O rio

O rio

terça-feira, março 13, 2007

Os SaLtOs AlToS

Aos quinze anos, mais ou menos, porque a memória
anda sempre na onda da traição, ( maninhas se estiverdes
a ler, corrigi, please, brigadinha) a minha avó ofereceu a cada
uma de nós um par de sapatos de salto alto.
Ahahahahahahahahahah foi cá um dia
hiper, mega, memorável.
Acho que não foi aos quinze, mas aos dezassete, sei lá...

Eram azuis, abertos na frente, tipo sandália.
Uns com pintinhas brancas, outros doiradas. Eheheheheh Lembras B.?
loooooooooooooooooooooool
Sentíamo-nos as princesas da nossa santa terrinha.

E melhor que isso, até nos equilibrávamos bué bem.
Hoje, prefiro de longe os ténis e salto rasito. Saltos altos, só em dias especiais.

Hoje vi uma senhora com umas botas altíssimas.
Estilo tour Eiffel no seu melhor.
O póbrema é que a dita parecia estar em cima de umas andas.
A bem dizer.... gostava de voltar aos quinze anos para poder
correr com os sapatos e gastá-los, porque na altura foram tratados
como relíquia.

segunda-feira, março 12, 2007

Para ti...kida


A minha mana B. é especial.
A J. e a X. tb são, mas a B. é diferente.
Com um olhar topava o que me ia no coração ou na alma.
Somos gémeas com uma mana de permeio, se isto é possível.

Lembras-te, kida, de andarmos de bicla, rua abaixo, em Francelos
e nos estamparmos contra senhoras que faziam o avio?
Grande loucura de férias.
Eu sei, tenho que o dizer, né?
Era eu quem conduzia.

Quando apaixonada,
platonicamente, sempre...mas apixonada,
eu chegava para as férias
e tu querias que te contasse quem era e como era?

O Crucifixo, lembras? Ahahahahahahahaha.
Era genial . És genial...
Tem coração d'oiro e força de amazona esta minha mana.
Feroz na luta, por causas nobres,
honra palavra e compromisso.

Beijo grande e abraço apertadinho maninha

Feliz segunda-feira... malta cool


Ok, o fds passou a correr, mas foi genial.
Com tanto sol, céu e mar.
Agora é correr contra o tempo,
abrir a janela da voiture,
pôr o rádio no (quase) máximo
e abanar bem
o capacete.

Chocalhar ideias e soltar risos e sorrisos,
porque afinal de contas,
estamos todos vivinhos
e a Primavera está à portita.

Beijocas doces

domingo, março 11, 2007

Vou ser baleia, golfinho...
misturar-me com o mar azul e cintilante que hoje visitei.
Vestida de azul de imensos tons, com renda branca a marulhar na roda
Iemanjá lá esteve, sorridente e brincalhona.
Molhou-me os pés calçados, as calças,
os cachorros e a nina.
Vou transformar-me em peixe e viajar.
vou ver as praias do mundo inteiro.
Grata por tudo Iemanjá, rainha dos mares.
Um dia vai chegar, eu sei...
qual Dom Quixote, D'Artagnan ou Fígaro.
Chegará de mansinho, com voz segura,
e ao meu ouvido dirá palavras lindas e verdadeiras.

Eu, insegura, duvidarei,
na inconstância de folha ao vento,
avassalada serei então,
abraçada pelo meu Zorro, que forte e fiel
me gritará com voz baixinha,
num sussurro meigo
pra me acordar de um torpor,
e com ensejo
me ensinará a amar sem rede.

Quando eu amar...


Vou deixar rolar as lágrimas de alegria e de prazer,
erguer as mãos em oferenda...
Esperar que as gotas se transformem em néctar doce
e colori-las.

Dar-tas-ei a beijar, a ti amor
molhar teus lábios, decerto meigos e carnudos
que abraçarão os meus, em leve toque,
no qual estremeço e me dissolvo.

E estar contigo será uma aventura
porque os momentos, ao segundo, terão loucura
nada monótono estará entre nós dois.

E eu sentir-me-ei estranhamente abençoada,
por sentir que finalmente sou amada.
Eu a donzela, tu o príncipe encantado.

Bommmmmmmmmm Diaaaaaaaaaaa Domingooooooooooooo

Até às três , quatro da tarde haverá alegria.
Prometo.
A neura virá apenas quando escurece e se começa a sentir que a segunda está à porta.
Mas isso são outras conbersas.

Hoje vou lavar os olhos no mar.
Beijar com os olhos a maravilha das enseadas e sentir na pele o calor
doce do Sol.
É uma benção que vou agradecer.
A benção de estar viva, ter filha e amigos,
ter família e trabalho,
e de, no meio de tanta coisa má e chata eu ainda saber
rir e sentir a alegria de viver.

Para todos um óptimo Domingo, com saúde e boa disposição.Muita música e riso.

Não resisti...eu bem digo que isto é pior que pescadinha de rabo na boca

Uma amiga mandou por mail.
É verdade...
Sempre que leio o Eça,
principalmente a Cidade e as Serras,
revejo tanta coisa deste rectângulo.
Aqui vai:

"

ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes,
escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a
faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são
nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concep-
ção, nem o instinto político nem a experiência que faz
o ESTADISTA.É assim que há muito tempo em Portugal
são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política
de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso,
governado por vaidades e por interesses, por especulação e
corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será
possível conservar a sua indendência?"

(Eça de Queirós, 1867,in "O distrito de Évora"



sábado, março 10, 2007

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas, que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes de decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

Ricardo Reis

retirado da Rúbrica de Homenagem a Fernando Pessoa - Ricado Reis
És tu! És tu! Sempre vieste, enfim!
Oiço de novo o riso dos teus passos!
És tu que eu vejo a estender-me os braços
Que Deus criou pra me abraçar a mim!

Tudo é divino e santo visto assim...
Foram-se os desalentos, os cansaços...
O mundo não é mundo: é um jardim!
Um céu aberto: longes, os espaços!

Prende-me toda, Amor, prende-me bem!
Que vês tu em redor? Não há ninguém!
A Terra? - Um astro morto que flutua...

Tudo o que é chama a arder, tudo o que sente,
Tudo o que é vida e vibra eternamente
É tu seres meu, Amor, e eu ser tua!


Florbela Espanca

Florbela Espanca

AMAR!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

em " Charneca em Flor" 1930 em "Sonetos",
Pub. Europa-América, pp.112


Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só Inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.
Maria do Rosário Pedreira




O amor é lindo.
Vou contar um segredo, que se lixe...
Quando eu for grande, vou amar com a força da Florbela Espanca, vou cantar como a Glória Stefan, ser alta como as artistas de cinema e loira.
ahahahahaha que noitada do caneco.
Andei a fazer incursões a blogs. Bué interessantes.
Mas como sempre faço asneira. Queimei um tacho. Este trimestre vai sair caro em loiça.



sexta-feira, março 09, 2007

Sentada ao Bolante da minha nabe espacial ( e especial também ), quando a Natasha canta, ganho asinhas e lá bou eu plo céu a boar.
É Cooooooooooooool.

Receita:

Olhe para o céu com dez colheres de esperança;
fixe um passarito, por uns momentos q.b.
Suba o som até ao máximo;
abra a janela para espalhar a alegria;
e arranque suavemente ( esta foi pa não parecer mal, mas se quiser arrancar com força...desde que não haja obstáculos pela frente e à rectaguarda, porque nunca se sabe se as mudanças estarão bem metidas)

Bom Sábado
Eu era tãooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo, mas tãooooooooooooooooooooooooo filada nesta.
Mas depois, numa visita de estudo do nono cantei foi outra. Ainda por cima com um prof. de ginástica que era muitoooooooooooooooooooooooooo , mas muitooooooooooooooooo giro. Ehehehehe. Boals que fui mesmo à caixinha dos recuerdos. Credo.

Mas mesmo assim, ainda há alturas na bidinha em
que na devemos dar a outra face.
O pai tinha razão, mas o filho eboluiu. É o que val.
Foi um grande passo para a Humanidade.
Acho que deve ter sido o segundo.

Depois disso vieram tropeções.

Onde anda a máquina de calcular?

A Mariana tem três coelhos ( se fosse eu a ela soltava-os e deixava-os serem felizes como só um coelhinho sabe ser, mas enfim...).
Pesam em conjunto 4,8 kg. A coelha pesa o dobro do coelhinho. ( Isto é feio pk não se deve falar em peso de senhoras, mas tb já passou o dia internacional da melher mesmo).
E o coelho pesa o dobro da coelha. (Lá fica a coelha a perder tra vex).

Questão final e importante: Qual o peso de cada animal?

Eu já volto, vou procurar a máquina porque o neurónio fundiu.

sábado, fevereiro 24, 2007

Para ti Zeca... lembrando Vincent

Há 20 anos partia um sábio lutador.
Com as palavras e melodias, numa paleta colorida,
tocava a alma e o coração de gente amordaçada.

Há vinte anos partia quem hoje uma vez mais fazia falta.
Tinha na boca a verdade, nua e crua.
No olhar a bondade e a ternura.
No coração o sentido de justiça e de honestidade
que hoje impera em muito poucos de nós.

Zeca, hoje nem cinco como tu fariam, cada um com seu tijolo,
sair a morte da rua, nem tirariam os meninos do bairro...

Que falta fazes ...

Não é homenagem. O que aqui fica são meras palavras
de agradecimento enorme, porque sempre
que se avivam na memória as tuas,
vejo Catarina...
Olho vampiros, mas canto e embalo
o meu menino em estrela de alva.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

De um amigo, para o mundo

Bem, um amigo meu tem, e quis partilhar.

Vá nada de malandrice na tola.
Trata-se de um blog que nos indica o caminho das pedras. Eheheheheh.

É o blog de informática. Quem procura, ali encontra.
Eu cá já lá fui, à despensa dele. E vou voltar.

Beijocas e bons downloads

http://Internetfacil.wordpress.com/

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Criar...inventar e rir...um remédio barato e caseirinho

O passatempo de hoje, no regresso a casa, após mais um dia de ...cão, foi a tradução simultânea, inspirada e criativa de nomes s de artistas estrangeiros.

A nina dava o mote e eu terminava. Saíram nomes gloriosos que aqui deixo. Não desprestigia nenhum, pelo contrário, lembrará de outra forma. Foi assim que me lembrei do meu Michel Sardinha (Michel Sardou), cantor que ouvia sem cessar enquanto estudava sozinha, praticamente exilada no sul do nosso terrivelmente fascinante country.

Shacrista, com a "Tortilha"; Miguel Joaquim, com o seu "triler", a Ana Risonha, a Baritona Spreita a Cristina Agrilheta. Um mimo.

Façam o favor de ser... sempre felizes

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

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Não. Não é no estrangeiro de fora. Quem sabe, encontra estes locais.
São belos, enormes, infinitos.
Obrigada S. Eheheheh