O rio

O rio

sexta-feira, março 09, 2007

Sentada ao Bolante da minha nabe espacial ( e especial também ), quando a Natasha canta, ganho asinhas e lá bou eu plo céu a boar.
É Cooooooooooooool.

Receita:

Olhe para o céu com dez colheres de esperança;
fixe um passarito, por uns momentos q.b.
Suba o som até ao máximo;
abra a janela para espalhar a alegria;
e arranque suavemente ( esta foi pa não parecer mal, mas se quiser arrancar com força...desde que não haja obstáculos pela frente e à rectaguarda, porque nunca se sabe se as mudanças estarão bem metidas)

Bom Sábado
Eu era tãooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo, mas tãooooooooooooooooooooooooo filada nesta.
Mas depois, numa visita de estudo do nono cantei foi outra. Ainda por cima com um prof. de ginástica que era muitoooooooooooooooooooooooooo , mas muitooooooooooooooooo giro. Ehehehehe. Boals que fui mesmo à caixinha dos recuerdos. Credo.

Mas mesmo assim, ainda há alturas na bidinha em
que na devemos dar a outra face.
O pai tinha razão, mas o filho eboluiu. É o que val.
Foi um grande passo para a Humanidade.
Acho que deve ter sido o segundo.

Depois disso vieram tropeções.

Onde anda a máquina de calcular?

A Mariana tem três coelhos ( se fosse eu a ela soltava-os e deixava-os serem felizes como só um coelhinho sabe ser, mas enfim...).
Pesam em conjunto 4,8 kg. A coelha pesa o dobro do coelhinho. ( Isto é feio pk não se deve falar em peso de senhoras, mas tb já passou o dia internacional da melher mesmo).
E o coelho pesa o dobro da coelha. (Lá fica a coelha a perder tra vex).

Questão final e importante: Qual o peso de cada animal?

Eu já volto, vou procurar a máquina porque o neurónio fundiu.

sábado, fevereiro 24, 2007

Para ti Zeca... lembrando Vincent

Há 20 anos partia um sábio lutador.
Com as palavras e melodias, numa paleta colorida,
tocava a alma e o coração de gente amordaçada.

Há vinte anos partia quem hoje uma vez mais fazia falta.
Tinha na boca a verdade, nua e crua.
No olhar a bondade e a ternura.
No coração o sentido de justiça e de honestidade
que hoje impera em muito poucos de nós.

Zeca, hoje nem cinco como tu fariam, cada um com seu tijolo,
sair a morte da rua, nem tirariam os meninos do bairro...

Que falta fazes ...

Não é homenagem. O que aqui fica são meras palavras
de agradecimento enorme, porque sempre
que se avivam na memória as tuas,
vejo Catarina...
Olho vampiros, mas canto e embalo
o meu menino em estrela de alva.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

De um amigo, para o mundo

Bem, um amigo meu tem, e quis partilhar.

Vá nada de malandrice na tola.
Trata-se de um blog que nos indica o caminho das pedras. Eheheheheh.

É o blog de informática. Quem procura, ali encontra.
Eu cá já lá fui, à despensa dele. E vou voltar.

Beijocas e bons downloads

http://Internetfacil.wordpress.com/

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Criar...inventar e rir...um remédio barato e caseirinho

O passatempo de hoje, no regresso a casa, após mais um dia de ...cão, foi a tradução simultânea, inspirada e criativa de nomes s de artistas estrangeiros.

A nina dava o mote e eu terminava. Saíram nomes gloriosos que aqui deixo. Não desprestigia nenhum, pelo contrário, lembrará de outra forma. Foi assim que me lembrei do meu Michel Sardinha (Michel Sardou), cantor que ouvia sem cessar enquanto estudava sozinha, praticamente exilada no sul do nosso terrivelmente fascinante country.

Shacrista, com a "Tortilha"; Miguel Joaquim, com o seu "triler", a Ana Risonha, a Baritona Spreita a Cristina Agrilheta. Um mimo.

Façam o favor de ser... sempre felizes

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

No comments










Não. Não é no estrangeiro de fora. Quem sabe, encontra estes locais.
São belos, enormes, infinitos.
Obrigada S. Eheheheh

domingo, fevereiro 04, 2007

Mais um Domingo que se foi...



Novo mês, curtito por sinal.
Esteve luminoso, hoje. Doce e calmo.
A majestosa manhã, de vestido de névoa, de um branco molhado e acinzentado, caminhou pelas serras devagar até quase à hora de almoço.
Maroto o Sol, aqueceu tanto, que depressa a manhã se entregou ao biquini e às chinelas.

Mais um Domingo que se foi.


A esta hora prepara-se material para a batalha da semana que se aproxima.
Mistura de tudo o que pode ser bom e mau, mas que, em forma de onda do mar, nos embrulha e atira para cima outra vez, um degrau acima.

A Fé, a Confiança e o Pó de Fada que deixo aqui, para todos os que quiserem usar. E muitos beijos e abraços, porque a vida não faz sentido sem ternura.


Boa semana

sábado, fevereiro 03, 2007

Num País de Cretinos...à beira mar plantados

Tava aqui no recesso do lar..ca nina. Os miúdos andam a ver com cuidado e muito sentido cívico, a campanha da despenalização do aborto.

A conversa foi interessante. Ela pensa. Defendia que o sim devia ganhar porque as mulheres não vão a correr fazer abortos no dia seguinte ao referendo.
A certa altura comenta que "os do Não dizem que nos outros países aumentou drasticamente depois de ser votado sim".
Lá tive que desmontar mais uma mentira.

Em Portugal recorre-se constantemente a engenhosas mentiras para iludir o povo. É próprio da política dirão uns. Eu chamo baixaria, cretinice, sem nível.

Vejamos, como se pode dizer que uma coisa aumenta se não havia antes?
Antes de se despenalizar um aborto, não havia aborto feito por marcação antes das doze semanas em nenhum hospital público, certo?


Gostei de ouvir o Dr. Alexandre Quintanilha, grande humanista ecientista Português. Escrevi Português com maiúscula de propósito, pois trata-se de um Homem excepcional, com sensibilidade suficiente para afirmar que gostaria de ver a mulher ser dona de si própria e das suas escolhas, com outras palavras. E congratulou-se por verificar que aos poucos isso tem vindo a acontecer.

A malta como não tem que fazer, leva agora um tempo inútil numa campanha para um referendo quie nem devia existir. Despenaliza-se e pronto.
Porque o que tem vindo a público, nas trincheiras de quem defende o Não é sempre que se deve votar não porque quem vota sim, diz automaticamente sim ao aborto. Como se cada mulher fosse bicho leviano...

Bahhhh. Muita falta de senso.

Let it be..

When I find myself in trouble...
Mother Mary comes to me

É sempre assim. Pela mão da Luz e do Amor deixamo-nos guiar e a serenidade toca-nos no mais profundo do nosso ser.
E depois...deixamos que se vejam as nossas dores e mágoas, esperanças e sonhos, forças e Fé.

Quando era jovem, ensinava a minha afilhada a rezar ao seu Anjo da Guarda. Um dia aosquatro anos, ela rezou " Anjo da Garda, da minha cãopanhia, guadai a minha auma, de noite e de dia." Depois, deliciosamente corajosa, inocente, afirmou-me:
- Madrinha, de dia não é preciso, que estou acordada. "

A ti minha querida, pela coragem com que trilhas um caminho pedregoso, e a todas as corajosas filhas de Deus, que pelo mundo lutam, tentando orientar seres desorientados, até quando parece que tudo está perdido.
É este levantar das cinzas, levantar do chão, que fascina. Pena é que quem destrói não ponha os olhos nesta capacidade de amar, para aprender a construir.

Acredito que um dia se possa dizer que é mais fácil construir do que destruir...acredito num mundo melhor, com gente melhor. Verdadeiramente melhor...docemente melhor

Beijos e bom Domingo

terça-feira, janeiro 30, 2007

Fui à arquinha de recuerdos...xiii, tanta teia, tanto pó...


Verdade...mas sem ácaros, que no meu tempo essa modernice não existia. Verdade!!!


Bom, fui à arca das músicas e vibrei. Ri, chorei, dancei, cantei ...enfim... valeu a pena.Carreguei baterias.
Rita Lee, Lança minina todo esse perfumi...um must.
E quando canta Saúde , então, ou o Escurinho do Cinema... minha nossa...para onde me leva. A Piaff, o Gilberto...Tá tudo no dreamswings dois...

Veio a Elis com Fascinação e mexeu e remexeu...


É giro. Partilhei músicas ca nina e demo-nos conta de como se pode gostar das mesmas coisas.
A cumplicidade entre nós está ao rubro. É simplesmente delicioso ouvi-la falar do que a consome...do que a preocupa... As expressões de gente grande em meia-leca, leva à lágrima. ( Acho que estou muito lacrimejante hoje).

Mas voltei cá para falar de outras coisas mais. Não só dos recuerdos musicales.

Em tempos vivi de perto situações de angústia que me trouxeram de volta os fios ténues da memória quando o Referendo veio outra vez à baila, nos outdoors...porque eu, com franqueza, franquezinha, ando tão fartinha das asneiras do governo ( e acabei de recordar que asneira vem de asno e asno é... eheheheheh pois, tadinhos dos burros que nem culpa têm).

Bem, eu recordei coisas tristes, atrozes. Revoltei de novo. Será possível que meia dúzia de letrados se achem suficientemente razoáveis para escrever algo que sugira que com a legalização do aborto se passará a realizar abortos como quem vai ao dentista ou a um clínico geral?


Será possível que não se dão conta que as Mulheres quando o fazem, fazem-no de rastos, com sentimentos múltiplos de dor, de raiva, de culpa entre muitos outros?

Para não pôr a tónica noutro ponto. Quando uma mulher tem que pedir autorização para mexer consigo mesma, muito vai mal na humanidade... Depois vem muita gente falar em moral e ética. Pena que só surja quando dá jeito e não quando faz falta.


A moral e a ética deve começar em casa de cada um, e em cada indivíduo em cada cidadão quando atropela e foge, quando se candidata a um cargo e toma decisões, desculpando-se quando dá raia que deixando o estado como culpado e corrupto. São tantos os ratos...tantas as nódoas...dá dó.

Eu sou a favor da despenalização. Sei o que é sofrer a descriminação, nem que seja com o olhar, quando se tem o azar de abortar mesmo sem querer. Este país que se diz com vasta visão de futuro está minado de preconceitos tolos e de gente maluca disfarçada.

Apetece gritar: À Barca! À Barca OU lá! Que temos gentil Maré! Mas aqui só entram Parvos porque tudo o resto tá por aí, neste jardim à beira-mar plantado, a acabar de aniquilar esperanças e vontades de sonhar...

Raios que de repente fiquei pra lá de amarga.

Para Elis...para ti...com amor




Sonhar, é preciso...
Não perder o horizonte e levantar os pés,
apenas uns centímetros do chão.
Mas sonhar, sim,
sempre.

Voar,
maravilhar-se com um olhar,
com um sorriso,
com uma cor...

Acreditar que amanhã será sempre melhor.
mesmo sabendo que nunca poderá ser contigo.

Sonhar, sim
que a pele sente a pele,
que a tremura é partilhada como a ternura
que o sorriso se entrega com alma e doçura...
sem medo, sem fuga, sem nada a não ser o horizonte e as asas de um beijo.

Dar risadas, gargalhadas,
verdadeiras, genuínas.
Misturar a dor com o prazer,
a melancolia com a ternura,
A ingenuidade com a malícia
e rir... rir muito,
mesmo que apeteça chorar.

Sonhar faz falta,
empurra o Mundo,
faz acreditar que é possível...
que será sempre possível
nem que seja num outro lugar,
num outro tempo,
num outro plano...

Quando a nuvem negra se aproxima...
eu sonho
sonho que estás a meu lado
que o mundo é um arco-iris
que escorregamos os dois por ele abaixo,
a gritar e a rir...

E os olhos brilham-me
o sorriso volta,
e com o coração apertado eu sei
que sonhar... é sempre preciso...

"Os sonhos mais lindos, sonhei//de quimeras mil//um castelo ergui//e no teu olhar//
tonto de emoção//com sofreguidão//mil venturas vivi//O teu corpo é luz...sedução...//
poema divino//cheio de esplendor//teu sorriso..prende, enebria, entontece//
és fascinação...amor" Elis Regina