Eu tou mais crescida...mas escusam de pensar que melhorei, porque a lua é o meu destino. Um degrau, de cada vez, sempre. Porque baralho sempre e não tenho emenda... é escusado. Nem com choques eléctricos... Também só mesmo assim posso saborear, aprendendo a ser sábia com a ajuda doce das fadas e duendes que me conhecem e amparam. Grata a quem me quer bem. Mil beijos e abraços(º_º)
O rio
terça-feira, julho 24, 2007
Férias... estatísticas... conceitos e direitos
Por exemplo, enquanto que na Suécia os cidadãos têm 42 dias livres, na Estónia e na Letónia dispõem de menos de 30.
Depois da Suécia, os países que mais dão férias aos trabalhadores são a Alemanha (40), a Itália (39), o Luxemburgo e a Dinamarca (38), a Áustria (37) e Portugal (36).
Se a análise for alargada à escala mundial, as discrepâncias tornam-se maiores: enquanto que na Tunísia os cidadãos têm sete semanas de descanso, na China e nos EUA o tempo de férias depende da decisão dos patrões.
Mas segundo um estudo norte-americano, 76 por cento dos trabalhadores do sector privado trocou os dias de férias por remunerações extra no ano passado.
Acabei de ouvir na Sic esta notícia. De facto, em termos estatísticos, tudo se pode interpretar e entender da maneira que mais nos dá jeitinho. Somos um povo do caraxas... não trabalhamos, não produzimos, não estudamos, não compramos, mas também não ganhamos, não nada...
Ainda estou pa perceber para que prestamos.
Os suecos têm apenas 42 dias livres mas aposto que descansam com qualidade e durante o ano não devem exceder um determinado dia de horas de trabalho diário, e podem ver crescer os filhos com alguma qualidade que aqui não se encontra... enfim... as condicionantes e contrapartidas nuinca interessam , será?
Cultura
Um dia, de regresso de uma visita a museus ou teatro, não lembro direito, a minha filha, com pouca idade ainda, diz-me:
- A cultura não deveria ser paga... Não é justo...
Ora ontem, com a companhia da minha afilhada e namorado, lá a deixei voar um cadinho mais alto epartiram para Lisboa, Capital de um tal de Portugal, onde o governo se prepara para dar choques intermináveis e, dizem eles pomposamente, tecnológicos, ainda por cima.
Pois lá foram procurar pontos altos da cidade e conseguiram entrar no Castelo de S. Jorge, depois de uma visita à exposição Boris- O corpo como nunca o viu. Agradaram-se na primeira, viram Lisboa a seus pés, no castelo, não antes sem lutarem contra a adversidade de um lugar de estacionamento que teimava em esconder-se.
Depois, bem... depois quis o destino eheheheh que fossem tentar museus, a uma segunda-feira... sempre pensei que as coisas tivessem mudado, pelo menos depois das medidas que alguém fez questão de alardear, de que os profs sem horário lectivo iriam trabalhar para museus. Nessa altura, eu resmunguei logo que se assim fosse também queria ir e de preferência para o museu da marinha. Não pelas fardas, claro!!! Não fico estonteada com elas. Só porque algum dos barquitos me serviria de âmparo em dia de naufrágio definitivo desta desgraçada jangada.
Mas voltando ao itinerário dos meus três miúdos giros, tentaram o Mosteiro dos Jerónimos, e em pleno Julho, de 2007, por ser segunda-feira, independentemente do número de turistas que visitam o país vindos de dentro e de fora dele, estava o monumento encerrado.
Comeram pastéis de Belém no jardim, que ainda não encerram, e seguiram para o Padrão dos Descobrimentos. Subiram-no e desceram-no de elevador e viram duas exposições sobre o mar e descobrimentos ( segundo a descrição da nina) e as especiarias e baralhei-me toda nestas descrições... tenho que lá ir eu ca minha cicerone, está visto.
Seguidamente, dirigiram-se para a Torre de Belém onde viram alguém engravatado a quem pediram para ser fotografados. Acham eles que se tratava de alguém da presidência europeia... eheheheheheheh a inocência é uma coisa linda, maravilhosa, e etc...
Ahhhhhhhhh!!! Ia esquecendo... a Torre de Belém também estava... fechada.
Depois destas aventuras esperava-os uma maior... de regresso a casa, perderam-se e baralharam caminhos tal e qual como eu faço todos os dias...
É terça e eu tou a ficar fartita de Julho

Trago-te flores, meu amor,
hoje é o teu dia...
vêm em forma de um olhar afogueado,
estampam-se em mim,
neste meu rosto assaz corado,
e no sorriso que baila arisco,
que é para ti...
Não as cortei
de algum jardim ou mesmo vaso...
Não creio ser esse o propósito
de quem lá nasce.
Trago-te flores, meu amor
no meu regaço,
e as pétalas são meus dedos
que embaraço, entre os cabelos que pousas
em colo meu.
Trago-te flores,
o seu perfume
só o perfume.
Na marginal linha suspensa de pó de estrela
a lentidão com que assimilo o que na frente
me vai passando como a tela do cinema
desespera-me por dentro e eu vacilo...
O passo acelera,
porque a montanha russa que é a vida
não me permite acompanhar esta quimera.
Sou fogo e vento e mar e sal
não sou ninguém e tudo ao mesmo tempo.
Num rasgo cintilante e racional
eu cresço e subo aquele ramo ainda verde,
e em mim cresce um ar que aumenta o meu peito
e me dá ganas de levar tudo isto a eito
e ajudar e construir e refazer...
E no cansaço de muita noite mal dormida
quando a razão se prende a pontos mais tristonhos
desce em mim a nostalgia de uma lida
que me entorpece os membros, o pensamento.
segunda-feira, julho 23, 2007
Boa segunda
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
“No Tempo Dividido e Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79
E sem medo nem dó nos destruímos,
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Natalie Cole and Nat King Cole - When I Fall In Love
Pronto, cá estou eu tra vex... eu tinha avisado...
Boa segunda-feira e princípio de semana. Apesar de AINDA estar a trabalhar, quero que o Sol brilhe e aqueça muito, porque por aqui já pairaram nuvem manhosas e cinzentas hoje...
Cá fica então, convosco, caríssimos oubintes ahahahahaaha, cof! cof! cof! sorry, desculpem, destrambebelhei... fiquem então com a música calma e a vós docede Ronan Keating, When you say nothing at all...
Ronan Keating & Emma Bunton - Don't Go Breaking My Heart
bailemos... porque amanhã ... é segundaaaaaaaaaaaaaa ughhhhhhhh
domingo, julho 22, 2007
Peter Murphy Cuts You Up
I find you in the morning
after dreams... I find you in the morning
after dreams of distant signs
You pour yourself over me
like the sun through the blinds
You lift me up and get me out
Keep me walking but never shout
Hold the secret close, I hear you say
You know the way it throws about.
It takes you in and spits you out
It spits you out when you desire
to conquer it, to feel you're higher
To follow it you must be clean,
with mistakes that you do mean
Move the heart, switch the pace
Look for what seems out of place
Yeah on and on it goes,
calling like a distant wind
Through the zero hour we'll walk
cut the thick and break the thin
No sound to break, no moment clear
when all the doubts are crystal clear
Crashing hard into the secret wind
You know the way it twists and turns
Changing colour, spinning yarns
You know the way it leaves you dry
It cuts you up, it takes you high
You know the way it's painted gold
Is it honey? Is it gold?
You know the way it throws about.
It takes you in and spits you out
It spits you out when you desire
to conquer it, to feel you're higher
To follow it you must be clean,
with mistakes that you do mean
Move the heart, switch the pace
Look for what seems out of place
And now I find the special kind
You, yourself, like sun through blinds
You lift me up and get me out
Keep me walking but never shout
It's okay... it goes this way
The line is thin, it twists away
Cuts you up, It throws about
Keep me walking, but never shout