânsia de me atualizar, de viajar sem sair do sítio, e sobretudo, de ver finais felizes (sim, sou romântica incurável, e tolinha - como eu gosto da palavra, santo Deus), perdi agora a conta ao que já vi.
Aqui, podem procurar e ver, online, gratuitamente, graças ao excelente serviço prestado pela CAIXA DE FILMES.
Único senão: ao fim de 72 minutinhos, fazeis um intervalo de 30 minutos para xixi, pipocas, pôr os cachorros no quintal, desligar a máquina da loiça, ligar a da roupa, fazer um telefonema, ou aspirar a casa. Só depois vos deixam ver o fim. Azar dos azares, ou pontaria das pontarias... a nós (eu e a nina)o intervalo chega sempre em momentos chave ou a 5 minutos do fim. Arrreeeeeee!
Beijocas larocas e ótimo sábado!
Beijo G!
quinta-feira, agosto 18, 2011
Voltadaaaa!!!
Ok, depois do interregno de não sei quanto tempo, porque odeio números e nem me apetece pensar muito, acho que voltei. Espero que desta vez, para caminhar segura. Eheheheh (subliminar esta, G)
Aos amigos de sempre um abraço e beijocas grandes.
Para o Rafeiro, uma mensagem especial: adivinhaaaa, Tou de Fériassssss! ahahahahah Já sei que vou pagar cara esta provocação.
Dragão, beijocas para a tua rainha e a tua princesa, que deve estar enorme...
Não esqueci o meu sobrinho Beethoven, Rafa, beijocas para ele, ou festinhas, pk ele tem dono forreta nos beijos.
Para as amigas lindas e fadas que sei que estão comigo mesmo tendo eu andado longe, um beijo enorme e muita Luz.
Para o G, o beijo!
Aos amigos de sempre um abraço e beijocas grandes.
Para o Rafeiro, uma mensagem especial: adivinhaaaa, Tou de Fériassssss! ahahahahah Já sei que vou pagar cara esta provocação.
Dragão, beijocas para a tua rainha e a tua princesa, que deve estar enorme...
Não esqueci o meu sobrinho Beethoven, Rafa, beijocas para ele, ou festinhas, pk ele tem dono forreta nos beijos.
Para as amigas lindas e fadas que sei que estão comigo mesmo tendo eu andado longe, um beijo enorme e muita Luz.
Para o G, o beijo!
terça-feira, fevereiro 09, 2010
En passant...
Passei por cá. Nem sei se para ficar ( como a Toyota) se mesmo só porque a louca da Titóide resolveu bater recordes de hiperactividade e me tirou sono de novo. Fiz análises, e a sensação de que não controlo o corpo e de que o ser verdinho está de novo a mandar em mim é terrível.
Mas não vim para lamuriar.
Deixo apenas um beijo, um devaneio e uma partilha. Quem me conhece, sabe-me fã disto
E por isso não consegui escapar as estas linhas.
Mas não vim para lamuriar.
Deixo apenas um beijo, um devaneio e uma partilha. Quem me conhece, sabe-me fã disto
E por isso não consegui escapar as estas linhas.
Many people chooses Casablanca or Paris Texas, or any other movie as an election movie, the one. The kind of art that one would love to have at home, and watch every once in a while. For me, Out of Africa is the one. The music that is played along makes me close my eyes and be a bird. A majestic bird, a flamingo, or maybe an eagle, or a phoenix; a woman, a lost one, a sweet creature that waits along for a rainy and sunshiny day and hopes to find herself in the arms of a knight. A good Knight, a wonderful figure that protects and makes sure life will never have so big steps in her stairs; a fountain and a river, a refreshing water fall, pure and crystal, truly clean and brilliant potion of love; a cloud and a lover that rolls over the Earth and leaves behind a way of hope. All in once and at the same time. Makes wonder and meditate, and spread love all around the world.
Thanks to John Barry I can fly and be where I want with whom I want, whenever I really do want. Amazingly, I can be me.
domingo, dezembro 20, 2009
Feliz dia -a dia
era suposto ser Natal. Mas Natal é nascer e renascer e a cada dia que acordamos, renascemos, Logo, Feliz dia-a-dia, cheio de luz, de Amor, de cor e alegria. Para todos os que passaram pela minha vida e para os que sem terem passado, souberam da minha existência.
Que a Luz Divina encha o caminho de cada um, que o dia-a-dia seja motivo de celebração, pleno de saúde e perdão.
Um beijo no coração e um 2010 com o milagre de mentalidades e actos mudados em torno do bem comum.
Que a Luz Divina encha o caminho de cada um, que o dia-a-dia seja motivo de celebração, pleno de saúde e perdão.
Um beijo no coração e um 2010 com o milagre de mentalidades e actos mudados em torno do bem comum.
domingo, novembro 08, 2009
Uma óptima semana com um xi-coração!
Quando a malta quer, a malta... pode.. gostei de ver . Aliás, gosto de ver quando há eventos que fazem com que o povo se junte por causas ou bens ou boas disposições... e faz tanta falta animar.
[Dipdive] Black Eyed Peas Home
Parece-me que today em diante, is gonna be a gooooooood day!!!!
Milhares de beijocas e muitos sorrisos para todos! E saúde, claro!!!!
[Dipdive] Black Eyed Peas Home
Parece-me que today em diante, is gonna be a gooooooood day!!!!
Milhares de beijocas e muitos sorrisos para todos! E saúde, claro!!!!
quinta-feira, outubro 08, 2009
O çuçeçu edukativu...
Em breve virei falar de escolas... como o panorama anda... oerigosamente interessante!
Acordem pais!!!!
Respostas... burras
Acordem pais!!!!
Respostas... burras
Os filhos de uma ... Nã(o)...... São
As coisas andam más... a malta anda sonâmbula e anestesiada, numa vidinha de ramerame e lixando-se para o que está à volta, tipicamente adoptando a postura tuga. Não sei, não vi, a mim não me interessa.
É assim que se refugiam de maleitas e do perigo de enlouquecer perante situações escabrosas.
Hoje liguei ao meu pai, que voltou para o Hospital. Não sabia que tinha sido dopado e que àquela hora, não devia ligar-lhe. Mas benditos telelés, permitiram-me ter a noção diabólica de como se passa a noite num hospital central. Ao meu pai pouco lhe ouvi. Estava tão drogado que não articulava palavras perceptíveis. Pelo contrário, uns gritos de homem bem mais novo, atrozes, fizeram-me ficar arrepiada, em estado de choque e impotente. A quilómetros de distância dali, sem conhecer ninguém, eu achei que haviam metido o meu pai num quarto de loucos. O homem gritava acada minuto, atroando o ar assustadoramente. O pânico tomou conta de mim. Noutro telefone ligava à minha mãe, para tentar socorrer o meu pai dali... em fim de vida, a gente fica quase ao Deus dará, né? Não me atendia. Ela também já acusa cansaço de corridas doidas entre casa e hospital. Liguei a uma irmã, que àquela hora ainda ia gramar uma reunião de trabalho... já não eram oito da noita, veja-se. E continuava de telefone ligado a tremer e a ouvir o homem. Do meu pai já nem sabia nada. Falei com ela. Pedi que tentasse saber quem poderia ajudar... a tendência que se tem é pôr em causa todos os profissionais, certo? Quando se desconhece o que vai no convento... A minha irmã, abatida e farta de correr também, assegurava-me que estava tudo bem, até eu a pôr a ouvir os gritos. Entrou em desespero, tal como eu. Tratou de arranjar forças, não sei onde, e foi tentar saber o que se passava.
Noutro telefone a minha mãe atendeu. Cansada, esgotada, e aos gritos, desesperada lá se foi acalmando. Isto não está fácil.
Então explicou que se tratava de um senhor a quem os médicos mudaram toda a medicação. Durante o dia o homem aprontou com fugidas e actos declaradamente insanos. Mas não tinha gritado. Ficou preocupada com o que relatei.
A minha irmã entretanto, lá tinha mais informações. As enfermeiras estavam a tentar acalmar o senhor. Impotentes, terão que graar com aqueles gritos próprios de loucura a noite inteira... elas e os outros doentes... o meu pai, o outro homem que amanhã será operado, e mais uns quantos que tiveram o infortúnio de não pertencer a uma classe legisladora que se trata em quartos particulares e no estrangeiro.
São homens que seguraram um país durante uns bons 50 anos de trabalho. Apenas filhos de uma Nação que não se compadece com os direitos fundamentais do HOMEM, e que insiste em dourar a pílula quando se tratam de eleições, comunicações sociais e tudo o resto. Estamos pura e simplesmente todos insanos! Continuemos então a olhar para o lado e a assobiar...
Não há quase nenhuma profissão que actualmente esteja a laborar com elementos que não estejam a desempenhar mais funções do que as que deveria.
Não há instalações decentes em quase local nenhum de saúde e educação, que se possa dizer, que funcione a 100%
Mas assobiemos e tratemos de rir... a vida é uma comédia insana... até o drama nos bater à porta!
É assim que se refugiam de maleitas e do perigo de enlouquecer perante situações escabrosas.
Hoje liguei ao meu pai, que voltou para o Hospital. Não sabia que tinha sido dopado e que àquela hora, não devia ligar-lhe. Mas benditos telelés, permitiram-me ter a noção diabólica de como se passa a noite num hospital central. Ao meu pai pouco lhe ouvi. Estava tão drogado que não articulava palavras perceptíveis. Pelo contrário, uns gritos de homem bem mais novo, atrozes, fizeram-me ficar arrepiada, em estado de choque e impotente. A quilómetros de distância dali, sem conhecer ninguém, eu achei que haviam metido o meu pai num quarto de loucos. O homem gritava acada minuto, atroando o ar assustadoramente. O pânico tomou conta de mim. Noutro telefone ligava à minha mãe, para tentar socorrer o meu pai dali... em fim de vida, a gente fica quase ao Deus dará, né? Não me atendia. Ela também já acusa cansaço de corridas doidas entre casa e hospital. Liguei a uma irmã, que àquela hora ainda ia gramar uma reunião de trabalho... já não eram oito da noita, veja-se. E continuava de telefone ligado a tremer e a ouvir o homem. Do meu pai já nem sabia nada. Falei com ela. Pedi que tentasse saber quem poderia ajudar... a tendência que se tem é pôr em causa todos os profissionais, certo? Quando se desconhece o que vai no convento... A minha irmã, abatida e farta de correr também, assegurava-me que estava tudo bem, até eu a pôr a ouvir os gritos. Entrou em desespero, tal como eu. Tratou de arranjar forças, não sei onde, e foi tentar saber o que se passava.
Noutro telefone a minha mãe atendeu. Cansada, esgotada, e aos gritos, desesperada lá se foi acalmando. Isto não está fácil.
Então explicou que se tratava de um senhor a quem os médicos mudaram toda a medicação. Durante o dia o homem aprontou com fugidas e actos declaradamente insanos. Mas não tinha gritado. Ficou preocupada com o que relatei.
A minha irmã entretanto, lá tinha mais informações. As enfermeiras estavam a tentar acalmar o senhor. Impotentes, terão que graar com aqueles gritos próprios de loucura a noite inteira... elas e os outros doentes... o meu pai, o outro homem que amanhã será operado, e mais uns quantos que tiveram o infortúnio de não pertencer a uma classe legisladora que se trata em quartos particulares e no estrangeiro.
São homens que seguraram um país durante uns bons 50 anos de trabalho. Apenas filhos de uma Nação que não se compadece com os direitos fundamentais do HOMEM, e que insiste em dourar a pílula quando se tratam de eleições, comunicações sociais e tudo o resto. Estamos pura e simplesmente todos insanos! Continuemos então a olhar para o lado e a assobiar...
Não há quase nenhuma profissão que actualmente esteja a laborar com elementos que não estejam a desempenhar mais funções do que as que deveria.
Não há instalações decentes em quase local nenhum de saúde e educação, que se possa dizer, que funcione a 100%
Mas assobiemos e tratemos de rir... a vida é uma comédia insana... até o drama nos bater à porta!
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