O rio

O rio

quarta-feira, agosto 22, 2007

Pra que saibam

Volta e meia, na caixa de correio do mail cai uma mensagem estranha... Há uns tempos atrás queriam oferecer-me dinheiro por não terem como o gastar... é interessante a forma como expõem as coisas. Eu admitia que sou burra, ingénua, tola, e que acredito em tudo e todos... mas afinal, dei-me conta que começo a usar o neurónio para me proteger. Vejamos, no Burkina Faso, ou outro país do género havia papel para mim... Bahhh.
Hoje recebi esta pérola:

Seu pedido foi confirmado.
E será debitado o valor de sua compra em 24 horas em sua conta bancaria.
Para acompanhar ou cancelar seu pedido acesse:

www.submarino.com.br/atendimentoaocliente/pedidos.asp2545144

Como não pedi nada a ninguém, não encomendei nada a ninguém e não estou à espera de nada de ninguém via Net, fica exposta esta maravilha. Os submarinos, senhores eram para o ministério da administração interna, não para mim. Eu é mais foguetões, se não se importarem. E de preferência com viagem de ida sem retorno. Possa que é demais.

É pa desgraça...

A nina anda numa onda de aprender crochet e tricot.
É engraçado o que traz um simples mexericar de sótão. Começou na fada do lar, com a serapilheira e a agulha doida. Na boa acabou um tapetinho para as tais mobílias miniatura. Depois, atacou um casaco iniciado para ela há para aí uns 4 anos. Eu sou assim... ou faço logo ou dura uma eternidade... As costas do casaco ainda lhe servem, mas a manga que estava terminada, quase só dá pelo cotovelo. Mania de crescer depressa esta!!!!


Vai daí a noitada de ontem foi para aprender a manusear agulhas enormes e malhar. Acabei sem a manga do casaco. ahahahahahahahahahah

A culpa nem foi da nina. Deixou o material no sofá e quando demos conta, o gato e a cadela tinham ajudado no trabalhinho.


Hoje foi a vez de cobiçar o crochet... só desejo que não fure dedos, com aquela agulha que me enerva ao fim de algum tempo.

O problema maior reside na dificuldade de reagir a situações de frustração. Não aceita facilmente a imperfeição e vai daí há guinchos e ais, de cada vez que algo corre mal. E é certo e sabido que, num começo destas artes, nunca nada corre lá muito bem... Se vivêssemos na pré-história seria bem mais difícil de a consolar... ahahahahahah


Boa quarta... vou dar aulas de crochet... Socorroooooooooooooooo!

terça-feira, agosto 21, 2007

Blog do anterozóide

Blog do anterozóide

De uma assentada

Ir ao blog anterozóide é sinónimo de sorrisos e risos, gargalhadas e boa disposição. Não resisti a copiar uns quantos trabalhos do colega. Bravo Antero!


Sometimes You Can't Make It On Your Own

U2 - Sweetest thing




Boa terça, ainda que desconfie que hoje quem não se amarrar a postes e pilares, irá parar de certezinha à terra de Oz

Só para ouvir - Shakira - Pure Intuition

Radio Macau - Anzol

Radio Macau-Acordar

Jorge Palma - Encosta-te a Mim




É bela, esta...


Boa terça

Maomé não foi à montanha...


Xutos & Pontapes - circo de feras

Sean Paul - Never Gonna Be The Same




a pedido da nina :)

Toni Braxton - Spanish Guitar

Prémio!!!!


Ontem um anjo apareceu... a Ela, aposto que a EU estava calminha só vendo e lendo... e já estou a escrever com sotaque do Brasil. Perdoe amiga, mas eu sou mesmo assim, com quem estiver a tagarelar, apanho o sotaque, até gaguejo se for gago o interlocutor. É péssimo mas não sei evitar... :) O meu pai acha que é falta de personalidade, mas isso era sempre a conclusão a que chegava, em qualquer situação...


Bom voltemos ao que interessa 'Eu e Ela', isto é, a minha mais recente amiga, que vive do lado de baixo do Equador ( já estou com vontade de cantar) indicou-me para o prémio The Power of the Schmooze award.

Fico muito grata. Como sou preguiçosa, copiei do blog Ospensamentosdeeueela toda a história e regras deste prémio. Aqui vai, e perdoe minha amiga a minha preguiça:


"(...) criado por Mike do Ordinary Folk e Danielle do Pink Reviews , e, é uma tentativa de reunir blogs e blogueiros que são adeptos aos relacionamentos entre outros blogs e blogueiros, de forma que 'blogar' não seja feito de modo isolado, mas sim compartilhado com os demais. O termo SCHMOOZE, quer dizer, fofocar, jogar conversa fora, trocar idéias, ou seja, bater-papo, e serve para definir o blogueiro, que busca se relacionar com os outros blogs e blogueiros, e que gasta um tempinho visitando e comentando nos blogs dos outros. E, para os schmoozers, esses blogs são conhecidos ou não, assim como, podem ser antigos ou novos. Os schmoozers também incluem outros nas conversações entre os blogs, seja mencionando, linkando, trocando banners, ou através de memes, e participações. Mas, nessa história de Schmooze, existem regras:


  • SE você receber o "Thinking Blogger Award" ou "The Power of Schmooze Award", terá que escrever um post indicando 5 (cinco) blogs que tem esse perfil "schmoozed" ou que tenha te incluído nesta filosofia;

  • Adicionar links para o post de quem te indicou, e para o post do Mike, para que as pessoas possam saber a origem do meme;

  • Opcional: Exiber orgulhosamente o "Thinking Blogger Award" ou o "The Power of Schmooze Award" com um link para este post que você escreveu."

Assim, aproveito e nomeio os seguintes blogs ou responsáveis pelos ditos:

Amizadeverdadeira-amizade
SítiodoSolNascente
Blogdo DragãoAzul
OÚltimodosMoicanos (ehehehe baralho-te sempre o nome do blog, mas gosto desta expressão)
RafeiroPerfumado


Pronto malta, agora saxavori, usainde e aplicainde. :)

segunda-feira, agosto 20, 2007

O menino do Lapedo

João Aguiar, conhecido escritor português, escreveu há pouco( 2006) uma obra que, sendo diferente da ficção a que nos habituou, me fascinou: LAPEDO Uma Criança No Vale, da Asa.
Nele explica a a descoberta do esqueleto de uma criança que data de há cerca de 25 000 anos atrás, perto de Leiria, numa gruta, em 1998.
Gosto da obra. A preocupação de João Aguiar em dar a conhecer o que vai sendo descoberto e como são dados os passos , nomeadamente o estudo dos materiais encontrados e a dedicação dos paleontólogos e de outros estudiosos, a vontade de perceber a evolução da espécie, as discussões acesas entre personalidades diversas, umas que defendem miscigenação, outras superioridade de grupos, a forma como é apresentada a comparação temporal usando as iniciais AP para designar Antes do Presente ( tudo isto para mim foi novidade) e o fascínio meticuloso do puzzle que se vai construíndo, foi-me deixando presa à leitura. A criança em causa, teria cerca de 4 anos e terá tido direito a um funeral com rituais que demonstram o carinho de quem estaria com ela.
A obra tem para mim valor acrescido pela preocupação do escritor em dar a conhecer ao leitor comum alguns dos momentos, dos achados, das discussões e meandros da arqueologia através de um relato leve e claro.

Para recordar... e sorrir




Heróis do Mar - Paixão

domingo, agosto 19, 2007

nuvens negras

Como nunca há bela sem senão, (acho que me ando a repetir, srá o primo Al a atacar tra vex?) hoje não houve hipótese de gozar decentemente o domingo. A gata adoeceu e... hospital... e médico... e antibiótico e poooooooooooooooooooooooça...
Ao sair do hospital, de gatos, sacolas e saquinhos, à mistura e a tiracolo, tentavamos arrebitar as expectativas quando uma cena gira aconteceu. Só foi gira porque foi rápida, insólita e porque foi... um saco plástico rebolava na estrada a fazer uma caminhada de nenhures para nenhures, empurrado pela brisa e pelos pneus dos carros. Deu-lhe de repente um arzito e o desgraçado sobe, rodopia e agarra-se ao tejadilho ou à antena de um carro, tornando o carro engalanado, prontinho para um casamento. Detesto os tules nos marriages, mas aquele, até fazia um figurão... Notava-se a léguas lol.

Um pouco depois, ouvíamos no carro uma música antiga, de Ana Maria ( bolas não sei o nome para variar) e os queijinhos frescos, acho que se chamavam assim, e a canção tinha por base uma música de ópera. A certa altura, comenta a nina:
- Mãe, os operistas, quer dizer... como se chama a quem canta ópera?
- Operários! (Eheheheheheh, fartei de rir)
- Ah Cantores de ópera! Ahahahahahah Os cantores de ópera não podem estar constipados pois não?
E pronto o diálogo seguiu por ali, levantando o ânimo e levando o pensamento para outro sítio que não as doenças, a dor e a morte. Não que não saibamos e não estejamos certas do que nos espera a cada esquina da vida. Como estrada com lombas doidas, a vida tem as suas coisas boas e más. Mas ver sofrer quem não sabe dizer onde lhe dói, arrasa-me... Quando a nina passou a falar e a dizer o que doía e onde respirei fundo e senti menos ansiedade.

Agora e durante os próximos dias, estarei de plantão à Lucy ( diminutivo de Dulcineia, amor eterno de Dom Quixote, cavaleiro da triste figura).
Navego sem vela, nem remo, nem rota
no redemoinho da vida
A multidão é mar enfurecido
que sulca o tempo à força de
empurrão, sapatada,
e brota em mim a dor
a fraqueza
a tristeza
a mágoa
a incerteza
o medo
e a vontade de fugir

E vejo-me num quarto emparedado
empurro as paredes
imponentes
impotente
desesperada
e grito
porque quero a liberdade
a paz
a harmonia
e nunca a há.

E cerro os dentes e olho o céu
e espero o dia de amanhã
porque virá
seja onde for
e com quem for
será melhor...

Porque é belo... muito belo... tem que ser mostrado. Obrigada Alcaide e um grande abraço para ti


Atracou hoje a barca no teu cais,
trouxe a luz que te cobriu e te reveste,
trouxe à memória aquela que nasceste,
trouxe o amor que carrega o seu arrais

E a barca só pergunta p´ra onde vais
Jusante é sol de prata , rio agreste,
montante é sempre azul, como o celeste
das margens sobem verdes, montes tais.

Batem ondas na barca que balança
terna maré, teu rio que te invade
ata a corda ao sotão negro da lembrança,

E desce o rio verde da verdade
sobe depois num sopro de mudança,
e o vento leva a barca e traz saudade.

Publicado nos comentários de Porto à noite, por um amigo - Alcaide 19 Agosto, 2007 02:37

O primeiro concerto da nina...

hoje a mecinha da Floribela cantou no Barreiro. O nome da cantora é Luciana. Agora tenho que parar sempreque falo sobre ela, porque, o nome que lhe dou, por sistema e nem sei porquê é Juliana. A nina quis ver e eu gosto de música. Como dizia numa conversa com uma irmã minha, há uns dias atrás, temos um leque muito variado, desde a clássica à Pop Rock, passando por pimba, isto porque queríamos ir à festa de música Pimba ( queríamos que era como quem diz, querer querer não queríamos, távamos a ... digamos que a ... enfim.... tagarelar...) Ora a conclusão da minha irmã foi: Comem tudo eheheheh ! Depreciativo ou não, há momentos para tudo, que se lixe a mania de dizer ai não gosto e não coiso e coiso e tal e depois, vai-se a ver e batem a perninha e o pézito feliz até faz pó nos arraiais.

Ora fomos a caminho do concerto e para variar baralhaei na rota. Quando me cansei, decidi seguir a fila de carros, que mais parecia um casamento e taruz, lá chegámos. Depois , bem... já a pé, ainda tive que perguntar pelo nome da escola, pois quando anunciaram na TV falavam que era junto à escola tal e coiso... e pelas indicações que me deram lá partimos. O etsranho, estranho, etsranho é que, no sentido contrário ao nosso vinha um tal ror de gente que parecia que fugiam de algo, de passo acelerado, em debandada... E eu comentava:
- Que estranho... Vês ninguém vai ao concerto... só nós... é mesmo estranho.... finalmente, já no final da rua, rua de feira com bancas de um lado e de outro, a abarrotar de gente qual S. João no porto ao início da noite... vejo um jovem da organização da festa e pronto, lá lhe pedi satisfações... Eu vou escrever baixinho, para não dar bandeira, mas aposto que já perceberam o que estava a acontecer: era eu o soldado que estava mal na formatura... eu e a nina... andávamos precisamente no sentido contrário ao local do concerto que era para onde ia todo aquele maralhal afinal de contas.
Bom,, demos meia volta volver e lá caminhámos felizes e contentes, mas sentirmo-nos um cadito ovelhas.
Estava à pinha... roda baixinha como sou dificilmente servi para que a nina visse a Luciana. Às cavalitas de quando em vez, lá foi vendo a moça alegre que a meio do repertório teve que interromper por três vezes para informar pais que haviam perdido os seus filhos, porque ali, parecia ser moda perder crianças, de tenra idade, diga-se de passagem e para que conste... embaraçoso.
Bailou-se um tudo ou nada e depois de umas seis a oito canções lá zarpou a mecinha para outras partes...

Eu queria mesmo... mesmo, mesmo.... muito, muito, era ir amanhã ver os Xutos e Pontapés, mas sofro de uma coisa qualquer que tem a ver com fobia a multidões desenfreadas que, ao entrar e ao sair dos recintos se tornam cavalgaduras autênticas.... Vou ouvi-los no tubinho, sempre estou mais descansada e não me baralho nas direcções.



Comentário da nina em fim de festa:
- Bem este foi o meu primeiro e último concerto...


Grrrrrrrrrrrr!!! Que coisa!!!!!