O rio

O rio

quarta-feira, março 19, 2008

Tom Sawyer episodio 2 (1 de 3) en portugues

Ursinho Tao Tao

Calimero - Genérico (Fr)

Fabulas Floresta Verde

Ovideo & Companhia - Genérico

Vickie ...

Les Mystérieuses Cités d'or



Quem se lembra disto? Hum???

Hoje... apeteceu-me...




Há dias assim...
vestem-se de cinza, molham-nos os ossos e as entranhas...
deixam-nos o gosto amargo na boca e o estomago dorido
como se tivesse levado um murro valente...
Há dias assim...

Apetece, nestas alturas, ir para cima... bem para cima...
fugir do escuro e do frio...
gritei pelas Seychelles e nada aconteceu...

Só quando pude ver os flamingos, calmos e belos, entretidos a debicar ou a dragar o fundo do rio me senti melhor...

Não foi preciso afinal, ir lá acima... onde tudo deve ser bem mais pacífico, onde decerto não brinca ninguém de maneira malvada com semelhantes seus...


Boa Páscoa, com saúde e descanso.


beijocas larocas

sexta-feira, março 14, 2008

Bom Sábado!!




mil beijocas larocas

A ponderação, a visão de conjunto e os horizontes do país

Tugaland está moribunda.

Não é novidade nenhuma e já há meses ou mesmo anos se adivinhava que, sem rumo decente, isto ia acabar na... desgraça.

Com poder de compra inexistente, taxas de juro que pulam descaradamente, impostos para tudo e coisa nenhuma porque nunca são efectivamente aplicados em melhorias visíveis e sentidas pelo povo, hospitais que encerram e bebés que nascem em ambulâncias, gente que morre por indiferença e inércia, escolas apinhadas de crianças negligenciadas por um governo que embandeira em arco com papelada burocrática, normativa, estrangulante e improdutiva, pais desempregados e fábricas que desaparecem do mapa para aparecerem em locais longínquos, negociatas que envolvem milhões mas que beneficiem uma mancheia de gaijos de fato, leis que implicam a absolvição de malvados e engrenagens de uma máquina fiscal que encalha a vida de gente simples e séria, por erros de sistema...

tugaland morre e o governo responde que irão em frente! ( Para o abismo, está claro) Mas por que raio não marcham sozinhos e nos deixam para trás?

Não me está a apetecer deitar fora anos de vida e de luta, de respeito pelos outros e por mim, de trabalho árduo e transparente.


Mas não posso deixar passar o que venho lendo e ouvindo... felizmente, seres pensantes da nossa sociedade sempre vão deixando claro que afinal... os professores até têm razão. Excepção feita, claro, para medíocres acéfalos que teimam em escrever aleivosias, sentados a uma secretária e acreditando serem donos da verdade, indo ainda cair na ilusão de que são capazes de ter visão de conjunto e ponderação.

Um primeiro ministro que se diz "sanguíneo"; uma ministra que teima em deturpar afirmações de outros que deveriam ser seus pares e poderem trabalhar em uníssono por um país melhores e uma mancheia de pseudo jornalistas, do qual destaco, ( embora contrafeita, porque creio que este senhor por estar esquecido teve que fazer algo para voltar às luzes da ribalta - o que prova que com este , vale tudo, e os fins nem justificam os meios) Emídio Rangel. Pomposamente e muito senhor de uma verdade que é só dele insulta profissionais que seguram e asseguram a sobrevivência de um país. como sempre para mentecaptos, é mais fácil bater que compreender, mais fácil generalizar que analisar. Não é de espantar quando também o ministro afirma que " não se perde tempo com os erros ou as coisas negativas deste governo. A julgar pela afirmação, deve ter sobrado tempo para uma partida de trivial, outra de monopoly, e duas de Uno, no mínimo.

Se me apeteceia ir para as Seychelles em tempos, lamento a decepção que causo. Fico cá! Quero ajudar a mudar o meu país! Quero mostrar com os meus pares que a tirania nunca foi nem será duradoura. Eu não esqueço que já a experimentámos durante quarenta anos... e mudou!

Bom fim-de-semana

Já não há trolhas... como antigamente

Há uns dias dei comigo a pensar no avanço que esta vida tem levado... os andantes no Porto, as pontes e aeroportos, a tequenologia está, definitivamente a voar daqui vers l'univers...

dei três passos atrás e lembrei como era divertido ( olhado agora, não no momento, em que me abespinhava e ficava possessa) ouvir dos rapazes que passavam do trabalho, na rua e gritavam:

És lindaaaaaaaaaaaaaaa! A tua mãe deve ser uma ostra para ter tido uma pérola como tu!

Hoje os piropos são bem mais baghhhhhhhhhhhhhhhhhh e se nos distraímos lá vem um:
- És boazona! comia-te toda!

É da minha vista ou ao invés da tequenologia, o Homem está numa de regressão e não tarda voltamos às cavernas?

Westlife - Maybe Tomorrow

Um dia de cada vez...

Olho o horizonte, de um um pôr-do-sol,
repito para dentro da alma:
Um dia de cada vez.
a esperança renasce
e eu espero...

Um dia de cada vez com o voo dos pássaros por cima de mim
a caminho do emprego...

Um dia de cada vez com o sorriso de cada criança que aprende o amor,
a dádiva e a persistência...

Um dia de cada vez com o teu sorriso, a tua generosidade pueril de menina doce e travessa...

Um dia de cada vez...

Um sopro no coração de cada um de vós... com muito amor



You raise me up - Westlife

westlife - My love

Há dias do cacete!!!

pois, isto anda um cadito para o desfalcado de sorte. fomos parar ao hospital com uma virose maluca que andava a atacar a malta e tudo caiu que nem tordos há um mês atrás... menos nós duas... agora chegou a nossa vez...
foram-se as forças que retemperaram depressa e a semana da loucura levou o que se retemperou. Mas como lusitanas de fibra aguentamos de pé ( como as árvores e ainda vamos tendo ganas de bater em alguém, anyway!


para já, um óptimo Fim-de-semana para a malta fixe... os restantes podem contentar-se com... eheheheh esses na lêem isto... podem contentar-se com legislação!!!! ou a leitura dela...

Hoje voltou a vontade de dançar...




Uptown girl - Westlife

domingo, março 02, 2008

A peraia já num é o qui era

Apetece escrever à Tuga porque é mesmo em tugaland que se vive these days, anyway...

Acho que ando a destrambelhar de vez e nem sequer uma frase me sai toda numa só língua... começo a ficar apreensiva...se calhar...

Hoje resolvi banhar o corpito na água salgada, acalmar ânimos e desânimos e encher-me de esperança... lá abalou a malta vers l'eau chaude de ma plage... Tá lindo isto... os pássaros felizes, raposinhas e coelhitos, um misto de selva e ilha que até faz pensar duas vezes se as Seychelles serão o meu destino... hummm... começo a baralhar ainda mais...

Chegados ao mar, espera-se um momento de tranquilidade ( não imaginar sequer comentar colando isto a Paulo Bento, ou rebento!!!!)e estica-se a toalhita e as pernocas ao sol, qual caracol...

Um pouco de mar, um pouco de sol e uma conversa calma... tudo o que era preciso... e eis senão quando, depois da conversa, nos resolvemos a introspeccionar o cerebelo confuso, olhando o mar, sentindo a maresia e ouvindo as ondas... começo a respirar mais calmamente e a tentar ordenar ideias... Um grito:
- Ó Manelllllllllllllllllllllll venha , não vá para a água! Venha cá à mãe!

Desgraçadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Respiro fundo e esboço um sorriso... o Manel é pequenito e adoraria poder molhar-se como faz a minha nina, que é livre como um golfinho na água calma daquele sítio maravilhoso... pobre Manel...

Respiro fundo tra vex... e preparo-me para nova investida na reflexão...

- Ó mulherrrrrrrrrrrrr olha que estas pedras aqui são bonitas... ( e vá de puxarem de sacos de plástico, pretos, e de encher com seixos rolados dali, mesmo aos meus pés).... Grrrrrrrrrrrrrr!

Relaxo e penso que... what the hell, até é divertido .... para elas...

Fecho os olhos ...

Um grupo de quatro fulanos falam alto sobre armas, caça e o cacete, mesmo ao lado e durante uma hora. ( Eu mereço!)

Dois miúdos, (joves, diria o Rafeiro), aí com 18 anos... insensatos... jogam à bola e quase nos acertam na moleirinha... o meu olhar fervilha e a bondade está prestes a dar lugar à fera nortenha... Baixinho começo a ladaínha entre dentes... filhos da mãe... ai o caraças.... e se fosses jogar à bola para o raio que te parta...


Arrasada... quer dizer... arrasada nem é bem o termo... mas baralhada na mesma ( Vês mana que ninguém me deixa desbaralhar e a culpa na é minha?????) lá caminho para a água, a ver se pelo menos ali me dão sossego... e acabo por ter que parar a meio e esperar que três gaijos decidam parar de atirar pedras para o mar...

Não há nada como ... as Seychelles!


Boa semana de trabalho e mil beijocas larocas

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Um Verão que venha morno

Já andam andorinhas pelo ar. O Godofredo e a esposa estão de novo no ninho. As flores teimam em manter as cores e a frescura... o sol hoje aqueceu um pouco e o cheiro a Verão e a leveza desperta a esperança em tempos melhores.



Brian Adams - Summer of 69

O seu... a seu dono

Andava irada, arisca e ... enfim. Ao receber por mail a imagem do artigo do post anterior chispei e tungas... lá fui eu de cabeça... típico de carneira. Mas dou a mão à palmatória e aqui fica o texto onde, depois, Inês Pedrosa explicou melhor o ponto de vista. Je m'excuse...anyway... mais uma prova provada de que nem sempre a comunicação social é clara e honesta. As minhas desculpas à escritora, pela minha explosão.

"OS PORTUGUESES confiam, acima de tudo, nos professores. E querem dar-lhes mais poder. A revelação surge numa sondagem feita pelo Instituto Gallup para o Fórum Económico Mundial - que aponta "os políticos" como os seres menos confiáveis. É natural. O ar do tempo está saturado de corrupção - da ilegítima, tradicional, e da legítima, pós-moderna. A população que vive a contar tostões, num país cujo primeiro-ministro usa a palavra "orgulho" para qualificar um salário mínimo de 426 euros, está, mais do que farta, exasperada com os ricos. E ricos são os políticos, que usam os lugares de serviço público como um estágio pré-remunerado para opíparos e vitalícios tachos em empresas privadas ou participadas pelo Estado. Ricos são os banqueiros, que têm garantidas reformas de milhões de euros, façam o que fizerem com as poupanças que lhes confiamos - e idem para o governador do Banco de Portugal e para os administradores das empresas públicas. Em Portugal, a média de salários é mais baixa do que na União Europeia (a começar por Espanha, onde uma nova vaga de emigrantes portugueses se instala agora), mas os salários mais altos excedem os similares da Suécia ou mesmo dos Estados Unidos da América - o que é, como se sabe, um grave indicador de subdesenvolvimento. O Governo pede ao povo que aperte mais um furo do cinto - e todos os dias, de cinto apertado, o povo assiste na televisão aos enredos amorosos entre a banca pública e privada ou entre a acção política e a administração das empresas dependentes dessa mesma política - histórias cujo final feliz é sempre o mesmo: o euromilhões dos poderosos e a subida do preço do leite (ou da gasolina, ou da dificuldade de acesso aos empréstimos bancários) para a arraia-miúda.
A população que resta no desvalido interior onde não chegam as auto-estradas (ou só chegam as auto-estradas) e que vê desaparecerem todos os serviços de saúde de proximidade em prol de ambulâncias supersónicas (mas sem médicos), não tem ânimo para confiar em mais promessas nem em mais doutores e engenheiros de Lisboa. Confia, e bem, nos professores - esses "setôres" mal pagos e mal tratados que procuram meter qualquer coisa de futuro na cabeça dos meninos, em escolas às quais os computadores do choque tecnológico chegam primeiro do que os aquecimentos e os ginásios.
Claro que há professores e professores - é assim em todas as profissões. Ensinar não é fácil, exige vocação - e sabemos a que ponto as vocações andam perdidas no turvo oceano do numerus clausus e do desemprego. Acresce que as reformas da Educação têm sido tantas, tão frustres e contraditórias, que a quantidade de professores efectivamente cultos e empenhados que temos é ainda um milagre. A autoridade dos professores foi, ao longo das últimas décadas, sujeita a tratos de polé, enquanto os direitos dos alunos cresceram de uma forma tão avassaladora que se viraram contra eles mesmos: podendo tudo, não aprendem nada.
"Aquilo na Wikipédia está tudo tão bem escrito que não vale a pena nós mudarmos nada", declarava ao jornal "Público" (26.1.2008), entre risos, uma jovem de 14 anos. Assim se vê o esplendor do choque tecnológico - para quê ler o padre António Vieira (cujo quarto centenário se celebra, embora quase ninguém dê por isso, no próximo dia 6), quando a sua vida e obra se encontram tão bem resumidinhas na Internet? Cópias de artigos da Net (com hiperligações e tudo) é o que encontram os escritores portugueses que ainda se disponibilizam a ir às escolas para estimular os meninos que, supostamente, estão a estudar as suas obras.
Há excepções - mas são isso mesmo, excepções, e sempre desconsideradas. Porque a autoridade dos professores não se repõe à força, com directores autocráticos substituindo os conselhos directivos das escolas. Repõe-se promovendo uma cultura de responsabilidade e consequência - essa que desapareceu quando, em vez de escolas autónomas, passámos a ter "agrupamentos escolares" e, antes disso ainda, quando os programas escolares se vergaram ao "sentido lúdico" e aos supostos "interesses" dos alunos.
Há tempos, o, entretanto defunto, jornal "Tal e Qual" perguntou-me se os péssimos resultados escolares das crianças portuguesas significavam que elas eram mais burras do que as crianças do resto da Europa, ou se a culpa era dos professores. Respondi que as nossas crianças são iguais às outras, e que me parecia que a culpa era, por esta ordem, dos programas do Ministério da Educação, que, além de maus, estão sempre a mudar, e nalguns casos certamente, também, dos professores - que não têm sido incentivados, nem material nem espiritualmente, a melhorar o seu trabalho, antes pelo contrário. O "Tal e Qual" resumiu estes dizeres numa linha, que fazia dos professores os maus da fita. Seguiu-se uma campanha furiosa na Internet, exortando as escolas a que desaconselhassem os meus livros, promovida por professores leitores do "Tal e Qual" - e, pelos vistos, não do Expresso.
Pelo menos, os portugueses sabem que é na qualidade da Educação que se encontra a chave do desenvolvimento do país. E que não há computador que compense a falta de um bom professor."
Inês Pedrosa
In: http://clix.expresso.pt/