Parada em frente ao monitor, numa sexta à noitinha, quando meio mundo repousa e outro meio vai para a night eu pergunto-me por que carga de água não estico os ossos e não descanso. Tenho a cama como certa... deve ser por isso. Sei que amanhã, se tudo correr bem, me levantarei mais tarde. Se o cão não se lembrar de começar às lambidelas, e os gatos não atirarem nada ao chão, com os primeiros raios de sol, naquelas maluqueiras de correria pela casa.
Os dias correm demasiado depressa e a avalanche de emoções fortes. Tento gerir tempo e trabalho, organizar a vida e a casa, mas falho o tempo todo com o cansaço a tinir e a toldar-me a tola.
Apesar de tudo, a cada dia que passa sinto mais força para continuar. É levantar a correr, comer a correr e trabalhar a correr. O que me vale é ter a filha mais doce da face da Terra, que entende a ginástica da vida e, apesar de tudo, pouco resmunga. Não herdou isso de mim, que resmungo a todo instante. Quase a perder o pio com a rouquidão, consigo enfrentar quem me provoca, de forma bem mais coerente e sem medo. Se ferem gratuitamente, levam por tabela. E engolir a tristeza, que pesa como chumbo no coração, vai sendo menos frequente.
Um dia destes encontrei cigarros inteiros no lixo. Estranho! Pensei. Não me lembro de ter feito isto. Questionada, a nina, em situação de desabafo e de sufoco lá disse que tinha sido ela, e cheiinha de razão: Eu não quero que fiques doente. O baque surdo estoirou. Tenho que pensar na responsabilidade de a criar. Ela é bem mais orientada que eu. Para não falar que, muitas vezes, toma conta de mim e me avisa do que está em falta: Hello! Mãe! A senha está comprada. Deus a abençoe. As fadinhas lá me vão dando alento, ora com uma palavra, ora com um abraço. E o reforço positivo consegue milagres. Bati de frente com colegas, resmunguei com funcionários, entorpece-me e arrelia-me ver o marasmo e a fata de sensibilidade à minha volta. Grande parte dos crescidos esquece que as crianças merecem respeito e atenção. A escola parece uma fábrica.
De novo aquela frase me assalta : Não poderás nunca mudar o Mundo.
Eu sei bem disso. Mas por não poder mudá-lo tenho que lhe fazer mal também? Teremos nós que ser iguais aos demais? Bolas! Se assim é, não sou daqui.
Ontem, depois do cansaço se instalar definitivamente, cheguei ao quarto. No chão, dois fios de lã esticados, atravessavam o caminho. Estranho! Pensei. Não me lembro de ter deixado isto aqui. Debaixo da cama, contente da vida, o Miró tentava embaraçar um novelo inteiro. Não gritei. Sorri. Sentei-me no chão, e calmamente, enrolei a lã, desembaracei e observei o gato aos pinotes. A hora de deitar chegou e todos se aconchegaram, escolhendo o lugar na cama. A paz e o carinho tomou conta do meu coração e senti a benção de estar junto de quem amo para sempre. Ao longo destas últimas semanas, as revelações assolam-me. Vejo com melhor nitidez os gestos de amor e de malvadez. Afasto-me da maldade e privilegio a doçura. E nesta amálgama de sensações, tenho a impressão de que ainda me falta aprender muita coisa, ou talvez pô-la em prática. Tenho que ser capaz de conter a ira provocada pelo comodismo, a inércia e a aceitação tácita de que se está mal e devemos continuar mal, porque é o nosso fado.
Eu tou mais crescida...mas escusam de pensar que melhorei, porque a lua é o meu destino. Um degrau, de cada vez, sempre. Porque baralho sempre e não tenho emenda... é escusado. Nem com choques eléctricos... Também só mesmo assim posso saborear, aprendendo a ser sábia com a ajuda doce das fadas e duendes que me conhecem e amparam. Grata a quem me quer bem. Mil beijos e abraços(º_º)
O rio
sexta-feira, novembro 09, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
Mundo estranho
Hoje saí ca nina para arejar ideias e tentar que o sol nos aconchegasse um cadito a alma.
Chegadas à capital, perdemos um tempão desgraçado para estacionar porque , enfim, estava assim supostamente destinado, mesmo tendo eu pensado que a malta tinha zarpado para as santas terrinhas ou a caminho do solarengo All garve. Engano meu, má fortuna, desgraçadamente. apeámo-nos ao fim de uns bons 15 minutos de círculos, hipérboles e sei mais lá o quê, e até estava com sorte, porque, normalmente e quem me conhece sabe, me engano no caminho por dá cá aquela palha, e detsa vez, não voltei mais que duas vezes ao local do crime. Estou a melhorar, pelos vistos.
Entramos num local e abordaram-nos: campanha Luta contra o cancro. Nem hesitei. Ok. Acho apenas que se gasta demasiado e mal em certas coisas, mesmo na saúde, em vez de se fazerem exames e se diagnosticar atempadamente o que quer que seja, tugaland prefere dar o belo do comprimidinho que adormece a dor e o sintoma de uma ou outra maleita. Depois descobre-se tarde e gasta-se a dobrar. Miseravelmente vive-se assim por cá. Dois ou tr~es passos mais à frente, amnistia internacional. Pasme-se, avisei a miúda de que voltaria,porque era preciso comer no entretanto. Voltei e esperei que acabasse de abordar um senhor. Ficou a modos que admirada porque, dizia ela, não é normal haver gente interessada. Ninguém quer ouvir e saber o que se passa e o que pode fazer... De facto, maioritariamente as gentes deste país não quer saber de nada. Por isso estamos como estamos e todos os dias levamos mais um cadito de paulada. A malta até curte. Gostamos de nos queixar e não movemos uma palha para alterar seja o que for.
fiquei então a saber que, para além da newsletter que recebo e das assinaturas e baixo-assinados, a amnistia precisa urgentemente, em Tugaland de profs que possam fazer formação e depois difundir as realidades do mundo , sensibilizando os meninos, no nosso país. Percebi que na Big Lisboa apenas temos cerca de 10 pessoas a divulgar e assegurar esta organização. Em contrapartida em Espanha grande parte da população ajuda a amnistia e aposto que muitas outras organizações não governamentais. Cá prefere-se ajudar o governo a desgovernar. É de facto um mundo estranho este.
Chegadas à capital, perdemos um tempão desgraçado para estacionar porque , enfim, estava assim supostamente destinado, mesmo tendo eu pensado que a malta tinha zarpado para as santas terrinhas ou a caminho do solarengo All garve. Engano meu, má fortuna, desgraçadamente. apeámo-nos ao fim de uns bons 15 minutos de círculos, hipérboles e sei mais lá o quê, e até estava com sorte, porque, normalmente e quem me conhece sabe, me engano no caminho por dá cá aquela palha, e detsa vez, não voltei mais que duas vezes ao local do crime. Estou a melhorar, pelos vistos.
Entramos num local e abordaram-nos: campanha Luta contra o cancro. Nem hesitei. Ok. Acho apenas que se gasta demasiado e mal em certas coisas, mesmo na saúde, em vez de se fazerem exames e se diagnosticar atempadamente o que quer que seja, tugaland prefere dar o belo do comprimidinho que adormece a dor e o sintoma de uma ou outra maleita. Depois descobre-se tarde e gasta-se a dobrar. Miseravelmente vive-se assim por cá. Dois ou tr~es passos mais à frente, amnistia internacional. Pasme-se, avisei a miúda de que voltaria,porque era preciso comer no entretanto. Voltei e esperei que acabasse de abordar um senhor. Ficou a modos que admirada porque, dizia ela, não é normal haver gente interessada. Ninguém quer ouvir e saber o que se passa e o que pode fazer... De facto, maioritariamente as gentes deste país não quer saber de nada. Por isso estamos como estamos e todos os dias levamos mais um cadito de paulada. A malta até curte. Gostamos de nos queixar e não movemos uma palha para alterar seja o que for.
fiquei então a saber que, para além da newsletter que recebo e das assinaturas e baixo-assinados, a amnistia precisa urgentemente, em Tugaland de profs que possam fazer formação e depois difundir as realidades do mundo , sensibilizando os meninos, no nosso país. Percebi que na Big Lisboa apenas temos cerca de 10 pessoas a divulgar e assegurar esta organização. Em contrapartida em Espanha grande parte da população ajuda a amnistia e aposto que muitas outras organizações não governamentais. Cá prefere-se ajudar o governo a desgovernar. É de facto um mundo estranho este.
quinta-feira, novembro 01, 2007
O dia em que me for...
Um ombro amigo, mais do que palavras, um sorriso terno, mais do que flores, um olhar tranquilo, um beijo dirão sempre,: - Eu estou aqui! Sempre do teu lado.
E é assim que os dias vão correndo, como água por entre os dedos, cintilantes, doces e calmos.
Por vezes, na pressa do corre-corre, não damos conta daquele olhar que parecia pedir colo ou perdão. Não percebemos o esgar de dor ou de tristeza, de abandono e de desistência do outro.
Encalacrados na versão maldosa do tempo, pensamos em correr sem dar a mão, chegar ao fim, sabendo sempre que aquele fim é sempre princípio de outro.
Foi desta maneira selvática que a nuvem chegu até cá. Sobressaltos, mentiras, egoísmos e medos tomaram conta do meu coração.
Apaziguaram-me, de novo, os anjos que teimosamente me seguram e afastam do chão do poço fundo. Uma mana do coração deixou-me este texto que aqui partilho. A doçura do olhar das minhas fadas ensinaram-me uma vez mais que o fim não existe, apenas um ciclo se fecha para dar início a outro e que a esperança persiste e segura as almas que somos.
Vagueio a vista pelo mar, encontro a calma e prossigo, correndo ou andando, conforme as forças me permitem, mas sempre com lugar no coração para quem ama e quer bem ao mundo e aos homens que somos.
De lado, deixo as maldades de outros, que pisam e repisam com objectivos loucos, insanos e egoístas de pensar que comandam o destino de povos como se de um jogo de xadrez pérfido se tratasse, no qual qualquer fim justifica os meios. ainda não sabem, infelizes, que a partilha e a dádiva generosa vale mais que milhares de barris?
O dia em que me for...
Quero estar feliz e leve
como as cigarras, cantar
depois um longo suspiro
dar, dizer adeus silenciosamente.
Não quero ninguém chorando por mim...
se fui, é porque era chegada
a hora, já tinha feito tudo
que me aprazia, era feliz.
Amei e fui amada
cantei, sorri, dancei, chorei,
vivi intensamente.
Mesmo que meu corpo
ainda esteja bonito,
a alma deve estar
encardida, e é preciso ser
lavada e purificada
para aqui poder retornar.
Os erros redimidos
o perdão verdadeiramente
consciente no coração,
Atingir a verdadeira serenidade
a paz e a tranquilidade.
Aos que deixo
não me digam adeus,
me digam até breve.
Lá de cima estarei sempre
com meu sorriso, com a minha
alegria, as minhas brincadeiras
olhando todos e me divertindo.
No baile da vida sou
dançarina nata,
e esse dom levarei comigo
para bailar com os anjos,
e amigos que lá encontrarei.
Deixo toda a felicidade que vivi, toda a paz
que me foi permitida usufruir, a simplicidade
qque me foi sempre peculiar,
deixo a bondade que existe no meu coração
deixo o mais importante
meu maior tesouro
a amizade sincera.
Deixo de legado a
minha vida transparente
que habita esse corpo
que me foi emprestado,
Nesse dia, vão descer dos céus
anjos cantando e os meus
amigos ouvirão a minha voz,
serena, sussurrando:
Adeus! simplesmente, fui...
Arney T. Marcheschi
http://amizadeverdadeira-amizade.blogspot.com/
E é assim que os dias vão correndo, como água por entre os dedos, cintilantes, doces e calmos.
Por vezes, na pressa do corre-corre, não damos conta daquele olhar que parecia pedir colo ou perdão. Não percebemos o esgar de dor ou de tristeza, de abandono e de desistência do outro.
Encalacrados na versão maldosa do tempo, pensamos em correr sem dar a mão, chegar ao fim, sabendo sempre que aquele fim é sempre princípio de outro.
Foi desta maneira selvática que a nuvem chegu até cá. Sobressaltos, mentiras, egoísmos e medos tomaram conta do meu coração.
Apaziguaram-me, de novo, os anjos que teimosamente me seguram e afastam do chão do poço fundo. Uma mana do coração deixou-me este texto que aqui partilho. A doçura do olhar das minhas fadas ensinaram-me uma vez mais que o fim não existe, apenas um ciclo se fecha para dar início a outro e que a esperança persiste e segura as almas que somos.
Vagueio a vista pelo mar, encontro a calma e prossigo, correndo ou andando, conforme as forças me permitem, mas sempre com lugar no coração para quem ama e quer bem ao mundo e aos homens que somos.
De lado, deixo as maldades de outros, que pisam e repisam com objectivos loucos, insanos e egoístas de pensar que comandam o destino de povos como se de um jogo de xadrez pérfido se tratasse, no qual qualquer fim justifica os meios. ainda não sabem, infelizes, que a partilha e a dádiva generosa vale mais que milhares de barris?
O dia em que me for...
Quero estar feliz e leve
como as cigarras, cantar
depois um longo suspiro
dar, dizer adeus silenciosamente.
Não quero ninguém chorando por mim...
se fui, é porque era chegada
a hora, já tinha feito tudo
que me aprazia, era feliz.
Amei e fui amada
cantei, sorri, dancei, chorei,
vivi intensamente.
Mesmo que meu corpo
ainda esteja bonito,
a alma deve estar
encardida, e é preciso ser
lavada e purificada
para aqui poder retornar.
Os erros redimidos
o perdão verdadeiramente
consciente no coração,
Atingir a verdadeira serenidade
a paz e a tranquilidade.
Aos que deixo
não me digam adeus,
me digam até breve.
Lá de cima estarei sempre
com meu sorriso, com a minha
alegria, as minhas brincadeiras
olhando todos e me divertindo.
No baile da vida sou
dançarina nata,
e esse dom levarei comigo
para bailar com os anjos,
e amigos que lá encontrarei.
Deixo toda a felicidade que vivi, toda a paz
que me foi permitida usufruir, a simplicidade
qque me foi sempre peculiar,
deixo a bondade que existe no meu coração
deixo o mais importante
meu maior tesouro
a amizade sincera.
Deixo de legado a
minha vida transparente
que habita esse corpo
que me foi emprestado,
Nesse dia, vão descer dos céus
anjos cantando e os meus
amigos ouvirão a minha voz,
serena, sussurrando:
Adeus! simplesmente, fui...
Arney T. Marcheschi
http://amizadeverdadeira-amizade.blogspot.com/
Rakes of Kildare Hammered Dulcimer
Sempre gostei desta melodia celta. Hoje, ao ouvi-la ( oferta de uma amiga e colega que, sendo anjo, entendeu que escutaria e acalmaria este interior desgraçado) senti aromas da serra que o meu trazia quando ia à caça. O cheiro a caça, como eu chamava, a urze e a terra seca e quente, a bichos selvagens e livres que ele aprecia tanto, em liberdade. Tenho para mim, e ainda hei-de tirar esta dúvida, de que ele ia à caça para fugir dos humanos. Ia para ver e estar em comunhão com a Natureza. A mãe- Natureza.
Estou de volta, espero eu... cansadita mas a levantar lentamente de embates que teimam em ficar.
beijocas larocas e boa sexta
terça-feira, outubro 23, 2007
Parabéns T!
O nino mailindo do praneta faz anos hoje. Sobrinho, para ti mil beijocas minhas e da nina, lambidelas dos peludos cá do sítio.
O T! merece aqui muitos abraços e beijocas. É nino lutador, estudioso e responsável. Ajuda a mãe, que adora e é lindoooooooooooooooo. Moçoilas cuidado co ele!!!!! Parte colaxões!
Escolhemos estas músicas para ti:
Eheheheheheh! Confessa que pensaste!!!!!
Agora rock:
O T! merece aqui muitos abraços e beijocas. É nino lutador, estudioso e responsável. Ajuda a mãe, que adora e é lindoooooooooooooooo. Moçoilas cuidado co ele!!!!! Parte colaxões!
Escolhemos estas músicas para ti:
Eheheheheheh! Confessa que pensaste!!!!!
Agora rock:
segunda-feira, outubro 22, 2007
Coldplay - The Scientist
Para ti, Pai.
vou voltar a ser arisca
a correr e a saltar à tua frente
Dizer-te o quanto gosto de ti,
sem temer a lamechice.
É bom ouvir "Gosto de ti", sabes?
Dá-nos alento.
E tu vais lutar e ser forte,
e persistente,
e viver os dias como quem bebe uma taça de néctar puro
daquele que os deuses tomam
daquele que inebria a alma e aquece o coração.
E riremos juntos das patetices
e xingaremos com fervor quem desgoverna
porque no fundo, lá bem no fundo
eu percebi que pensamos de igual maneira.
Talvez por sermos tão parecidos se tenha tornado difícil dizermos:
Gosto de ti!
Talvez porque pensamos que se vê...
e eu andei muito distraída.
Perdoa!
Beijo doce
Manias de gente crescida...
Não me fechei na concha, como ameaço às vezes ter vontade. Tenho andado armada em super-qualquer-coisa e agora lixei a asa, que é para aprender.
Manias de gente crescida, que leva o tempo todo a avisar os minorcas, não faças isso, isto e aquilo, que te aleijas e coisa e tal. Há dias assim... fazer o quê.
Vou alongar-me agora e depois se verá se consigo repetir a façanha mais vezes.
O meu pai vai sair finalmente do hospital. Uma boa notícia. Arrasada a minha mãe corre para todo o lado, armada em bombeiro de serviço. Esperemos que a coisa não se escureça para estes lados, agora que se começa a respirar de alívio.
Com a cena da acção de formação, mergulhei em pesquisas e tornei-me vítima do rato que, feliz e contente, com a ajuda do stress me pregou uma contracção muscular no trapézio. Visto de longe, até parece mesmo um circo, esta gaita de vida.
No domingo, lá veio a bela da injecção milagrosa que me pôs fina, mas só por umas horas. A coisa tá feia. Quando dei conta não podia pegar numa chávena sequer. Fazer o quê?
A nina foi mordida por um insecto e levou hidrocortisona na veia. Coisa ruim, fogo. Preferia muito mais que o insecto me mordesse a mim. Dor de mãe a ver filho sofrer é bem alucinante e enlouquecedora. Como te entendo maninha doce...
A cadela ganhou uma otite. Salvaram-se os gatos e o cão malvado, que agora teima em pregar mijadelas em sacos de plástico e cestos de roupa... Ando seriamente a pensar castrá-lo e pô-lo a falar fininho de vez. É caso para pensar. Se soubesse que se deixava destes malabarismos, garanto que o faria.
No meio disto tudo, os comprimidos para as dores musculares põe-me a rir, o que é óptimo, para dar aulas... o riso salta nas melhores alturas... aquando dos disparates da gaiatagem e assim somos mais felizes.
Uma dose enorme de paciência e os ombros amigos das minhas fadinhas têm segurado um barco que navega quase sem direcção. Um must!!!E a minha vizinha que me brinda com compotas e doces e me anima bué!!! Brigada Vizinha linda!
Depois, quando me distraio um pouquito, lá vêm as novidades novas do não menos inovador governo desgovernado que nos assiste. E é ouvir na TV que os pobres de hoje são menos pobres que há uns anos atrás. Será para rir? De repente, nem o fárnaco fez efeito e a revolta voltou cá para dentro. Mas será que o autismo e a prepotência se arreigaram mesmo?
Hoje recebi um mail em powerpoint, vindo do Chile, que me explicava a intenção, já posta em papel e tudo, assinadinha e autorizada pelo governo chileno, de deixar os USA explorarem jazidas de ouro e muito mais, num glaciar que alimenta dois rios daquele país. Estaremos todos insanos? Seremos todos uma cambada de malucos ? Cereja no topo do bolo, um dos donos da empresa que irá explorar já no próximo ano a dita jazida é só o pai do actual governante dos USA. Só pra que se saiba.
Depois destes desabafos, vou esticar a asa, a ver se se mantém o mais indolor possível, porque amanhã escreverei no quadro e não posso abusar dos drunfs.
Quero fazer como nos programas de rádio e TV, e deixar aqui um beijinho para todos os meus amigos ahahahahah. É parolo, mas que se lixe.
Boa semana de trabalho e de lazer conforme forem os casos!
beijocas larocas e upa cima. ( Esta também é para mim, hoje!)
Manias de gente crescida, que leva o tempo todo a avisar os minorcas, não faças isso, isto e aquilo, que te aleijas e coisa e tal. Há dias assim... fazer o quê.
Vou alongar-me agora e depois se verá se consigo repetir a façanha mais vezes.
O meu pai vai sair finalmente do hospital. Uma boa notícia. Arrasada a minha mãe corre para todo o lado, armada em bombeiro de serviço. Esperemos que a coisa não se escureça para estes lados, agora que se começa a respirar de alívio.
Com a cena da acção de formação, mergulhei em pesquisas e tornei-me vítima do rato que, feliz e contente, com a ajuda do stress me pregou uma contracção muscular no trapézio. Visto de longe, até parece mesmo um circo, esta gaita de vida.
No domingo, lá veio a bela da injecção milagrosa que me pôs fina, mas só por umas horas. A coisa tá feia. Quando dei conta não podia pegar numa chávena sequer. Fazer o quê?
A nina foi mordida por um insecto e levou hidrocortisona na veia. Coisa ruim, fogo. Preferia muito mais que o insecto me mordesse a mim. Dor de mãe a ver filho sofrer é bem alucinante e enlouquecedora. Como te entendo maninha doce...
A cadela ganhou uma otite. Salvaram-se os gatos e o cão malvado, que agora teima em pregar mijadelas em sacos de plástico e cestos de roupa... Ando seriamente a pensar castrá-lo e pô-lo a falar fininho de vez. É caso para pensar. Se soubesse que se deixava destes malabarismos, garanto que o faria.
No meio disto tudo, os comprimidos para as dores musculares põe-me a rir, o que é óptimo, para dar aulas... o riso salta nas melhores alturas... aquando dos disparates da gaiatagem e assim somos mais felizes.
Uma dose enorme de paciência e os ombros amigos das minhas fadinhas têm segurado um barco que navega quase sem direcção. Um must!!!E a minha vizinha que me brinda com compotas e doces e me anima bué!!! Brigada Vizinha linda!
Depois, quando me distraio um pouquito, lá vêm as novidades novas do não menos inovador governo desgovernado que nos assiste. E é ouvir na TV que os pobres de hoje são menos pobres que há uns anos atrás. Será para rir? De repente, nem o fárnaco fez efeito e a revolta voltou cá para dentro. Mas será que o autismo e a prepotência se arreigaram mesmo?
Hoje recebi um mail em powerpoint, vindo do Chile, que me explicava a intenção, já posta em papel e tudo, assinadinha e autorizada pelo governo chileno, de deixar os USA explorarem jazidas de ouro e muito mais, num glaciar que alimenta dois rios daquele país. Estaremos todos insanos? Seremos todos uma cambada de malucos ? Cereja no topo do bolo, um dos donos da empresa que irá explorar já no próximo ano a dita jazida é só o pai do actual governante dos USA. Só pra que se saiba.
Depois destes desabafos, vou esticar a asa, a ver se se mantém o mais indolor possível, porque amanhã escreverei no quadro e não posso abusar dos drunfs.
Quero fazer como nos programas de rádio e TV, e deixar aqui um beijinho para todos os meus amigos ahahahahah. É parolo, mas que se lixe.
Boa semana de trabalho e de lazer conforme forem os casos!
beijocas larocas e upa cima. ( Esta também é para mim, hoje!)
segunda-feira, outubro 15, 2007
domingo, outubro 14, 2007
Cinicamente humano
Um dia,
não longe
os caminhos separaram-se.
Não. Não fomos para longe, eu sei.
Lado a lado.
Permitiste-me ser.
Estou grata.
Não deveria ter sido da forma silenciosa,
absurdamente escura.
Guardas demasiadas palavras em ti.
Também o faço.
Talvez por sermos tão parecidos..
Os olhos, brilhantes, inteligentes,
sempre me perscutaram o âmago.
Talvez sempre tenhas sabido os meus medos e dramas.
por isso picavas e dizias que imperava em mim a falta de personalidade.
Talvez tenhas razão, sabes?
Só agora começo a ser de verdade.
Um colo fez-me falta. Saber que ali tinha o meu porto de abrigo, sabes?
Embora estivesse ali,
faltaram-nos palavras.
Luto agora pela nossa cumplicidade.
Nunca é tarde, pois não?
Guardo no coração um passeio que fizemos a três.
Três gerações que se procuravam.
Talvez naquele cantinho secreto, teu
que nos mostraste, nos tenhamos encontrado.
E se era belo.
Mais ninguém lá esteve naquele momento. Só nós, o rio, o vento rumorejante e aquela ave,
nem lembro o nome.
Quando o proferiste, lembrei de uma corça, vê tu...
nunca sei o nome de nada... cabeça de vento.
Ah agora lembrei, uma garça.
Guardei fotos que trago comigo.
Partilhaste a beleza do teu deus: a Natureza.
Tu sabes o nome dos pássaros todos.
És imbatível na argúcia, no raciocínio, e muito observador.
E eu gostava que não achasses lamechas dizer-te que te amo.
É cinicamente humano perceber-se quase demasiado tarde que deveria ter sido de outra forma?
não longe
os caminhos separaram-se.
Não. Não fomos para longe, eu sei.
Lado a lado.
Permitiste-me ser.
Estou grata.
Não deveria ter sido da forma silenciosa,
absurdamente escura.
Guardas demasiadas palavras em ti.
Também o faço.
Talvez por sermos tão parecidos..
Os olhos, brilhantes, inteligentes,
sempre me perscutaram o âmago.
Talvez sempre tenhas sabido os meus medos e dramas.
por isso picavas e dizias que imperava em mim a falta de personalidade.
Talvez tenhas razão, sabes?
Só agora começo a ser de verdade.
Um colo fez-me falta. Saber que ali tinha o meu porto de abrigo, sabes?
Embora estivesse ali,
faltaram-nos palavras.
Luto agora pela nossa cumplicidade.
Nunca é tarde, pois não?
Guardo no coração um passeio que fizemos a três.
Três gerações que se procuravam.
Talvez naquele cantinho secreto, teu
que nos mostraste, nos tenhamos encontrado.
E se era belo.
Mais ninguém lá esteve naquele momento. Só nós, o rio, o vento rumorejante e aquela ave,
nem lembro o nome.
Quando o proferiste, lembrei de uma corça, vê tu...
nunca sei o nome de nada... cabeça de vento.
Ah agora lembrei, uma garça.
Guardei fotos que trago comigo.
Partilhaste a beleza do teu deus: a Natureza.
Tu sabes o nome dos pássaros todos.
És imbatível na argúcia, no raciocínio, e muito observador.
E eu gostava que não achasses lamechas dizer-te que te amo.
É cinicamente humano perceber-se quase demasiado tarde que deveria ter sido de outra forma?
Um dia... de cada vez...
Pois, já se deve ter topado... tou caladita. Isto deve-se a várias, variadíssimas, diversas razões. Umas até que são bem divertidas, embora o desgaste se manifeste ao fim de uns diazitos: o meu conflito com gajos prepotentes, sem razões. As corridas de cá para lá e as organizações " Domingos Parker" como diz o meu pai, mexem com o estômago e torram-me a paciência. Mas levei na boa, ou penso que levei assim, mais para não ir por aí, senão a porca torce mesmo o rabo e não me posso dar ao luxo de perder o que ganhei: alguma sabedoria de vida. Graças às fadinhas e anjos, vocês sabem que sim, queridas.
Experiências fantásticas têm segurado aqui o je e é o que vale.
Mas voltando à vaca fria, comecei uma acção de formação e por agora, serei escreva do dever durante oito semanas. Naõ que o assunto não me interesse. Se assim fosse, já se sabe o que faria. Pois, isso mesmo. no entanto, chega a ser doloroso pensar que, no final da semana, a "pegar às oito e meia, terei que sair às nove e meia. Doloroso para mim e para a sombrinha que grama o pincel sem culpa.
juntando a isto as notícias da semana, hilariantes, se a gente não quiser desfalecer, com visitas esquisitas a escritórios, mandadas não se sabe bem por quem ( hum, etsranho), talvez por excesso de zelo, sei lá, entre outras coisas afins, como a oferta de prémio nobel a quem se cansou de fazer esturgido na terra dos outros... estamos cada vez mais coerentes. Não gostava de concluir que a raça humana é cretina, mas tendo para aí a passos largos. A ligeireza com que se tratam assuntos sérios, com que se tomam decisões e se destrói o ser humano é tanta que mete asco.
Não posso voltar à minha concha... uma chatice. A partir daqui é em frente. Por isso a falta de tempo me ataca. devo afiançar que também não primo pela organização, logo, se me ponho aqui a analisar isto , serão mais as cerejas no topo do bolo que propriamnete o dito cujo.
vim desejar boa semana, de preferência tranquila e doce com beijocas larocas e carinho para todos.Quem cá vier, leve o seu pedacinho e que o sol brilhe mais.
Experiências fantásticas têm segurado aqui o je e é o que vale.
Mas voltando à vaca fria, comecei uma acção de formação e por agora, serei escreva do dever durante oito semanas. Naõ que o assunto não me interesse. Se assim fosse, já se sabe o que faria. Pois, isso mesmo. no entanto, chega a ser doloroso pensar que, no final da semana, a "pegar às oito e meia, terei que sair às nove e meia. Doloroso para mim e para a sombrinha que grama o pincel sem culpa.
juntando a isto as notícias da semana, hilariantes, se a gente não quiser desfalecer, com visitas esquisitas a escritórios, mandadas não se sabe bem por quem ( hum, etsranho), talvez por excesso de zelo, sei lá, entre outras coisas afins, como a oferta de prémio nobel a quem se cansou de fazer esturgido na terra dos outros... estamos cada vez mais coerentes. Não gostava de concluir que a raça humana é cretina, mas tendo para aí a passos largos. A ligeireza com que se tratam assuntos sérios, com que se tomam decisões e se destrói o ser humano é tanta que mete asco.
Não posso voltar à minha concha... uma chatice. A partir daqui é em frente. Por isso a falta de tempo me ataca. devo afiançar que também não primo pela organização, logo, se me ponho aqui a analisar isto , serão mais as cerejas no topo do bolo que propriamnete o dito cujo.
vim desejar boa semana, de preferência tranquila e doce com beijocas larocas e carinho para todos.Quem cá vier, leve o seu pedacinho e que o sol brilhe mais.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Um EU melhor
Perdi-me de mim
por tempos...
busquei uma certeza que não tinha
olhei-me no espelho
chorei
deixei que o desespero tomasse conta, sim
caí
esmurrei-me
esgadanhei as paredes invisíveis que teci
em surdina
pintei a realidade com as cores erradas
os pincéis borraram
o papel murchou
tropecei de novo e deixei-me cair...
Levantei-me agora
de braço dado com o Amor
Amor fraterno, amor amigo
aquele amor que esteve sempre ali e nunca me virou as costas
as fadas e os anjos seguraram o meu ser
com um cuidado doce
com uma atenção redobrada
olhei para cima e ergui-me
com mais coragem, mais certeza de verdade e mais segura
E olho à volta e vejo melhor
e o sorriso voltou
com mais força
e o carinho transborda
a segurança palpita
Torno-me aos poucos num Eu melhor
por tempos...
busquei uma certeza que não tinha
olhei-me no espelho
chorei
deixei que o desespero tomasse conta, sim
caí
esmurrei-me
esgadanhei as paredes invisíveis que teci
em surdina
pintei a realidade com as cores erradas
os pincéis borraram
o papel murchou
tropecei de novo e deixei-me cair...
Levantei-me agora
de braço dado com o Amor
Amor fraterno, amor amigo
aquele amor que esteve sempre ali e nunca me virou as costas
as fadas e os anjos seguraram o meu ser
com um cuidado doce
com uma atenção redobrada
olhei para cima e ergui-me
com mais coragem, mais certeza de verdade e mais segura
E olho à volta e vejo melhor
e o sorriso voltou
com mais força
e o carinho transborda
a segurança palpita
Torno-me aos poucos num Eu melhor
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