O rio

O rio

sábado, setembro 19, 2009

Experiência... um... dois... caca

É... pois, depois de mudar a cara do blog da minha fábrica decidi tentar fazer o mesmo no meu. Acontece que não encontro nas ofertas deste blogspot nada que me encha a bista. E vai daí, fiz uma experiência. Fisguei, à pressão e às cegas, umas cores maradas para as letras... Foi pior a emenda que o soneto. Ou a ementa que o sorvete, como diz a minhaa mana F.

A preguiça e cansaço de hoje são de tal ordem que vou deixar para depois... talvez daqui por mais uns 3 anos, sei lá.

Depois de fazer limpeza a fundo e geral à casa, de arrastar uma salamandra e mudar móveis, de dar banho a cães e aspirar o sótão, tou pronta para entrar num spa e ficar 3 semanas. Como isso não vai acontecer e a minha tiróide me anda a dar cabo do físico, vim pôr o blog de pernas para o ar, com a vossa devida licencinha. Pardonnez... isto há-de voltar ao normal...

E agora fica a foto que eu gostaria que povoasse as salas e escritórios de todos os sacanas que ainda vão decidindo por nós o que se deve fazer primeiro, deixando a Natureza para o fim. Veio num mail e sem indicação de dono, patente ou direitos de autor, okein?:




quinta-feira, setembro 17, 2009

Saudades das férias...

É... as notícias de amigas em situação péssima por motivos de saúde, o meu pai que termina os dias com o fulgor de magnata, vizir e navegador, a lembrar o capitão Nemo, do Júlio Verne, a minha mãe a anhar e a enlouquecer ora depressa ora devagarinho e a procurar confusão quando a que tem já lhe sobra, os ossos da pequenita a teimarem em chatear, e uma gripe porca, que humanos decidem tornar estrela de cinema em troca de um punhado de moedas e um prato de lentilhas.

Cansei.

Rafa, perdoa não ter sido possível ainda meeting algum... a coisa destrambelhou de novo e o caminho a correr para o Norte é agora o mais conhecido da minha geringonça. Mesmo sem GPS, já não me perco. Numa semana consegui ir do norte ao Algarve e ficar de gatas nos dias seguintes... velhice, eu sei... acontece às melhores gajas!

Resta-me a Paz que me dão os gatos e os cães. Só neste buraquito me dão tréguas.

Entrar na fábrica onde trabalho, FÁ-BRI-CA, é recuar aos tempos de darwin e ver espécies tubarõas a atazanar peixinhos pequenos, é ver Dickens o senhor Scruge em gajas e gajos que, sendo maiores , se crêem melhores.... É lidar com as frases:
- Não sei, não temos, não há ...

E ouvir na TV que foram dados milhões às escolas para que a gripe não se propague.
O meu desejo é que com tanta higiene, ninguém fique doente de nada este ano. Se adoecerem muitos, vai ser catastrófico. Pelo tempo de espera pelas respostas e pelo encaminhamento.

Um dia destes a minha Maria Papoila teve febre de noite e dores de cabeça. Faltava um indicador para a campainha soar de alarme. Para precaver a cena, liguei para a saúde 24 e fiquei a saber que, deveria ter dado Ben-U-ron e não brufen ( quero lá saber se é publicidade e nem pensem em chamar-me à atenção que eu tou a borrifar-me por completo, quando os governos conseguem fazer com que a malta compre rios de tarararara----- miiiiiiiii------- f...... l...... u....).

Mais hilariante foi saber que teria que levar a pimpolhita a um centro de saúde que fica não sei onde, se a coisa perigasse, complicasse e outras coisas acabadas em ásse. O que, felizmente não aconteceu... por enquanto.

Enfim... é com cenas completamente absurdas que me vou encontrando no dia-a-dia... Se alguém, por acaso conseguir enviar-me uma mola gigante, para eu poder saltar sobre estas cenas... eu agradeço.

Mil beijocas e um óptimo resto de mês!

sábado, setembro 12, 2009

Hoje estou... nostálgica!



Ao ouvir isto, volto a ser menina, por artes mágicas, acredito de novo no céu azul e limpo, no cheiro a terra molhada pelas primeiras chuvas de um Outono longínquo, onde a ansiedade pelo cheiro a papel novo, dos cadernos e livros se esbatia, quando a mala de couro se abria na escola, deixando escapar o aducicado odor a marmelada da saquinha de merenda bordada pela minha mãe. Fazia desejar o intervalo depressinha, para lambuzar dedos e nariz, num enorme "molete", o pão que um general francês se lembrou de pedir aos padeiros de Valongo para fazerem aquando das invasões...

O AMOR É... LINDO!

E nem sequer são gémeos!!!!




SAI AO PAI!!!!

Genuína e sensata!

Sócrates em Barcelos, dizia aos meios de comunicação socual que em Portugal não era necessário um radicalismo de ideias e que o BE apenas conseguia conjugar os verbos em rasgar... destruir, BLA BLA.... Referia-se a Louçã.

Nem sequer classificou os verbos decentemente... no Infinitivo, porque não é Modo Imperativo, mas pronto...

A minha maravilha engrossa a voz, deitada no sofá e liberta a frase com fúria:
- Então é para veres!!!! São as únicas formas de remediar as porcarias que fizeste!!!!

Com uma filha destas, acredito que o mundo ainda tem salvação e que este país sairá um dia desta torrente de lodo político e de aproveitadorismo descarado... Assim haja mais meninos e meninas assertivos e sábios!!!!!

A nostalgia que me assola ao ouvir isto!!!!

quinta-feira, agosto 06, 2009

Um must... babei, pronto!

São novos, geniais e artistas de veia espontânea.
Aos saltos e cheios de risos verdadeiros, criaram este espaço que arranca aos bocadinhos, porque os passos devem ser dados com certezas.

Gosto da alegria e do som que sai daqui, pelas mãos destes teenagers de garra!

http://radiomoinho.co.cc/



Beijocas e desejo de boas férias!

terça-feira, agosto 04, 2009

Aposto que foi um homem quem escreveu

Eu acho que é sacanagem, mas pronto....


No início, Eva não queria comer a maçã.
- Come - disse a serpente - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva.
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Não!
- Serás imortal.
- Não!
- Serás como Deus!
- Não, e não!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que a Eva comesse a maçã.
Até que teve uma ideia.
Ofereceu-lhe novamente a maçã e disse:
-
Come... que emagrece...


sexta-feira, julho 31, 2009

Somewhere over the rainbow



Connie Talbot - Over The Rainbow (BGT Final)

Chris Impellitteri - Somewhere Over The Rainbow





Il Divo Somewhere

who wants to live forever - QUEEN

Longe de tudo... tudo... tudo...



Eu não sei se vais ouvir-me
Se estás aí ou não
Eu não sei se compreendes
Esta oração

Se eu p'ra ti sou uma estranha
Que o coração perdeu
É ao ver-te que eu pergunto
Se já foste como eu

Longe do mundo, perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Perdida, esquecida eu oro a ti
Longe do mundo mas perto de ti

Peço conforto e nada mais
Na voz dos que sofrem padecem sinais
Vêm de longe e chegam por fim
Quem vai ouvi-los? quem sofre assim?

Eu não sei se vais lembrar-te
De um coração tão só
Coração tão vagabundo
Que perde, chora, todos os dias

Longe do mundo mas perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Venho de longe e chego por fim
Quem vai ouvir-me chama assim
Perdida, esquecida, aqui ao orar
Longe do mundo mas perto de ti...

I want to fly



Colin Blunstone & Rod Argent

quinta-feira, julho 16, 2009

As coisas que se vê...

vi o mar,
uma raposa,
duas cadelas abandonadas...
vi gente a rir,
gente preocupada,
gente séria por ser a sério,
gente- sombra e gente-gente.

Comi caracóis a olhar o azul do mar,
senti a pacatez de um entardecer
sem stress
e ri no regresso a casa como já não fazia há um ano.

As pessoas crescidas são tolas!

quinta-feira, junho 25, 2009

Para a Peta... com amor

É, ando há uns dias sem fôlego, mas pronto... quem não anda... ao mesmo tempo, a carola não pára e por mais que as notícias me deixem chateada e me esfranga-lhe ao ver cenas que me rodeiam, lembrei que é importante recordar e valorizar gente de verdade.

A Peta veio à baila por ser diferente do habituée. A gente tem um filho e depois de passar os primeiriinhos dias com ele, manda a gente grande que se ponham pés ao caminho para ganhar tostões. E aí começam as dores todas e os apertos de coração. Onde deixar o rebento de maneira a que ele ou ela nunca sintam a falta do nosso colo, do nosso cheiro, do nosso beijo. E é tão difícil que é comparável a qualquer tortura guantanamesca. Mas vai dentro de cada um... e ninguém chega mesmo a sentir igual.

E conforme as posses, ou mesmo sem elas, a gente parte à escolha do melhor, ou a pensar que é mesmo melhor, franqueiam-nos portas que se abrem em sorrisos e facilidades... e perguntámos se é seguro, que só nós os poderemos levar dali, que a fralda é mudada de xis em xis tempo, que ainda não come cenas ipsilon, ou que gosta de arrotar de pé. E contamos com aquele ser desconhecido para que faça a ponte e crie laço instantâneo com o pequeno ser indefeso que nao sabe dizer nem contar como correu o dia.


Ao longo dos primeiros dias vamos vendo e tentando que não chore na hora da separação, e inspeccionámo-lo de cima a baixo quando chega a nós de novo.

A minha doce travessura ficava sentada, de olhos enormes a perguntar somente: - Por quê?
E eu, de voz embargada, pedia-lhe e prometia-lhe, desesperada:
- Não chora, não? A mamã vem depressa....

Foi assim até ao dia em que uma auxiliar me diz sem mais nada a não ser um enorme frio na voz, mais gelado que o sopro da Rainha das Neves:
-Ela tem que chorar! chorar faz bem!

A quem? perguntava eu para dentro, com um nó enorme a abraçar e a apertar a garganta. A quem? Faz bem a quem chorar? E não me venham com as conversas de que desenvolve os pulmões... já digo porquê!

Tinha sete meses quando, fui interpelada pela psicóloga da instituição que me diz... seca e ríspida como se eu fosse a infractora e não fossem seres vivos, HUMANOS, os que ali estivessem a ser criados:
- Tem que cortar o cordão umbilical, ela tem que passara comer aqui! Tem que vir o dia todo!
Eu a contragosto:
- Mas ela ainda não come as sopas todas, estou a introduzir legumes, não sei se é alérgica a alguma coisa.
Resposta da técnica licenciada e preparada para o serviço:
- Come o puré!
Eu:
- E o que tem o puré?
Ela, a coisa:
- Cebola, batata e cenoura...
Ah e ainda por cima, vem e não dorme ao mesmo tempo que os outros ( os outros eram máquinas... entravam os mais velhos de um ano e dois, dirigiam-se como soldados silenciosos para as respectivas camas, quer houvesse vontade ou não de dormir), e gatinha por aí...

Eu, fora de mim:
- Gatinha????????? Mas ela tem sete meses, ainda não gatinha!
- Tem nove! - resposta da técnica...
- Desculpe.... mas a minha filha tem sete meses... eu sei a idade dela!

Um pouco surreal, né? Pois...
Nessa noite não dormimos, nem pai nem mãe... a estudar o melhor ... e o melhor era tirá-la de lá já... nem mais um minuto...

E a Peta caiu do céu... sem títulos nem cursos, aos cinquenta anos, a Peta levantava-se às 5 da matina, lavava e aspirava a casa toda. Num quarto tinha um armário cheinho de jogos de interacção e montagem, almofadados para os seus meninos não se magoarem... na Tv nunca havia desenhos animados de pancadaria e as espadas e pistolas nunca entraram lá... os meninos, 3, dormiam quando tinham sono e comiam com a calma e a doçura que nem eu tinha.

A Peta era e é gente diferente, gente que ama e partilha o amor incondicional. O mundo devia encher-se de Petas e enviar as bruxas para bué bué longe!

Beijocas larocas e boa quinta... acho que é quinta!!!! eheheheh


P.S. A pequenita tem óptimos pulmões, canta até eu ficar doida e nada que nem um golfinho.... sem falta de ar em lado nenhum!!!!! Venham dizer-me que é bom chorar que eu respondo!!!!!

domingo, junho 21, 2009

Finalmente, apaixonei-me pela persona certa!

É! Mais nada... EU!

Vamos a uma história pequenina para gente grande? Cá vai:

Há no mundo pessoas grandes e pessoas pequeninas. Não falo das criamças, porque essas são seres deliciosamente grandes, mesmo quando as querem fazer passar por ou Bom selvagem ou Terrífica criaturinha da floresta, a ser amestrada num tempo record... naaaaaa. Falo do mundo dos grownups, claro.

Voltando ao mesmo, os grandes, são ainda que curtitos de pernas, por vezes, enormes na criatividade, de coração aberto, experimentam e a cada erro que ocorre, procuram incessantemente a cura, a resposta, o porquê... depois, sem deixar de tentar, corrigem-se, tentam cativar mais people, para que as gotas se transformem em algo maior e melhor a cada dia que passa.

Os pequeninos, por vezes não tão curtos de pernas, mas duma curteza de vistas e neurónios que chega a abismar e a deixar malta de boca aberta, escandalosamente contrariada, prostrada e ( é sempre nesta palavra que o meu cérebro se enrola, por gostar dela e ela teimar em esconder-se, na hora H), desconcertada.............. o que espremi neurónios, bolas... sempre a mesma cena.....

Os pequeninos, digo eu, ao contrário dos maiores, não investem, e produzem, procuram no trabalho destes uma brecha, um sinal de cansaço e então, descaradamnete, por vezes, subrepticiamente noutras, puxam o tapete ou lançam o laço, com vista a que o grandalhão lá caia. E só assim se sentem altaneiros... E é assim que um país se gere... à custa de trapaceiros que conseguem ainda hoje tirar partido de pequenas sacanices, por vezes não tão pequenas quanto isso, mas seguem a vidita medíocre, materialista e oca... enquanto o grandalhão, de olhar inocente, sonha, investe e acredita que o mundo poderá ser colorido e cheio de pó de fada sempre que se quiser.

Abraçar é delicioso!

La Mémoire et la Mer - par Monica Passos



bom Domingo!