O rio

O rio

quarta-feira, julho 04, 2007

Porto

Voltei a ela este ano, como se volta ao colo de mãe. Senti que ainda pertenço ali e que apesar dos atentados que sofreu, ultimamente, no seu coração, com as obras dos homens maus, que mataram o verde e o colorido que nela havia, em plena Avenida dos Aliados, continua a ser o meu porto de abrigo.
Não tive medo de assaltos, as ruas saltavam, umas a seguir às outras e os meus passos copiaram os passos que dei há quase vinte anos, quando por lá andei, a estudar e a trabalhar.
O cinzento das fachadas pareceu-me mais luminoso.
Entristeci ao ver que muitas lojas e cafés que havia naquele tempo se transformaram, muitos deles em lojas de chineses. Não por serem chineses, apenas porque se perdeu a traça e o ambiente, aquele toque, aquela pinceladade requinte.
Acho que já escrevi um dia sobre este meu regresso às origens. Talvez me repita, nãof az mal. Nunca é demais falar do Porto.
Adorava poder levar as minhas doces fadinhas a passear por lá. Sei que tu reviverias momentos teus, kida mana. Só teus. Tal como eu fiz e farei, agora todos os anos, como se de uma promessa a santuário se tratasse.
Santa Catarina está esventrada. As lojas abundam, mas apesar do caos que se assemelha a crateras feitas por bombas e mísseis, mantém a jovialidade e o colorido das lojas, a diversidade de artigos, e ainda permite que andemos devagar, como num passeio pelo campo.
As pontes entre as margens norte e sul, miram-se no espelho das águas do Douro, vaidosas e elegantes. Abraçam-se gentes e terras. Andei a pé em ambos os tabuleiros da ponte D. Luís. Avistei o mar vigoroso, frio, rude, sincero e forte que
aos tropeções, vinha beijar o rio, procurando-lhe a alma, tentado envolver-se.
Olhei a Ribeira, o cais, os barcos e as gentes. Como romaria, foi enchendo de estrangeiros que ali saboreavam a calma, a cor, a majestosa sabedoria das pedras, das fachadas e da água.

Tenho saudades. Tenho que lá voltar... Temos que rever-te nobre cidade.



Have a good night sleep...(*_*)

Lara Fabian - Adagio

Every Little Thing She Does Is Magic - The Police.. adaptado ehehehehe

Every Breath You Take/The Police

Grito de Alerta/Gonzaguinha

Debaixo d'água / Agora - Maria Bethânia

Viagens

Eu não sei quem te perdeu...

Clã @ Anadia - Problema de Expressão

Fingertips Cause to love you Original

A lógica da batata

À conversa com uma amiga do coração, fiquei a saber que pretendem que as pessoas com 55 sejam reempregadas, dando benefícios aos empresários. Em contrapartida, quem tiver 23 anos e não tiver 12º ano, não é força de trabalho.
Desejo, ardentemente, que os senhores de 55 anos abram a pestana e que a camada idosa repense em quem deve votar. Se bem que as escolhas, a meu ver, actualmente, não sejam nenhumas.
Ao invés de apostarem no sangue novo, cheio de esperança e que ainda acredita que vale a pena trabalhar, produzir, cheios de ideias novas, sem desprimor para quem já é agée.
Eu bem sei que têm mais experiência, mas não merecerão mais calma, mais respeito, menos chulice?
Entristece-me ver o meu país a desmoronar, por causa do lucro, de um buraco que teima em ficar aberto, como ferida nauseabunda e sem cura...
Entristece-me ver o pulular de ideias megalómanas, quando era tão mais fácil combater déficits e a roubalheira monumental...
Entristece-me dizer à minha nina que não sei como será o futuro nem o meu nem o dela...
Quantos pais desesperarão à conta desta instabilidade, desta mentira, desta maldade?
Resta-me o orgulho de deveres cumpridos, a honestidade, a verdade e o amor... nada mais...



The Gift - Facil de Entender

Rui Veloso - A paixao



Porque os desencontros acontecem... porque a paixão bate à porta de forma teimosa... porque o céu, o mar e o amor existem sempre...

boa quarta :)

Os meus meninos já... voam

Já tinha falado do casal de andorinhas que decidiu contruir casa mesmo à entrada da maison.
Num ápice fizeram casa e procriaram. Três belos doces bebés, que mais não faziam que comer.
era vê-los de cabecita nua, a espreitar, de cada vez que chegávamos a casa. Demos connosco aos gritos, feitas malucas: - Vão pa dentrooooooo. Olha que caemmmmmmmmm!!!!!
Ora eles cresceram num instantinho. Filmei-os, gorduchos que nem franguitos.
Com cara de bebés, inocentes e papa-açordas, à espera dos pais, que a cada minuto lá voltavam a voar, para os alimentar. Os mocitos já tinham o tamanho dos pais nestes últimos dias.
Hoje, mal saímos, pela manhã, a nina soltou a exclamação:
- Olhaaaaaaaaa! Os pequenitos já não estão aqui.
Num tempo record, de um mês, as criaturinhas da paz, já voam com os pais.
Fiquei feliz por eles, pobrezitos, sempre podem descansar e comer agora, com calma.

E eu, continuo a sentir uma benção divina por saber que voltarão, na próxima Primavera e me deixarão assistir a mais momentos mágicos da vida.

Boa quarta

terça-feira, julho 03, 2007

Uma carta

Querida Fresquinha,

acabei de encontrar os teus grelos.
Estavam arrumados numa prateleira,já um poucochinho empoeirada... ( nunca pensei que já tinha enchido isto com tanta coisa).
Aqui está o envelope http://perolas-de-eter.blogspot.com/2007_06_24_archive.html
Estão lá arrumadinhos e hermeticamente fechados.

beijo grande

Cris



D.P (Depois de escrito, porque tenho alergia às primeiras consoantes de Post Scriptum) Eu preciso de alguém com pachorra para mearrumar este belogue. ahahahahahah Já na dou conta disto.