Pois é. Eu até era para vir escrever sobre os dias malfadados, cheios de aventuras cá pelo meu castelo. Ia até contar como foi deprimente chegar, na sexta, a casa, e descobrir que os cães fizeram uma festa de esferovite num quarto sem esperarem por mim. Ia contar que, a seguir, juntei as bolinhas malvadas que teimavam em fugir só com a respiração, e quando o monte estava perfeito para ensacar de novo, veio de lá o gatito bebé, o meu "Olhinhos" ( meu porque foi o primeiro a nascer e eu suei as estopinhas para o pôr cá fora), deitado ao comprido concolou-se a imitar um corta-relvas espalhando de novo aquilo tudo. Arrancou as gargalhadas que atrofiaram com a cena de entrada... Vinha até com vontade, mas quis a nossa senhora ministra e afins que a coisa azedasse mesmo.
Adiam o quê????? Avaliam quem????? Como???? Quando???? Brincando de esconde-esconde, afirmam hoje que apenas quem quiser concorrer será avaliado? Que a avaliação bla... bla... bla... Desculpem.... E a avaliação deste ano não é supostamente a que vai valer daqui a 4 anos? Não conta? Eu baralhei e voltei a baralhar e isto nem aqueceu nem arrefeceu. Apenas se trata de um pouquinho mais de areia para a malta se alhear do sério. Pois senhora ministra, vou escrever como mãe!
Como mãe, pergunto por que carga de água os meninos têm a carga de horas de aulas que bem poderiam funcionar nas restantes disciplinas. Refiro-me a Área de Projecto!!!! Os alunos têm direito a um limite de 3 faltas injustificadas, sendo que o novo estatuto prevê que mesmo doente e com as faltas justificadas, o aluno seja submetido a avaliação. Há casos caricatos de alunos que estando doentes, são avaliados à chegada à escola, porque ... faltaram... Medidas avulsas com brindes Magalhaninos a mim não me interessam. Gostava de ver a minha filha numa escola com computadores nas salas, sim, não quadros interactivos que, assim que um aluno se levanta, ficam negros e sem piada. Gostava que a Internet e os livros chegassem sem medo, e que as turmas não tivessem mais que vinte alunos. Gostava que os professores da minha filha fossem satisfeitos para as aulas e não fizessem 200 km por dia, nem que ela tivesse ficado um mês sem aulas, por falta de professor, com tantos no desemprego. Gostava que ao almoço, não esperasse 20 minutos na fila, quando não são duas horas, nem que tivesse de apresentar atestado para comer dieta. Gostava que nos bares da escola as sopas pudessem ser vendidas. Sempre era mais importante os alunos comerem uma sandes e uma sopa, do que ver as empregadas de gorro e luvas a servir café. Gostava que a minha filha não tivesse que se ver sem 200 euros para livros todos os anos, num ensino que se diz obrigatório e gratuito. Gostava que os alunos pudessem ir à casa de banho sem ter que mendigar papel higiénico. Gostava que a farsa do cartão electrónico não se tivesse tornado num cavalo de batalha, no qual os alunos ficam sem comer cada vez que o sistema vai a baixo ou falta a luz, porque a vida se resumiu a um cartão. Gostava que as escolas tivessem transporte para poder levar e trazer as suas crianças sem estar refém da disponibilidade da câmara ou de outro organismo. Gostava que as crianças de hoje não tivessem que emigrar para serem alguém, porque o seu país está a saque, cheio de magnatas que sugam o sangue de uma nação a coberto de promessas incumpridas. Gostava de poder dizer à minha filha que a podridão da justiça,onde os criminosos são soltos e os pobres roubados, é apenas um mau sonho que irá passar. Quer a senhora avaliar professores, pedir-lhes que tracem objectivos quanto ao sucesso que terão com esta e aquela turma, como se os professores pudessem agoravirar cartomantes. Quer a senhora avaliar os professores se, se avaliar a si. Porque os professores todos os anos são avaliados, diariamente pelos pais dos aluno, os alunos, os seus pares e a chefia. E quando erram, procuram melhorar. Não são capazes de se manter 4 anos seguidinhos a fazer asneirada diária sem dar a mão à palmatória. Continuarei a ensinar à minha filha a HUMILDADE DE RECONHECER QUANDO SE ERRA porque só assim o SER HUMANO poderá chegar mais próximo da perfeição.
beijocas larocas e saudades. Perdoem a ausência... eu volto :)
Eu tou mais crescida...mas escusam de pensar que melhorei, porque a lua é o meu destino. Um degrau, de cada vez, sempre. Porque baralho sempre e não tenho emenda... é escusado. Nem com choques eléctricos... Também só mesmo assim posso saborear, aprendendo a ser sábia com a ajuda doce das fadas e duendes que me conhecem e amparam. Grata a quem me quer bem. Mil beijos e abraços(º_º)
O rio
terça-feira, novembro 11, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
quarta-feira, outubro 15, 2008
I'm... cof... cof... cof... yours
Pronto... sssss.... demorei a corrigir o trambolhão. Mas fica já aqui dito que o leque de gostos musicais é imenso cá por casa, e ser-se adepto de um estilo apenas, nem sempre é sinal de bom gosto.... cof... cof.... cof... pronto....sssss lá comecei nova guerra de tomates... salvo seja. Calma meninos... isto anda pra lá de difícil. agora fui bombardeada de coisas menos boas, que me deixaram bem lá no fundinho... talvez para finalmente parar e.... pensar.... Ok.... não foram grande espingarda as escolhas. Hoje, que o sol começou tra vex a brilhar e a fé me segurou de novo, fica este Jason Mraz que diz que é meu.... se ele diz, quem sou eu para o desmentir, né?
Mil beijocas para a malta fixolas, uma semana cheia de coisas boas e saúde, mesmo muita.
Bailemos:
Mil beijocas para a malta fixolas, uma semana cheia de coisas boas e saúde, mesmo muita.
Bailemos:
domingo, outubro 12, 2008
sábado, outubro 11, 2008
Gente má!
Há dias ouvi com atenção a canção que se segue. À memória veio um turbilhão de recuerdos e de gente a quem deveria simplesmente ter dito: Fuck you! Voltámos à cena da educação dos pais. À castração e ... se fosse hoje, ainda que de forma pouco segura, de certezinha que sairia um : Fuck you... i don't want you back.
Dedicado a todas as pessoas más, egoístas e açambarcadoras da felicidade dos outros. Para os que brincam com sentimentos alheios e se sentem donos dos outros. Para a gente mesquinha e invejosa que teima em não deixar voar quem a rodeia, pelo simples facto de não saber usar nem as suas próprias asas nem o seu coração.
Para as almas doces e belas, para que aprendam a dizer, sem rodeios: Fick you, i don´t want you back not even in my dreams...
Beijocas enormes para as pessoas boas, Claro!
Dedicado a todas as pessoas más, egoístas e açambarcadoras da felicidade dos outros. Para os que brincam com sentimentos alheios e se sentem donos dos outros. Para a gente mesquinha e invejosa que teima em não deixar voar quem a rodeia, pelo simples facto de não saber usar nem as suas próprias asas nem o seu coração.
Para as almas doces e belas, para que aprendam a dizer, sem rodeios: Fick you, i don´t want you back not even in my dreams...
Beijocas enormes para as pessoas boas, Claro!
quarta-feira, outubro 08, 2008
Refilona e acutilante
Quando era bem mais nova a minha mãe e o meu pai sempre me proibiram de responder. porque era feio, porque era deselegante e coisa e tal... cenas que hoje não encontro nos putos. A nina trepa todos os dias e não desiste de ter a última palavra. Mãe resmungona e chata, refreio a vontade de partir para a ignorância e rezingo sem avental nem lenço negro. É espectáculo que dura de manhã à noite sem cessar. Ela conquista terreno, eu, qual soldado que chega da guerra, lastimo e refilo mas baixo as guardas. O certo é que, por causa de muitas respostas mal dadas por mim, de injustiças cometidas à cega, por noites mal dormidas e dias inteiros de gente maluca a circundar, o exagero resultou nestes debates infinitos. O segredo ( lá vai o Apache dizer que é psique) é levar a coisa em lume brando e negociar. Mas quem não tem costela de Bush nas alturas menos propícias? Carneirona como sou, peço sempre que me orientem a mioleira, às minhas Fadas, Duendes e a Deus. ( Sim sou crente, mas não nas igrejas sumptuosas e nos cofres a abarrotar, onde a política mente e desmanda nas vidas alheias). Refilona e acutilante a nina, lá bem no fundo, ajuda-me a crescer, crescendo. Simbiose perfeita.
Quanto a gatos... tou tramada... as corridas são feitas de noite, quando cansaço entorpece o corpo e a mente tenta parar de pensar nas cenas do dia-a-dia. Sobem sofás, cadeiras e camas com uma agilidade estrondosa. Olham confiantes nos meus olhos, como que a dizer... olha... eu sou pequeno... queres quê? que me porte como um adulto? A bem dizer... não vale mesmo a pena a rezinguice... desisto. Haja paz e harmonia.
Biejocas larocas e boa semana para todos
Quanto a gatos... tou tramada... as corridas são feitas de noite, quando cansaço entorpece o corpo e a mente tenta parar de pensar nas cenas do dia-a-dia. Sobem sofás, cadeiras e camas com uma agilidade estrondosa. Olham confiantes nos meus olhos, como que a dizer... olha... eu sou pequeno... queres quê? que me porte como um adulto? A bem dizer... não vale mesmo a pena a rezinguice... desisto. Haja paz e harmonia.
Biejocas larocas e boa semana para todos
quinta-feira, outubro 02, 2008
E o vencedor é...
A coisa anda a modos que... complicada... aos poucos aprendo a dizer não e a malta habituada a uma Cris resignada começa a trepar plas paredes lá na fábrica. Para falar verdade, só me entendo cos piquenos. Já pensei que sofria de um complexo mal resolvido, sei lá... por alguma razão "The catcher in the rye" me disse muito. para não falar do Peter Pan, né? Fadas... pois... voltamos sempre ao mesmo. Fadas e gatos e cães e tudo o que voa e passeia na natureza... os rastejantes... arrepiam-me. Mas há momentos em que da delícia se passa ao martírio e há pouco a confusão instalou-se. Tínhamos acabado de ler umas cenas que a minha vizinha mandou sobre como manter a saúde em dia. coisas giras, que fazemos, como comer pizza, chocolate, rir, sei lá... beber chá ( adoramos fazê-lo no Inverno, à ceia). E já no final do mail, aparecia a dica que ter animais de estimação é fixolas, acalma e mais na sei quê... saltou um dos gatitos para cima do teclado e quando me preparo pa escrever as teclas baralharam por completo. Nem password nem nada entrava aqui... o écran mudava de disposição os documentos abertos e a irritação subia... subia.... o nortenho , claro... apareceu de repente e, da mesma forma que a neta passou para o colo da nina, com um beijo e uma praga, claro, o pc retomou o jeito decente e o ar de trabalhador. Novo gato sobe agora, em direcção aqui. É bom que me despache.
Em baixo "The winner takes it all", dos ABBA. Não creio que o vencedor fique contudo, porque afinal, as vitórias e as derrotas nunca podem pertencer sempre a um só. Daí que ache que o vencedor e o vencido são metades e ganhadoras e perdedoras em estágios diferentes. Serei sempre insegura e segura, dependendo de circunstâncias, seremos sempre vencedores só porque amamos seja quem for, seja o que for.
explêndida semana para todos e milhões de beijocas larocas. Uma especial para a irmã mais doce e bela do mundo que recupera valente e corajosamente de uma intervenção cirúrgica muito dolorosa. Para ti mana kida, milhões de beijos e mil vezes seja abençoada.
Em baixo "The winner takes it all", dos ABBA. Não creio que o vencedor fique contudo, porque afinal, as vitórias e as derrotas nunca podem pertencer sempre a um só. Daí que ache que o vencedor e o vencido são metades e ganhadoras e perdedoras em estágios diferentes. Serei sempre insegura e segura, dependendo de circunstâncias, seremos sempre vencedores só porque amamos seja quem for, seja o que for.
explêndida semana para todos e milhões de beijocas larocas. Uma especial para a irmã mais doce e bela do mundo que recupera valente e corajosamente de uma intervenção cirúrgica muito dolorosa. Para ti mana kida, milhões de beijos e mil vezes seja abençoada.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Ele há com cada cena à Sousa...
Há uns dias atrás, a caminho de casa a nina comentou:
-Magalhães, Magalhães... nem placa gráfica tem...
Coisas destas, vindas de onze anos circunspectos deixaram-me a pensar e saiu uma coisa bem à mãe desorientada:
- Se o Chavez percebe isso inda nos vende petróleo aguado eheheheh.
Rimos.
Hoje ao almoço, vi na TV a pompa e circusntância de um discurso autista. PC para todos... comentei que era curioso o segundo ciclo ter ficado de fora e eis que salta logo outra legenda no rodapé:
"Alnos de segundo ciclo tb poderão ter Magalhães".
Curioso como se matam dois coelhos ( ou muitos) de uma cajadada só.
Para que servirá o Magalhães nas mãos de meninos e meninas como a minha? Que fazem pps e projectam trabalhos para aulas de EVT?
Se calhar lucravam se a prof de POrtuguês já tivesse sido colocada... se as aulas de substituição obedecessem de facto ao plano de aula que nem existe... calhando lucravam mais em ter menos horas e áreas curriculares, para poderem estudar convenientemente. Se calhar, até podiam ter na escola papel higiénico, chaves de cacifos e almoços mais coerentes ( soube há pouco que para comerem dieta, os alunos têm que apresentar atestado médico ( a dieta não é mais saudável?) Hum... se calhar lucravam em não ter 23 aulas assistidas por diferentes profs. ao longo de um ano inteirinho. Sei lá...
Um aluno disse-me:
- Um Magalhães? Quero antes um Camões.
As incoerências salpicam todo o santo dia. Legislação que define o que deve trabalhar em áreas curriculares, mas sem programa nem materiais a nível tecnológico muito apetecíveis.
Hoje ouvi dizer que o fisco não tem lucrado muito este ano e que os combustíveis estão nessa lista de pouco lucrativos... acho que estamos... tramados. Nem Magalhães nos vale!
bjcs
-Magalhães, Magalhães... nem placa gráfica tem...
Coisas destas, vindas de onze anos circunspectos deixaram-me a pensar e saiu uma coisa bem à mãe desorientada:
- Se o Chavez percebe isso inda nos vende petróleo aguado eheheheh.
Rimos.
Hoje ao almoço, vi na TV a pompa e circusntância de um discurso autista. PC para todos... comentei que era curioso o segundo ciclo ter ficado de fora e eis que salta logo outra legenda no rodapé:
"Alnos de segundo ciclo tb poderão ter Magalhães".
Curioso como se matam dois coelhos ( ou muitos) de uma cajadada só.
Para que servirá o Magalhães nas mãos de meninos e meninas como a minha? Que fazem pps e projectam trabalhos para aulas de EVT?
Se calhar lucravam se a prof de POrtuguês já tivesse sido colocada... se as aulas de substituição obedecessem de facto ao plano de aula que nem existe... calhando lucravam mais em ter menos horas e áreas curriculares, para poderem estudar convenientemente. Se calhar, até podiam ter na escola papel higiénico, chaves de cacifos e almoços mais coerentes ( soube há pouco que para comerem dieta, os alunos têm que apresentar atestado médico ( a dieta não é mais saudável?) Hum... se calhar lucravam em não ter 23 aulas assistidas por diferentes profs. ao longo de um ano inteirinho. Sei lá...
Um aluno disse-me:
- Um Magalhães? Quero antes um Camões.
As incoerências salpicam todo o santo dia. Legislação que define o que deve trabalhar em áreas curriculares, mas sem programa nem materiais a nível tecnológico muito apetecíveis.
Hoje ouvi dizer que o fisco não tem lucrado muito este ano e que os combustíveis estão nessa lista de pouco lucrativos... acho que estamos... tramados. Nem Magalhães nos vale!
bjcs
Cenas de uma desorientação continuada
Os dias correm depressa, as coisas saltam que nem cogumelos ou para fazer ou para arranjar. Uma das lâmpadas da cozinha resolveu armar-se em árvore de Natal. Como a outra já se tinha armado em esperta e a consertei... esta não esteve de modas.
Parti uma mola da porta do fogão e acabei um assado com uma cadeira encostada. O dia podia ter acabado só assim, mas ainda houve tempo para sair do carro à pressa e deixar a porta escancarada toda a santa noite. Aproveitou-se disso o gato, que dormiu no bólide toda a noitinha. De manhã, a camisa branca ficou linda quando chegámos ao destino. adereços fininhos, pardos e de gato espalharam-se por nós que foi uma maravilha.
A baralhação por cá é assim, constante e cogumeleira. Mas o sorriso e a gargalhada ninguém nos tira. O temor de não ter bateria esfumou-se, mal a chave rodou, pelo que o dia correu lindamente.
Beijocas e boa quarta
Parti uma mola da porta do fogão e acabei um assado com uma cadeira encostada. O dia podia ter acabado só assim, mas ainda houve tempo para sair do carro à pressa e deixar a porta escancarada toda a santa noite. Aproveitou-se disso o gato, que dormiu no bólide toda a noitinha. De manhã, a camisa branca ficou linda quando chegámos ao destino. adereços fininhos, pardos e de gato espalharam-se por nós que foi uma maravilha.
A baralhação por cá é assim, constante e cogumeleira. Mas o sorriso e a gargalhada ninguém nos tira. O temor de não ter bateria esfumou-se, mal a chave rodou, pelo que o dia correu lindamente.
Beijocas e boa quarta
Há cromos que merecem fuzilamento...
Eu até nem sou agressiva. Não fosse este meu lado carneirão e até me levavam só com meras falinhas mansas, juro! Mas quando as coisas se desorientam logo pela manhã, a cena muda de figura e o meu costado, lado ou raíz ( agora baralhei-me) salta sem que possa agarrá-lo na curva.
Com a família alargada ( somos dez, já disse, não disse?), sair de casa, de manhã, tornou-se invariavelmente um momento digno de filmes de Charlie Chaplin. Mal me levanto e espalho os bons dias, miados pequeninos respondem e cabecitas ensonadas, de olhos estremunhados miram-me, como que a dizer: - és tão palerma... muda a vida e faz como nós - comer e dormir...
A correria começa com lavagens, limpezas, pequeno-almoço para toda a malta ( sorte de ter uma nina especial que já se prepara sozinha há muito) e dar rédea solta aos cães.
Sacos e saquinhos, malas e malinhas, chaves e chaveiros ( mais pareço guarda prisional) e arrancamos na mecha. O percurso nem é comprido. A coisa faz-se, normalmente, ao som de música alta, cantareu e risota.
Um dia destes, porém, na cidadeFM, rádio predilecta até então da nina pequena, mal vou a entrar na IC32 oiço:
- Nove e meia.... bla bla... bla...
Já nem ouvi mais nada... Os olhos esbugalharam-se. Incrédula mirava o relógio do bólide e dizia a meia voz:
- Poça... mas eu não mexi nos relógios... ( o meu marcava oito e dez, coisa parecida)... ninguém me avisou... ( a minha mãe é porreira e orienta à distância... sacanas do caraças...
A nina, primeiro dia de aulas... deixa escapar, num fiozinho de voz:
- Vou chegar atrasada... logo no primeiro dia...
Arranco a 140 km/h. Sabia que podia ser apanhada... mas cum caraças... isto não é normal sair em cima do tempo ou para lá dele...
À medida que vou acelerando, vou mudando de estação de rádio até chegar ao meu destino. Mal saio da via rápida, na RR o senhor.. sim porque o outro foi filho da mãe e outras coisas depois disto - o senhor, dizia eu, diz calmamente:
- Oito horas e dezassete minutos.
A desgraça que saiu de mim a seguir faria corar um gajo. Mas se apanhasse o locutor na altura fá-lo-ia em frangalhos. gastei gásoleo desnecessariamente, pneus, nervos e ainda podia apanhar multa.
Há cromos que bem mereciam ser... fuzilados.
Nessa manhã, coincidência ou não, para os lados de Lisboa, os acidentes foram mais que muitos. eheheheh seria interessante investigar, né?
Com a família alargada ( somos dez, já disse, não disse?), sair de casa, de manhã, tornou-se invariavelmente um momento digno de filmes de Charlie Chaplin. Mal me levanto e espalho os bons dias, miados pequeninos respondem e cabecitas ensonadas, de olhos estremunhados miram-me, como que a dizer: - és tão palerma... muda a vida e faz como nós - comer e dormir...
A correria começa com lavagens, limpezas, pequeno-almoço para toda a malta ( sorte de ter uma nina especial que já se prepara sozinha há muito) e dar rédea solta aos cães.
Sacos e saquinhos, malas e malinhas, chaves e chaveiros ( mais pareço guarda prisional) e arrancamos na mecha. O percurso nem é comprido. A coisa faz-se, normalmente, ao som de música alta, cantareu e risota.
Um dia destes, porém, na cidadeFM, rádio predilecta até então da nina pequena, mal vou a entrar na IC32 oiço:
- Nove e meia.... bla bla... bla...
Já nem ouvi mais nada... Os olhos esbugalharam-se. Incrédula mirava o relógio do bólide e dizia a meia voz:
- Poça... mas eu não mexi nos relógios... ( o meu marcava oito e dez, coisa parecida)... ninguém me avisou... ( a minha mãe é porreira e orienta à distância... sacanas do caraças...
A nina, primeiro dia de aulas... deixa escapar, num fiozinho de voz:
- Vou chegar atrasada... logo no primeiro dia...
Arranco a 140 km/h. Sabia que podia ser apanhada... mas cum caraças... isto não é normal sair em cima do tempo ou para lá dele...
À medida que vou acelerando, vou mudando de estação de rádio até chegar ao meu destino. Mal saio da via rápida, na RR o senhor.. sim porque o outro foi filho da mãe e outras coisas depois disto - o senhor, dizia eu, diz calmamente:
- Oito horas e dezassete minutos.
A desgraça que saiu de mim a seguir faria corar um gajo. Mas se apanhasse o locutor na altura fá-lo-ia em frangalhos. gastei gásoleo desnecessariamente, pneus, nervos e ainda podia apanhar multa.
Há cromos que bem mereciam ser... fuzilados.
Nessa manhã, coincidência ou não, para os lados de Lisboa, os acidentes foram mais que muitos. eheheheh seria interessante investigar, né?
sexta-feira, setembro 19, 2008
Hilariante e perolesco
Depois de duas semanas a queimar o único neurónio que me resta, e numa das viagens escola-casa-casa-escola contabilizei peregrinamnete umas cenas e concluí que isto vai mesmo de vento em popa. Ou da ré à popa... ou vai mesmo é ao fundo. Nem, sei bem porquê, mas tenho para mim que, quanto mais penso que isto bateu no fundo, há sempre mais uma escavadela, mais um buraco, mais água a entrar e o barco, teimosamente... ainda não afundou. Na volta estamos num submarino e a coisa ainda fica mais complicada de aguentar.
Com as novas leis, a órgânica das escolas passou a reger-se de reuniões+reuniões+reuniões daquelas em que a papelada prolifera e quando se acha que a resma já chega... eis que surge mais um quilito... benditas árvores.
Os meninos com necessidades educativas especiais, trucidados numa lógica economicista que só é lógica quando é proposta porque vai-se a ver e o pequenino paga e não bufa e o grande bufa e não paga, foram passados por um coador e hoje podemos dizer que temos na escola muito poucas crianças com apoio, ainda por cima apenas a Matemática e português. até porque as restantes disciplinas nem servem para coisa nenhuma, porque o mercado de trabalho está de tal forma apetecível e vantajoso que apenas com estas formações o miúdo não tarda pode ir trabalhar como director de empresas no estrangeiro.
Para alunos que riscam chumbar, traça-se um plano de recuperação ( muitas vezes chapa quatro ou seis sei lá eu) de preferência até Fevereiro e o piqueno esmifra-se para passar. escusado será dizer que quem até aqui teve bons resultados bem se pode pôr à sombra da bananeira porque sem plano de recuperação, ai daquele que se lembrar de chumbar o puto. Bem se lixa, com mais uma resma, pelo menos.
Mas a coisa mais hilária é ver colegas de caneta em punho, prontos a entrar pela sala dentro para observar a nossa aula. A coisa ficava bem se as cotas não existissem e aqueles que pensassem merecer o belo 'Isselente' se submetessem a uma avaliação com colégio e as benditas aulas assistidas. Ainda que eu ache que nem é por aí... A coisa ficava bem se eu demonstrasse que trabalho e que tenho sucesso com os miúdos. Sem fazer o pino. A coisa funcionaria se os alunos entendessem de uma vez o que é e parea que serve a escola. E quando eu perguntasse que livros leram nas férias não levasse com a resposta de que se leram revistas pornigráficas, por exemplo.
Mas a pérola mesmo é contabilizar as aulas que estes meninos vão ver interrompidas porque alguém que lhes é estranho vai entrar três vezes no ano, no mínimo. E cómico senão trágico: a cada disciplina. Ora se no segundo ciclo têm nada mais nada menos que cerca de oito disciplinas fora as ACND que são três, verão as aulas visitadas, para avaliar o prof., cerca de 24 vezes no ano. Todos os anos, certo? E os de terceiro ciclo... cerca de catorze disciplinas... Um must.
Numa turma de meninos com necessidade de dar nas vistas ( sempre da pior maneira) a coisa vai ser gloriosa. E depois? Serão as estratégias do prof as melhores? Não deveria ser a estratégia paternal a visada?
Anyway... já pensei em preparar um cházinho para os momentos-chave... de camomila e para mim, porque, ou muito me engano, ou este ano, com a redução de excelentes, o ministério pouaprá bué e assim dará para tapar um buraquito ou outro num qualquer sistema da nação ( vai com letra pequena porque, apesar do País ser meu, pouco há já nele que mo lembre)
Milhares de beijocas larocas de uma gaja com 80 horas de trabalho numa só semana e com a mesma remuneração.
D.E. ( Depois de escrito, claro!) Que não se pense que estou a trabalhar para o 'xelente'. Se assim fosse, queria um por cada ano de entrega e já lá vão uns 17.
Com as novas leis, a órgânica das escolas passou a reger-se de reuniões+reuniões+reuniões daquelas em que a papelada prolifera e quando se acha que a resma já chega... eis que surge mais um quilito... benditas árvores.
Os meninos com necessidades educativas especiais, trucidados numa lógica economicista que só é lógica quando é proposta porque vai-se a ver e o pequenino paga e não bufa e o grande bufa e não paga, foram passados por um coador e hoje podemos dizer que temos na escola muito poucas crianças com apoio, ainda por cima apenas a Matemática e português. até porque as restantes disciplinas nem servem para coisa nenhuma, porque o mercado de trabalho está de tal forma apetecível e vantajoso que apenas com estas formações o miúdo não tarda pode ir trabalhar como director de empresas no estrangeiro.
Para alunos que riscam chumbar, traça-se um plano de recuperação ( muitas vezes chapa quatro ou seis sei lá eu) de preferência até Fevereiro e o piqueno esmifra-se para passar. escusado será dizer que quem até aqui teve bons resultados bem se pode pôr à sombra da bananeira porque sem plano de recuperação, ai daquele que se lembrar de chumbar o puto. Bem se lixa, com mais uma resma, pelo menos.
Mas a coisa mais hilária é ver colegas de caneta em punho, prontos a entrar pela sala dentro para observar a nossa aula. A coisa ficava bem se as cotas não existissem e aqueles que pensassem merecer o belo 'Isselente' se submetessem a uma avaliação com colégio e as benditas aulas assistidas. Ainda que eu ache que nem é por aí... A coisa ficava bem se eu demonstrasse que trabalho e que tenho sucesso com os miúdos. Sem fazer o pino. A coisa funcionaria se os alunos entendessem de uma vez o que é e parea que serve a escola. E quando eu perguntasse que livros leram nas férias não levasse com a resposta de que se leram revistas pornigráficas, por exemplo.
Mas a pérola mesmo é contabilizar as aulas que estes meninos vão ver interrompidas porque alguém que lhes é estranho vai entrar três vezes no ano, no mínimo. E cómico senão trágico: a cada disciplina. Ora se no segundo ciclo têm nada mais nada menos que cerca de oito disciplinas fora as ACND que são três, verão as aulas visitadas, para avaliar o prof., cerca de 24 vezes no ano. Todos os anos, certo? E os de terceiro ciclo... cerca de catorze disciplinas... Um must.
Numa turma de meninos com necessidade de dar nas vistas ( sempre da pior maneira) a coisa vai ser gloriosa. E depois? Serão as estratégias do prof as melhores? Não deveria ser a estratégia paternal a visada?
Anyway... já pensei em preparar um cházinho para os momentos-chave... de camomila e para mim, porque, ou muito me engano, ou este ano, com a redução de excelentes, o ministério pouaprá bué e assim dará para tapar um buraquito ou outro num qualquer sistema da nação ( vai com letra pequena porque, apesar do País ser meu, pouco há já nele que mo lembre)
Milhares de beijocas larocas de uma gaja com 80 horas de trabalho numa só semana e com a mesma remuneração.
D.E. ( Depois de escrito, claro!) Que não se pense que estou a trabalhar para o 'xelente'. Se assim fosse, queria um por cada ano de entrega e já lá vão uns 17.
domingo, setembro 14, 2008
Os cromos da estrada
Se havia dias em que me irritava com os gajos que ultrapassam por-dá-cá-aquela-palha ou os que ao domingo saem para engonhar, agora a estirpe mais sacana é a dos que teimam, na autoestrada, em ir na faixa do meio, a meio gás. Certinha e direitinha, sigo pela direita e, vezes sem conta, lá tenho que saltar de faixa em faixa até ultrapassar o estropicio. Um dia destes, salta a tampa e vão ler nos jornais algo semelhante a isto: Autoestrada cortada. GNR com dificuldade em controlar senhora. Senhora ataca à paulada condutor cromagnon em plena A1.
Irra que até dá raiva!
Beijocas de om domingo
Irra que até dá raiva!
Beijocas de om domingo
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