O rio

O rio

sábado, maio 16, 2009

Tugaland

Há muito que não malhava na tuguice. Tou um cadito cansada e demasiado ocupada para isto, mas pronto. Tuga chega atrasado a qualquer encontro, entrega papelada em cima da hora, ou depois, com desculpas indecentemente descaradas, e a culpa é sempre do outro.
Tuga discute por causa do direito que lhe assiste, mas é incapaz de ser generoso com o vizinho do lado, sacudindo a água do capote, ainda quando as primeiras pinguinhas o espirram.

É na tuguice, porém , que se conhecem as melhores e as piores espécies.

- Bom dia! Queria uma chamadinha, por favor!
- Uma chapadinha? Eu dou-lhe uma chapadinha...

- Fulana, anda cá ajudar que está o menino a ter um ataque!
- Eu????? Não tenho formação em primeiros socorros, nao quero saber! Eu acudo e a munha nota acaba por ser baixa na mesma!

- Olha já deste as aulas.... está aqui a folha para te avaliar as aulas.... mas ainda nao ta dou...
- E só agora sei? Como vou ser observada? Como fui? Hum!!!!

- Tenho 25 cães e gatos.... Não me quer dar esse amarelinho?
- Os filhos não se dão!

- Empresta-me o teu PC....
- Não... estou a precisar...requisita um.
- Mas assim sou beneficiada, é que mais ninguém tem pc na sala!
- Mas???????????????????

- As empresas estão a fechar em catadupa...
- Ah, mas não faz mal, teremos o TGV...

Bom, para terminar, o choque tecnológico levou resmas de videoprojectores às escolas... há salas minúsculas com aquele candelabro lá espetado no tecto, de forma singular.... só faltaram nos WC... Pc para aquilo não há.... ehehehehe


Bom sábado!

por amarte tanto - Melendi! Para o Sábado ser óptimo!

terça-feira, maio 12, 2009

GPS, Multibancos, impressoras e cenas maradas... só electromésticos!

Nunca comprarei um GPS. Já sei, que na primeira oportunidade, acabaria por encostar o carro à berma e passar o resto da tarde na tagarelice com o gajo que tá lá dentro. A nina diz que é uma gaja, mas eu quero um gajo e prontos! E sei que tá lá dento porque deve estar enroladinho, como as moçoilas no Luís de Matos.

Agora, se me distraio, no multibanco, a senhora desta aos berros a dizer para eu tirar o dinheiro e o papel. Ora, cá para mim, quem rouba as caixas é obediente. Ela berra, caramba!!! Um dia dou-lhe um estalo!

A multifunções, anda há uns meses a avisar-me, em altos berros, que o tinteiro tá vazio... deve ser grande míope, porque eu continuo a imprimir e bem....

Ora hoje, quando me atrevi a imprimir mais umas cenas... a fulana lá guinchou tra vex, primeiro polida:

- TENHA EM ATENÇÃO A MENSAGEM QUE APARECE NO ÉCRAN ou era NO VISOR. já nem lembro. Foi o primeiro estremeção.

Como adivinhou que eu tinha inspirado antes de a ligar, insultou-me a seguir:


- Sinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Insultos destes não posso tolerar. Aperto-lhe o garganete um dia...
Ou então é ela que desata em berros deste calibre:


- ÓOOOOOooooooooooooo faxavorrrrrrrrrrrrrrrrr a senhora aí, tá-me a oviri, olhe que eu estou a passar-me na tarda..


Nunca tive jeito para electrodomesticos inteligentes!

domingo, maio 10, 2009

O que é um.... Dragão?????

Para que não haja mais dúvidas, um DRAGÃO, é bicho que não se deprime, não se amarica nem jaz aos pés doutros seres. Pronto! Já aliviei, uma vez que aqui não posso ir para a rua gritar ahahahah!

Dragão é tenaz, define o objectivo e chega até lá, entre pedras, tiros e fisgadas... Por isso Biba o Dragão!




E mais um pedacinho de cultura. ! Só para mostrar que os dragões existem mesmo!!!!! Lá na Invicta há Um!!!!!!!


A imagem mais conhecida dos dragões é a oriunda das lendas européias (celta/escandinava/germânica) mas a figura é recorrente em quase todas as civilizações antigas. Talvez o dragão seja um símbolo chave das crenças primitivas, como os fantasmas, zumbis e outras criaturas que são recorrentes em vários mitos de civilizações sem qualquer conexão entre si.

Há a presença de mitos sobre dragões em diversas outras culturas ao redor do planeta, dos dragões com formas de serpentes e crocodilos da Índia até as serpentes emplumadas adoradas como deuses pelos Astecas, passando pelos grandes lagartos da Polinésia e por diversos outros, variando enormemente em formas, tamanhos e significados.

No Oriente Médio os dragões eram vistos geralmente como encarnações do mal. A mitologia persa cita vários dragões como Azi Dahaka que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruia florestas.(e que provavelmente foi uma alegoria mística da opressão que a Babilônia exerceu sobre a Pérsia na antiguidade clássica). Os dragões da cultura persa, de onde aparentemente se originou a idéia de grandes tesouros guardados por eles e que poderiam ser tomados por aqueles que o derrotassem, hoje tema tão comum em histórias fantásticas. Na mitologia babilônica todos os deuses descendiam do dragão-fêmea (ou dracena) Tiamat, mas essa começou a enxergá-los como um estorvo e planejou matá-los. Seus planos foram frustrados pela deusa Era que matou seu consorte Apsu. Posteriormente, Tiamat foi morta pelo deus Marduk.
Dragões no Egito
Os mitos do oriente médio também são repletos de dragões, nas mais variadas formas e significados. No Egito antigo, os dragões geralmente eram associados com a imagem de serpentes, e eram frequentemente relacionados com a idéia de mal, embora isso não acarretasse necessariamente em uma visão negativa dos mesmos, visto que a cultura no Egito antigo possuía uma idéia de equilíbrio bastante forte. Diversos dragões também apareciam como explicações para fenômenos naturais, como o dia e a noite, representado mitologicamente como a eterna batalha entre o deus-sol Rá e a serpente/dragão Apep.

Não faças ao outros...

uma máxima que se diz ao minuto, sempre a pensar no outro e no que ele nos poderá fazer.
Pois... é isso.
Convenhámos que é sempre muito mais confortável ver o cisco no olho de outro, pensarmos que somos as vítimas, sentir o apoio de todos e apontar o dedo para outro sítio.

Esquecemos que ficam 3 virados para nós, a não ser que não os tenhamos, né?

Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.


Um beijo bom e tudo de especial para o Mundo!

sexta-feira, maio 08, 2009

Un óptimo fin de semana para todos usteds

Pois é, qué me tiengo aprendido a hablar español. Verdad. E adorei esta canção, que me deu a conhecer um colega mega simpatico! Gracias a ti, Angel, puedo dançar hasta la mañana!!!


Pois façam o favor de ser muito felizes, cheios de Paz, Harmonia, Amor verdadeiro, Alegria e esta música para bailar!





Era tan dura
Como la piedra de mi mechero
Me asaltan dudas
De si te quiero
Eres tan fría como el agua
que baja libre de la montaña.

Y no lo entiendo
Fue tan efímero
el caminar de tu dedo en mi espalda dibujando un corazón
Y pido al cielo que sepa comprender
Estos ataques de celos
Que me entran si yo no te vuelvo a ver.

Le pido a la luna
Que alumbre tu vida
Que la mía ya hace tiempo que ya está encendida.
Que lo que me cuesta
Querer sólo al rato
Mejor no te quiero será más barato
Cansado de ser el triste violinista que está en tu tejado.
Tocando pa’ inglés siempre desafinado.

Eres tan tenue
Como la luz que alumbra en mi vida
La más madura fruta prohibida
Tan diferente
Y pareciera
A la tormenta que se llevó mi vida

Y no lo entiendo
Fue tan efímero
el caminar de tu dedo en mi espalda dibujando un corazón
Y pido al cielo que sepa comprender
Estos ataques de celos
Que me entran si yo no te vuelvo a ver.

Le pido a la luna
Que alumbre tu vida
Que la mía ya hace tiempo que ya está encendida.
Que lo que me cuesta
Querer sólo al rato
Mejor no te quiero será más barato
Cansado de ser el triste violinista que está en tu tejado.
Tocando pa’ inglés siempre desafinado. (bis)

Mientras rebusco en tu basura
Van creciendo los enanos
De este un circo que un día montamos
Pero que no quepa duda
Muy pronto estaré liberado
Porque el tiempo todo lo cura
Porque un clavo saca otro clavo
Siempre desafinado
Mientras rebusco en tu basura
van creciendo los enanos
de este circo que un día montamos


[ El Violinista En Tu Tejado Lyrics on http://www.lyricsmania.com/ ]

sábado, abril 18, 2009




Amazing Grace

"Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me....
I once was lost but now am found,
Was blind, but now, I see.



T'was Grace that taught...
my heart to fear.
And Grace, my fears relieved.
How precious did that Grace appear...
the hour I first believed.



Through many dangers, toils and snares...
we have already come.
T'was Grace that brought us safe thus far...
and Grace will lead us home.



The Lord has promised good to me...
His word my hope secures.
He will my shield and portion be...
as long as life endures.



When we've been here ten thousand years...
bright shining as the sun.
We've no less days to sing God's praise...
then when we've first begun.



Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me....
I once was lost but now am found,
Was blind, but now, I see. (end)"

Forever é um tempo muito distante





Vivia numa gruta, à beira mar. Ao largo, havia uma ilha de rocha, coberta de musgo, e plantas rasteiras, selvagens e fortes, anãs é certo, mas decididas a ficar para sempre. Para sempre... um tempo tão distante.

A ilha de pedra, pertencera à terra, em tempos remotos. Mas um dia, uns gigantes barbudos e esfarrapados, com dor no coração, arrancaram aquele pedaço à terra, atirando-o ao mar, em sinal de raiva e de loucura. Não controlavam impulsos, vontades, apetites, é isso. E também não sabiam que para sempre é demasiado. E que, no entanto, vale a pena...

E a terra sangrou de dor, à sua maneira. A água das chuvas, tranformavam a ferida da terra em lama , que era o sangue da terra e este corria para o mar.

O tempo, senhor de tudo e de nada, curou a terra, secou a gruta, e a Natureza pintou a ilha daquela cor de esperança.

E na gruta estava eu, senhora de um refúgio único e secreto. Sem medo nem dor. Nunca refém de um senhor distante... para sempre.

Bom sábado

E é de fadas e duendes que falo, das estrelas e do sol, do céu imenso para lá, bem para lá da Via Láctea.... de uma fada sentada no dorso de um cavalo marinho voador, que é dragão que não faz mal, e deixa um rasto de pó de estrela por onde passa. E o pó de estrela espalha amor, aquele amor de verdade, aquele que abraça e deixa ficar apertadinho, apenas e só apertadinho, deixando que os corpos troquem a doçura da eternidade. E a fada voa e dá, sem esperar nada de ninguém, apenas do Universo generoso e célere, cuidadoso e belo!

Bom Sábado!

Máscaras Take 1

A palavra máscara, inicialmente de origem italiana, designava uma criação fantástica, feiticeira e associada a manifestações diabólicas e em torno de um mistério; daí se tenha tornado com o Carnaval um tema de divertimento.

Durante muito tempo, foi exibida entre o oscilar do satírico e do sagrado, do terror e da irrisão, da verdade e da ilusão, da ameaça e da hilariedade.

O uso que dela se fez no Egipto, em Atenas ou em Roma, bem como as funções que ela assumiu nas diversas sociedades, no cumprimento de várias tradições com origem cultural e recreativa. A máscara foi utilizada ao longo dos tempos por vários povos e com diversas finalidades. Tendo sido utilizada como elemento decorativo, o que aconteceu com as máscaras africanas de madeira que representavam deusas e génios e eram colocadas nas cerimónias no Alto Volta, na Guiné. E tiveram como função representar o rosto dos vencidos, também como a crença e da transfusão espiritual.

Assumiu uma visão como sinal de guerra, praticada pelos Índios regulamentada numa actividade de um ritual mágico, ou procurando dar ao guerreiro um aspecto desumano e feroz para intimidar o adversário, mas podendo ter uma função protectora. Normalmente, esta função de protecção era contra o mal e era comum entre os povos, em torno das crenças das forças sobrenaturais, ou seja, a relação com o mundo oculto dos espíritos que através da magia permitia abrir a porta para o outro mundo.

Mas também como resguardo, e neste caso a máscara é utilizada em profissões (a do apicultor) ou por desportos (o esgrimista), assim como pelos guerreiros para se protegerem.

A máscara foi utilizada como acessório de festa, nomeadamente no Oriente em danças e procissões com intenção de se misturar o ritual e o divertimento. Muitas vezes, o dançarino encarnava um ou vários seres representando o tempo da criação.

Surge também como elemento figurativo e isto notou-se no teatro grego, em que as máscaras gregas foram permitidas no palco e envergadas pelos actores que ressuscitavam os homens de outrora pela sua aparência espectral que a máscara confere a tais personagens vivas, desempenhando um papel dos antepassados, permitindo evitar a perigosa incorporação do morto vivo. As máscaras usadas no teatro chamavam-se personna, donde vem a palavra personagem para a figura representada.

Em Veneza, no séc. XVIII, o uso da máscara tornou-se um hábito diário em homens, mulheres e crianças, ocultando o rosto com uma meia máscara que apenas cobria os olhos e o nariz. Foi precisa uma lei, a lei de Doge, para acabar com este hábito, porque a polícia tinha uma certa dificuldade em reconhecer os assassinos que constantemente matavam nas vielas da cidade. Os Venezianos passaram a usá-la durante o Carnaval que durava um mês e nas festas e jantares.

A partir do séc. XIX, a máscara vai ser usada no palanques das feiras e era vista como disfarce e enfeite, pretendendo desmascarar o homem.

Deste modo, o espírito de Carnaval surge como inversão dos usos sociais e que se começou a festejar em Roma nos dias 17 a 19 de Dezembro, chamadas de Saturnais, em que as pessoas se mascaravam e eram festas de um período de folguedos colectivos. Mas foi ainda na Idade Média que a máscara foi o princípio do Carnaval e com a Quarta –Feira de Cinzas assinalava o retorno à ordem.

As máscaras mais célebres foram as máscaras funerárias egípcias de TOUTANKAMON, a de AGAMÉMNON trazida de Micenas, Mas as máscaras podem ser feitas em muitos materiais, tais como: cortiça, pasta de papel, folha de flandres, folha de alumínio, tecido, latas, caixas de cartão, fitas, materiais recuperados, etc..

Hoobastank - The First of Me (La Cigale)

Tipicamente à segunda

À segunda custa a acordar, a levantar e a vestir.
À segunda, o caminho para o trabalho parece curto e o de regresso a casa comprido demais.
À segunda, recomeça-se muito do que ne se queria tocar...
À segunda há papelada com fartura e perguntas em quantidade descomunal.
À segunda suporta-se a quantidade de bons-dias sonolentos, com vontade de fugir.

Que esta segunda seja generosa! [doh]

Atrasei a vidinha, mas pronto.... pode ser que a coisa marche agora

A vida é feita de coisas cómicas, de cenas trágicas e de cambalhotas malucas.

Hoje, ao parar numa bomba para comprar gás, depois de pagar, preparava-me para encostar perto e assim não ter que carregar com aquilo por muito tempo. Eis que chega um cromo , de Smart e estaciona como se de um Subaru se tratasse. Eu ainda penseique ia para o mesmo, quando o vejo a calibrar os pneus do bólide. Ri. Pois, então, ia chorar? O senhor que me atendia olhou com ar de quem quer saber o porquê e eu não fui de modas:
- Ele há com cada mercedes!!!!!!!


Anyway, de volta a casa, ponho a pimpolha no banho e esqueço a porta aberta. Os gatos andam fixados nos rolos de papel higiénico (têm personalidades trocadas, taditos) e lá se foi um rolo para o maneta...




Mil beijocas grandes e até quando der,

domingo, março 15, 2009

Uma óptima semana, beijos e abraços

Óptimo Domingo




É delicioso descobrir que somos muito para além disto... a Primavera opera maravilhas... as andorinhas voltaram cheias de alegria, as flores cresceram depressa, o sol aquece o corpo e a minha nina está praticamnete... mulher.


Mil beijocas enormes e larocas aos amigos/amigas... um abraço apertadinho e cheio de saudades.
Penso em vós todos os dias!

sexta-feira, março 13, 2009

Flashbacks take one!

A partir de hoje e até dia 30, vou postar coisas de outrora. De quando acreditava ( ainda acredito, mas isso não interessa nada agora) em príncipes e princesas, em amores únicos, sublimes e leais. De quando via a Primavera chegar nas asas de pássaros desvairadamente felizes e livres, e quando as flores cheiravam a Primavera, com cores loucas e alegres, testemunho de que a Natureza é fértil, profusa, tarada( palavras do autor do livro" Há um cabelo na minha Terra" - Gary Larson - livro espectacular).

Bom resto de sexta, bom resto de vida, bom resto de tudo o que haja e sirva para se ser FELIZ!




Nascimento de uma estrela!!!!


Óptima sexta, muito riso, beijocas larocas

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

sábado, janeiro 24, 2009

Dos dias en la vida - Jarabe de Palo

Tenho andado a anhar

Eu sei, demoro a chegar cá, salto e pulo e saio logo. A coisa anda muito difícil... o tempo escasseia. Resolvi arranjar mais tempo para mim, e ainda por cima, a dona lurdes afinal faz com que eu seja "abaleiada".

Deixo um texto que me tem feito muito bem, aqui em baixo. "A Pequena Alma e o Sol".

Bom resto de fin de semaine e até um dia deste.

Mil beijocas larocas

A Pequena Alma e o Sol

"A PEQUENA ALMA E O SOL
Neale Donald Walsch
( Autor de «Conversas com Deus» )

Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus ( o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É ) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
- O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá, sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. “Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz, quando estás no meio da Luz? - eis a questão”.
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma, mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é – disse Deus. Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.
“Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!”
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. Claro que podes! Mas lembra-te de que “especial” não quer dizer “melhor”! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau! - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.
Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. Não estou a perceber…
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes:
É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente.
Conheces alguma outra maneira de ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma
É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus. E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. Quero ser a parte de especial chamada “perdão”. Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial - assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber — disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta!
Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados, de todo o Reino, porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar: Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? – perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma . Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.
Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
Vais? - a Pequena Alma animou-se. Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga, alegremente. Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti!
O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga .Tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau. Fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.
E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a “má”, desta vez.
Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, e disse numa voz mais calma: Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma. E começou a dançar e a cantar: Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti?
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga – no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma. Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma. Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E seeu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito.
E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito:

Lembra-te sempre - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos."

sábado, janeiro 17, 2009

o dia não deu para mais...



Se não fosse verdade, até dava para rir.


Bom fim-de-semana com beijocas larocas

terça-feira, janeiro 13, 2009

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Ups!

Pois... não sei que dizer... talvez: BOM ANO!!!

Que a Bondade encha os corações; a Harmonia entre em cada casa, a Prosperidade seja rápida a chegar, Haja Alegria, Paz, Contentamento, Sabedoria e muito AMOR.

Fiquei longe. O trabalho é muito e a desorganização mantém-se.

Que este ano seja o ano da mudança, da calma e da ponderação.

Mil beijocas larocas para todos e até breve

sábado, dezembro 13, 2008

Que neura!!!!!

O título é contrasenso e pronto. A neura deve-se só ao facto de não ter tempo para cá vir quando apetece. Muitas cenas mareadas para resolver e um final de ano atribulado com maleitas.


Em todo o caso, ando a aprender a arranjar tempo para mim, que é coisa que andava a faltar há bué.

Como a par de tudo isto, anda a preguiça e as asneiras da bicheza cá de casa, que desde partir loiça a abrir torneiras, já aprontam de tudo.

Por isto tudo ( God, como eu me desculpo para o Mundo!!!)deixo música.

A época é a de sempre. Natal, partilha e caridade. Hipocrisia em doses geniais, para um mundo com cólera, guerra e fome, sida e tuberculose, políticos corruptos e maus, desigualdade e mentira.

Possamos nós, por momentos acreditar que pode ser Natal se quisermos.

Beijocas enormes e bom fds per tutti




Do they know it's christmas Live aid 1985 london



Do they know it's christmas Live aid




Queen Live Aid 1985





The Cars- Live Aid 1985 - "Just What I Needed"





Michael Bublé - I'll be home for Christmas





sábado, dezembro 06, 2008

Haja paciência para aturar isto!

Quando eu era pequena, se a minha mãe se lembrasse de me arregalar os olhos eu nem sequer sabia onde me enfiar. Isto pode parecer despropositado. Lembrei-me, porque também me lembrei da teimosia de alguns putos. A gente diz -Não! e eles insistem. Anyway, são putos, a malta entende. Com o tempo a cena cura-se. Mas ter governantes a fazer birra e teimosia, braço de ferro com cenas destas, até dá dó. Então o modelo é impróprio, precisa de ser revisto, incongruência e impensáveis maneiras de "partir as pernas a todos os que podem ser óptimos profs. E mesmo assim, deve ficar até pró ano? Quando eu uso um teste que traz desgraça aos meninos, ou uso uma estratégia em sala de aula que não resulta, mudo-a e não a repito nem sequer no ano seguinte. Repenso sem usar cobaias. Se calhar o defeito é meu...


Bom fds com virus para a troca e beijocas larocas






segunda-feira, dezembro 01, 2008

não há bela... sem senão

Volto ao pé cochinho. Não... não, não torci nada, nem me estatelei na neve :) Até porque aqui, o calor é tal que andamos de bikini, if you know what i mean.

Mas o bicho que atacou pulmões, desceu e decidiu atacar estômago. Se não foi ele, foram os medicamentos para o matar. Enfim, não se morre a maleita...Desta vez, o chá, e mais umas mezinhas, aliviaram um pouco esta desgraça, para além do repouso. Bendito feriado.

Por agora, fica isto. Gostei deste filme. Da mensagem e das músicas que foram buscar ao baú.

Beijocas larocas e boa semana de trabalho.


UB40-Every Breath You Take - Funny videos are here

quinta-feira, novembro 27, 2008

E em breve é... Natal

Pois é, parece que já posso andar e fazer as minhas coisas. Uma semana depois do desgraçado bicharoco nos ter apanhado, estavamos de volta ao trabalho. Subir uma escada era martírio, arfava como se tivesse feito a maratona... desgraça a minha. Mas a malvada bicharada parece que desistiu, por fim, de me lixar e desandou para longe de nós. Por isso, e porque em breve é Natal, ficam músicas.

Para os amigos/as, com beijocas larocas e muita risada, de novo:



















sexta-feira, novembro 21, 2008

o chetado da quoisa

Pensava eu que a onda do atraso, do muito trabalho enguiçado e coisas do género tinha passado, quando a nina me traz para casa uma senhora virose que ataca ambas em muitas frentes. Tão de frente que uma coisa parecida com gripe virou bronquite e outras cenas mais complicadas. Resultado, cama com as duas, durante muito tempo e muita colherada de remédio....
Quando isto atingiu o ponto crítico, do tipo não me consigo aguentar de pé, o peito dói e coisa e tal... lá me decidi ir ao médico. Há oito anos a morar aqui, raramente a recorrer ao SAP, recebo de resposta de manhã, que o SAP só funciona de tarde. Procuro o Centro de Saúde, que entretanto também tinha mudado de lugar, e começa outra batalha.
- Queria uma consulta de urgência. Têm?
- A senhora está inscrita aqui?
É de ir às lágrimas, né? E se não estivesse? Não estava doente? Bolas... A febre subia e descia, provocando transpiração e tremor... A última vez que me lembro de estar assim, engripada ( pensava eu) foi há 11 anos. Grávida da piquena... nem os olhos abria.
- Estou inscrita há oito anos. ( a voz estava fraca e a desaparecer. Porque perdi mesmo o pio).
- Os seus cartões, por favor. Ah, é do dr. Luís. Ah, mas este médico não quer que os seus doentes sejam vistos por mais ninguém. Nem quer que lhe passem medicação...
- Eu não conheço esse médico. Nunca me viu. Eu preciso de ser vista por alguém. Se ele quiser falar comigo depois, eu falo com esse senhor. Isto dito já com um fiozinho de voz e a arfar... estava mesmo uma lástima. E a senhora a seguir, refeita da situação, pergunta-me:
- É urgente?


Depois disto, muita coisa aconteceu... auscultaram-me, e apesar de eu em casa, sem quakquer aparelho, conseguir ouvir os meus brônquios a chiar que nem gatos abandonados, o médico passou um antipirético, um broncodilatador e um anti--histamínico. Volto a casa, horas depois da saga, e dois dias depois, arrasto-me a mim e à nina para o hospital ( privado). É-nos diagnosticado a ambas, uma complicação pulmonar, que requer antibiótico e repouso absoluto. A nina tem ainda uma inflamação nos seios nasais e arredores, com uma sinusite enorme que lhe provocava a dor de cabeça. Estamos, portanto, de molho e, desta vez, a salvo.

Porque é que temos um sistema de saúde tão rasca?

Por que é que mais de metade dos nossos homens, mulheres e crianças têm que levar com este sistema rasca?

Por que é que ficam impunes os gestores de um país, por cada morte e é o Estado quem paga, se o Estado sou eu e todos os outros que, quando precisam dos cuidados de saúde, os vêem negados e nos sentimos numa situação constrangedora, mendigando o que é nosso por direito?

Por que não são implicados os que gerem mal os dinheiros de um país? Que gerem em seu próprio proveito?

Cada dia que passa, vem cheio de situações absurdas, provocadas por homens de fato e de gravata e senhoras com staff.

Cada dia que passa, traz um cheiro a mofo e a podridão nas ruas deste país, provocada pela constante actividade saqueadora de gente de fato e gravata, com impunidade e lata bastante para sobreviver à desgraça...

Cada dia que passa, Portugal vê vencida a postura orgulhosa de outrora, aniquila-se um povo e culpa-se a conjuntura internacional, como se nós fossemos parvos e néscios....


Vou tratar de nós... volto quando estiver melhor... beijocas larocas

terça-feira, novembro 11, 2008

Bailemos muito tra vex



Akon - Na na na




Robbie williams - Road to Mandalay



Somente o necessário - Livro da Selva

Boa semana

O cinismo nunca foi o meu forte, Dª Lurdes

Pois é. Eu até era para vir escrever sobre os dias malfadados, cheios de aventuras cá pelo meu castelo. Ia até contar como foi deprimente chegar, na sexta, a casa, e descobrir que os cães fizeram uma festa de esferovite num quarto sem esperarem por mim. Ia contar que, a seguir, juntei as bolinhas malvadas que teimavam em fugir só com a respiração, e quando o monte estava perfeito para ensacar de novo, veio de lá o gatito bebé, o meu "Olhinhos" ( meu porque foi o primeiro a nascer e eu suei as estopinhas para o pôr cá fora), deitado ao comprido concolou-se a imitar um corta-relvas espalhando de novo aquilo tudo. Arrancou as gargalhadas que atrofiaram com a cena de entrada... Vinha até com vontade, mas quis a nossa senhora ministra e afins que a coisa azedasse mesmo.

Adiam o quê????? Avaliam quem????? Como???? Quando???? Brincando de esconde-esconde, afirmam hoje que apenas quem quiser concorrer será avaliado? Que a avaliação bla... bla... bla... Desculpem.... E a avaliação deste ano não é supostamente a que vai valer daqui a 4 anos? Não conta? Eu baralhei e voltei a baralhar e isto nem aqueceu nem arrefeceu. Apenas se trata de um pouquinho mais de areia para a malta se alhear do sério. Pois senhora ministra, vou escrever como mãe!

Como mãe, pergunto por que carga de água os meninos têm a carga de horas de aulas que bem poderiam funcionar nas restantes disciplinas. Refiro-me a Área de Projecto!!!! Os alunos têm direito a um limite de 3 faltas injustificadas, sendo que o novo estatuto prevê que mesmo doente e com as faltas justificadas, o aluno seja submetido a avaliação. Há casos caricatos de alunos que estando doentes, são avaliados à chegada à escola, porque ... faltaram... Medidas avulsas com brindes Magalhaninos a mim não me interessam. Gostava de ver a minha filha numa escola com computadores nas salas, sim, não quadros interactivos que, assim que um aluno se levanta, ficam negros e sem piada. Gostava que a Internet e os livros chegassem sem medo, e que as turmas não tivessem mais que vinte alunos. Gostava que os professores da minha filha fossem satisfeitos para as aulas e não fizessem 200 km por dia, nem que ela tivesse ficado um mês sem aulas, por falta de professor, com tantos no desemprego. Gostava que ao almoço, não esperasse 20 minutos na fila, quando não são duas horas, nem que tivesse de apresentar atestado para comer dieta. Gostava que nos bares da escola as sopas pudessem ser vendidas. Sempre era mais importante os alunos comerem uma sandes e uma sopa, do que ver as empregadas de gorro e luvas a servir café. Gostava que a minha filha não tivesse que se ver sem 200 euros para livros todos os anos, num ensino que se diz obrigatório e gratuito. Gostava que os alunos pudessem ir à casa de banho sem ter que mendigar papel higiénico. Gostava que a farsa do cartão electrónico não se tivesse tornado num cavalo de batalha, no qual os alunos ficam sem comer cada vez que o sistema vai a baixo ou falta a luz, porque a vida se resumiu a um cartão. Gostava que as escolas tivessem transporte para poder levar e trazer as suas crianças sem estar refém da disponibilidade da câmara ou de outro organismo. Gostava que as crianças de hoje não tivessem que emigrar para serem alguém, porque o seu país está a saque, cheio de magnatas que sugam o sangue de uma nação a coberto de promessas incumpridas. Gostava de poder dizer à minha filha que a podridão da justiça,onde os criminosos são soltos e os pobres roubados, é apenas um mau sonho que irá passar. Quer a senhora avaliar professores, pedir-lhes que tracem objectivos quanto ao sucesso que terão com esta e aquela turma, como se os professores pudessem agoravirar cartomantes. Quer a senhora avaliar os professores se, se avaliar a si. Porque os professores todos os anos são avaliados, diariamente pelos pais dos aluno, os alunos, os seus pares e a chefia. E quando erram, procuram melhorar. Não são capazes de se manter 4 anos seguidinhos a fazer asneirada diária sem dar a mão à palmatória. Continuarei a ensinar à minha filha a HUMILDADE DE RECONHECER QUANDO SE ERRA porque só assim o SER HUMANO poderá chegar mais próximo da perfeição.

beijocas larocas e saudades. Perdoem a ausência... eu volto :)

quarta-feira, outubro 15, 2008

I'm... cof... cof... cof... yours

Pronto... sssss.... demorei a corrigir o trambolhão. Mas fica já aqui dito que o leque de gostos musicais é imenso cá por casa, e ser-se adepto de um estilo apenas, nem sempre é sinal de bom gosto.... cof... cof.... cof... pronto....sssss lá comecei nova guerra de tomates... salvo seja. Calma meninos... isto anda pra lá de difícil. agora fui bombardeada de coisas menos boas, que me deixaram bem lá no fundinho... talvez para finalmente parar e.... pensar.... Ok.... não foram grande espingarda as escolhas. Hoje, que o sol começou tra vex a brilhar e a fé me segurou de novo, fica este Jason Mraz que diz que é meu.... se ele diz, quem sou eu para o desmentir, né?


Mil beijocas para a malta fixolas, uma semana cheia de coisas boas e saúde, mesmo muita.

Bailemos:

Bella Luna

Bom... a ver se agora sobe a votação na musique...

sábado, outubro 11, 2008

Gente má!

Há dias ouvi com atenção a canção que se segue. À memória veio um turbilhão de recuerdos e de gente a quem deveria simplesmente ter dito: Fuck you! Voltámos à cena da educação dos pais. À castração e ... se fosse hoje, ainda que de forma pouco segura, de certezinha que sairia um : Fuck you... i don't want you back.

Dedicado a todas as pessoas más, egoístas e açambarcadoras da felicidade dos outros. Para os que brincam com sentimentos alheios e se sentem donos dos outros. Para a gente mesquinha e invejosa que teima em não deixar voar quem a rodeia, pelo simples facto de não saber usar nem as suas próprias asas nem o seu coração.

Para as almas doces e belas, para que aprendam a dizer, sem rodeios: Fick you, i don´t want you back not even in my dreams...


Beijocas enormes para as pessoas boas, Claro!


quarta-feira, outubro 08, 2008

Refilona e acutilante

Quando era bem mais nova a minha mãe e o meu pai sempre me proibiram de responder. porque era feio, porque era deselegante e coisa e tal... cenas que hoje não encontro nos putos. A nina trepa todos os dias e não desiste de ter a última palavra. Mãe resmungona e chata, refreio a vontade de partir para a ignorância e rezingo sem avental nem lenço negro. É espectáculo que dura de manhã à noite sem cessar. Ela conquista terreno, eu, qual soldado que chega da guerra, lastimo e refilo mas baixo as guardas. O certo é que, por causa de muitas respostas mal dadas por mim, de injustiças cometidas à cega, por noites mal dormidas e dias inteiros de gente maluca a circundar, o exagero resultou nestes debates infinitos. O segredo ( lá vai o Apache dizer que é psique) é levar a coisa em lume brando e negociar. Mas quem não tem costela de Bush nas alturas menos propícias? Carneirona como sou, peço sempre que me orientem a mioleira, às minhas Fadas, Duendes e a Deus. ( Sim sou crente, mas não nas igrejas sumptuosas e nos cofres a abarrotar, onde a política mente e desmanda nas vidas alheias). Refilona e acutilante a nina, lá bem no fundo, ajuda-me a crescer, crescendo. Simbiose perfeita.

Quanto a gatos... tou tramada... as corridas são feitas de noite, quando cansaço entorpece o corpo e a mente tenta parar de pensar nas cenas do dia-a-dia. Sobem sofás, cadeiras e camas com uma agilidade estrondosa. Olham confiantes nos meus olhos, como que a dizer... olha... eu sou pequeno... queres quê? que me porte como um adulto? A bem dizer... não vale mesmo a pena a rezinguice... desisto. Haja paz e harmonia.

Biejocas larocas e boa semana para todos

quinta-feira, outubro 02, 2008

E o vencedor é...

A coisa anda a modos que... complicada... aos poucos aprendo a dizer não e a malta habituada a uma Cris resignada começa a trepar plas paredes lá na fábrica. Para falar verdade, só me entendo cos piquenos. Já pensei que sofria de um complexo mal resolvido, sei lá... por alguma razão "The catcher in the rye" me disse muito. para não falar do Peter Pan, né? Fadas... pois... voltamos sempre ao mesmo. Fadas e gatos e cães e tudo o que voa e passeia na natureza... os rastejantes... arrepiam-me. Mas há momentos em que da delícia se passa ao martírio e há pouco a confusão instalou-se. Tínhamos acabado de ler umas cenas que a minha vizinha mandou sobre como manter a saúde em dia. coisas giras, que fazemos, como comer pizza, chocolate, rir, sei lá... beber chá ( adoramos fazê-lo no Inverno, à ceia). E já no final do mail, aparecia a dica que ter animais de estimação é fixolas, acalma e mais na sei quê... saltou um dos gatitos para cima do teclado e quando me preparo pa escrever as teclas baralharam por completo. Nem password nem nada entrava aqui... o écran mudava de disposição os documentos abertos e a irritação subia... subia.... o nortenho , claro... apareceu de repente e, da mesma forma que a neta passou para o colo da nina, com um beijo e uma praga, claro, o pc retomou o jeito decente e o ar de trabalhador. Novo gato sobe agora, em direcção aqui. É bom que me despache.

Em baixo "The winner takes it all", dos ABBA. Não creio que o vencedor fique contudo, porque afinal, as vitórias e as derrotas nunca podem pertencer sempre a um só. Daí que ache que o vencedor e o vencido são metades e ganhadoras e perdedoras em estágios diferentes. Serei sempre insegura e segura, dependendo de circunstâncias, seremos sempre vencedores só porque amamos seja quem for, seja o que for.


explêndida semana para todos e milhões de beijocas larocas. Uma especial para a irmã mais doce e bela do mundo que recupera valente e corajosamente de uma intervenção cirúrgica muito dolorosa. Para ti mana kida, milhões de beijos e mil vezes seja abençoada.


quarta-feira, setembro 24, 2008

Ele há com cada cena à Sousa...

Há uns dias atrás, a caminho de casa a nina comentou:
-Magalhães, Magalhães... nem placa gráfica tem...
Coisas destas, vindas de onze anos circunspectos deixaram-me a pensar e saiu uma coisa bem à mãe desorientada:
- Se o Chavez percebe isso inda nos vende petróleo aguado eheheheh.
Rimos.
Hoje ao almoço, vi na TV a pompa e circusntância de um discurso autista. PC para todos... comentei que era curioso o segundo ciclo ter ficado de fora e eis que salta logo outra legenda no rodapé:
"Alnos de segundo ciclo tb poderão ter Magalhães".
Curioso como se matam dois coelhos ( ou muitos) de uma cajadada só.
Para que servirá o Magalhães nas mãos de meninos e meninas como a minha? Que fazem pps e projectam trabalhos para aulas de EVT?
Se calhar lucravam se a prof de POrtuguês já tivesse sido colocada... se as aulas de substituição obedecessem de facto ao plano de aula que nem existe... calhando lucravam mais em ter menos horas e áreas curriculares, para poderem estudar convenientemente. Se calhar, até podiam ter na escola papel higiénico, chaves de cacifos e almoços mais coerentes ( soube há pouco que para comerem dieta, os alunos têm que apresentar atestado médico ( a dieta não é mais saudável?) Hum... se calhar lucravam em não ter 23 aulas assistidas por diferentes profs. ao longo de um ano inteirinho. Sei lá...
Um aluno disse-me:
- Um Magalhães? Quero antes um Camões.

As incoerências salpicam todo o santo dia. Legislação que define o que deve trabalhar em áreas curriculares, mas sem programa nem materiais a nível tecnológico muito apetecíveis.

Hoje ouvi dizer que o fisco não tem lucrado muito este ano e que os combustíveis estão nessa lista de pouco lucrativos... acho que estamos... tramados. Nem Magalhães nos vale!

bjcs

Cenas de uma desorientação continuada

Os dias correm depressa, as coisas saltam que nem cogumelos ou para fazer ou para arranjar. Uma das lâmpadas da cozinha resolveu armar-se em árvore de Natal. Como a outra já se tinha armado em esperta e a consertei... esta não esteve de modas.
Parti uma mola da porta do fogão e acabei um assado com uma cadeira encostada. O dia podia ter acabado só assim, mas ainda houve tempo para sair do carro à pressa e deixar a porta escancarada toda a santa noite. Aproveitou-se disso o gato, que dormiu no bólide toda a noitinha. De manhã, a camisa branca ficou linda quando chegámos ao destino. adereços fininhos, pardos e de gato espalharam-se por nós que foi uma maravilha.
A baralhação por cá é assim, constante e cogumeleira. Mas o sorriso e a gargalhada ninguém nos tira. O temor de não ter bateria esfumou-se, mal a chave rodou, pelo que o dia correu lindamente.

Beijocas e boa quarta

Há cromos que merecem fuzilamento...

Eu até nem sou agressiva. Não fosse este meu lado carneirão e até me levavam só com meras falinhas mansas, juro! Mas quando as coisas se desorientam logo pela manhã, a cena muda de figura e o meu costado, lado ou raíz ( agora baralhei-me) salta sem que possa agarrá-lo na curva.
Com a família alargada ( somos dez, já disse, não disse?), sair de casa, de manhã, tornou-se invariavelmente um momento digno de filmes de Charlie Chaplin. Mal me levanto e espalho os bons dias, miados pequeninos respondem e cabecitas ensonadas, de olhos estremunhados miram-me, como que a dizer: - és tão palerma... muda a vida e faz como nós - comer e dormir...
A correria começa com lavagens, limpezas, pequeno-almoço para toda a malta ( sorte de ter uma nina especial que já se prepara sozinha há muito) e dar rédea solta aos cães.
Sacos e saquinhos, malas e malinhas, chaves e chaveiros ( mais pareço guarda prisional) e arrancamos na mecha. O percurso nem é comprido. A coisa faz-se, normalmente, ao som de música alta, cantareu e risota.
Um dia destes, porém, na cidadeFM, rádio predilecta até então da nina pequena, mal vou a entrar na IC32 oiço:
- Nove e meia.... bla bla... bla...

Já nem ouvi mais nada... Os olhos esbugalharam-se. Incrédula mirava o relógio do bólide e dizia a meia voz:
- Poça... mas eu não mexi nos relógios... ( o meu marcava oito e dez, coisa parecida)... ninguém me avisou... ( a minha mãe é porreira e orienta à distância... sacanas do caraças...
A nina, primeiro dia de aulas... deixa escapar, num fiozinho de voz:
- Vou chegar atrasada... logo no primeiro dia...
Arranco a 140 km/h. Sabia que podia ser apanhada... mas cum caraças... isto não é normal sair em cima do tempo ou para lá dele...
À medida que vou acelerando, vou mudando de estação de rádio até chegar ao meu destino. Mal saio da via rápida, na RR o senhor.. sim porque o outro foi filho da mãe e outras coisas depois disto - o senhor, dizia eu, diz calmamente:
- Oito horas e dezassete minutos.
A desgraça que saiu de mim a seguir faria corar um gajo. Mas se apanhasse o locutor na altura fá-lo-ia em frangalhos. gastei gásoleo desnecessariamente, pneus, nervos e ainda podia apanhar multa.
Há cromos que bem mereciam ser... fuzilados.

Nessa manhã, coincidência ou não, para os lados de Lisboa, os acidentes foram mais que muitos. eheheheh seria interessante investigar, né?

sexta-feira, setembro 19, 2008

Hilariante e perolesco

Depois de duas semanas a queimar o único neurónio que me resta, e numa das viagens escola-casa-casa-escola contabilizei peregrinamnete umas cenas e concluí que isto vai mesmo de vento em popa. Ou da ré à popa... ou vai mesmo é ao fundo. Nem, sei bem porquê, mas tenho para mim que, quanto mais penso que isto bateu no fundo, há sempre mais uma escavadela, mais um buraco, mais água a entrar e o barco, teimosamente... ainda não afundou. Na volta estamos num submarino e a coisa ainda fica mais complicada de aguentar.

Com as novas leis, a órgânica das escolas passou a reger-se de reuniões+reuniões+reuniões daquelas em que a papelada prolifera e quando se acha que a resma já chega... eis que surge mais um quilito... benditas árvores.

Os meninos com necessidades educativas especiais, trucidados numa lógica economicista que só é lógica quando é proposta porque vai-se a ver e o pequenino paga e não bufa e o grande bufa e não paga, foram passados por um coador e hoje podemos dizer que temos na escola muito poucas crianças com apoio, ainda por cima apenas a Matemática e português. até porque as restantes disciplinas nem servem para coisa nenhuma, porque o mercado de trabalho está de tal forma apetecível e vantajoso que apenas com estas formações o miúdo não tarda pode ir trabalhar como director de empresas no estrangeiro.

Para alunos que riscam chumbar, traça-se um plano de recuperação ( muitas vezes chapa quatro ou seis sei lá eu) de preferência até Fevereiro e o piqueno esmifra-se para passar. escusado será dizer que quem até aqui teve bons resultados bem se pode pôr à sombra da bananeira porque sem plano de recuperação, ai daquele que se lembrar de chumbar o puto. Bem se lixa, com mais uma resma, pelo menos.

Mas a coisa mais hilária é ver colegas de caneta em punho, prontos a entrar pela sala dentro para observar a nossa aula. A coisa ficava bem se as cotas não existissem e aqueles que pensassem merecer o belo 'Isselente' se submetessem a uma avaliação com colégio e as benditas aulas assistidas. Ainda que eu ache que nem é por aí... A coisa ficava bem se eu demonstrasse que trabalho e que tenho sucesso com os miúdos. Sem fazer o pino. A coisa funcionaria se os alunos entendessem de uma vez o que é e parea que serve a escola. E quando eu perguntasse que livros leram nas férias não levasse com a resposta de que se leram revistas pornigráficas, por exemplo.

Mas a pérola mesmo é contabilizar as aulas que estes meninos vão ver interrompidas porque alguém que lhes é estranho vai entrar três vezes no ano, no mínimo. E cómico senão trágico: a cada disciplina. Ora se no segundo ciclo têm nada mais nada menos que cerca de oito disciplinas fora as ACND que são três, verão as aulas visitadas, para avaliar o prof., cerca de 24 vezes no ano. Todos os anos, certo? E os de terceiro ciclo... cerca de catorze disciplinas... Um must.

Numa turma de meninos com necessidade de dar nas vistas ( sempre da pior maneira) a coisa vai ser gloriosa. E depois? Serão as estratégias do prof as melhores? Não deveria ser a estratégia paternal a visada?

Anyway... já pensei em preparar um cházinho para os momentos-chave... de camomila e para mim, porque, ou muito me engano, ou este ano, com a redução de excelentes, o ministério pouaprá bué e assim dará para tapar um buraquito ou outro num qualquer sistema da nação ( vai com letra pequena porque, apesar do País ser meu, pouco há já nele que mo lembre)


Milhares de beijocas larocas de uma gaja com 80 horas de trabalho numa só semana e com a mesma remuneração.

D.E. ( Depois de escrito, claro!) Que não se pense que estou a trabalhar para o 'xelente'. Se assim fosse, queria um por cada ano de entrega e já lá vão uns 17.

domingo, setembro 14, 2008

The Anthem - Pitbull feat. Lil Jon

Casely ft. Pitbull - Midnight (NEW SONG)

Sean paul ft pitbull (Dancehall) - Dj Affandi

Casely & Pitbull - Emotional OFFICIAL REMIX NEW 2007 - 2008

Dj kärhä featuring pitbull - muévete RMX

Os cromos da estrada

Se havia dias em que me irritava com os gajos que ultrapassam por-dá-cá-aquela-palha ou os que ao domingo saem para engonhar, agora a estirpe mais sacana é a dos que teimam, na autoestrada, em ir na faixa do meio, a meio gás. Certinha e direitinha, sigo pela direita e, vezes sem conta, lá tenho que saltar de faixa em faixa até ultrapassar o estropicio. Um dia destes, salta a tampa e vão ler nos jornais algo semelhante a isto: Autoestrada cortada. GNR com dificuldade em controlar senhora. Senhora ataca à paulada condutor cromagnon em plena A1.
Irra que até dá raiva!


Beijocas de om domingo

sábado, setembro 06, 2008

Um regresso cheio de emoções

O meu silêncio foi comprido. Muitas foram as vezes que me apeteceu vir deixar uma palavrita, mas as ocupações foram mais que muitas e nem sequer as acabei. Limpei, lavei, cimentei, reboquei, estuquei e até concertei um cano. Depois disto, acho que estou ponta para aprender a envidraçar...se bem que com cacos eu me dê cada vez pior. Não há muitos copos resistentes no meu mundo.
Voltei com a família bem maior. Somos dez cá em casa. A Esmeralda fez do mistério da vida uma lição para mim e para a minha nina. Mãe esmerada e limpinha, não sai de perto dos meninos que engordam e crescem a olhos vistos. Lugar escolhido para o parto: sofá maior da casa. Fiquei sem poder dormir regaladamente mas enfim... valores mais altos se levantaram.

Beijocas larocas cheíiiiiinhas de carinho

terça-feira, agosto 12, 2008

Depois das Seychelles... os picos da Europa.

pois é... assim como assim, vão poder dizer o que quiserem da vida de mestre. Hoje estou nos picos da Europa. Choveu domingo, segunda e agorinha o céu inda está embrulhado. Claro que com o jetlag a coisa ainda não está a bem dizer certinha e direitinha, mas o vinho de Amarante, uns docinhos de Azeitão, um leitão de Santo Tirso e pão de Beja, tornam este rincon algo mundial. Acho que vim para a engorda... mas isso depois logo se analisa a frio. Por agora, devo dizer que tenho uns sobrinhos lindos e uma filha maravilhosa, uns pais espectaculares e vou ser avó lá para sábado... a gata está prenha.

Beiojocas larocas e bom resto de semana

quarta-feira, julho 30, 2008

E depois venham falar de G8 e tratados e protocolos e o caneco que eu respondo à letra e à nortenha, não quero saber...

Andava eu a passarinhar , como se diz no meu norte, e dei de caras com uma notícia no hotmail. É que já nem posso tagarelar pelo msn porque, de cada vez que tento começar a tagarelar o quadrinho abre e depois fecha-se-me tudo. Anyway, não admira, aqui é sempre assim.

Mas voltemos à notícia, que no fundinho explica o títalo que dei ao post. É dito que em Pequim se "produzirá" chuva para amainar os gases que por lá vão, antes da abertura dos Jogos.



"(...)luta que o governo e os organizadores dos Jogos travam para melhorar a qualidade do ar é tão grande que os métodos usados para criar chuva lembram práticas de guerra. Canhões, aviões e até foguetes são usados para lançar o iodeto de prata nas nuvens. A freqüência com a qual os "ataques" acontecem está ligada à vontade dos manipuladores. São Pedro aceita as "ordens" de chuva e não tem decepcionado."

O contra-senso é tão maior que se pensarmos no que se tenta incutir à malta com as lengalengas do"faça exercício físico pela sua saúde" e tal e coisa, me resta concluir que o Mundo é composto de bandalhos hipócritas. Eu se fosse desportista ou governo não participaria neste evento e pronto. Mas também se fecharam os olhos às atrocidades praticadas aos animais e aos presos políticos... Ai! valha-me Saturno!


Boa semana e beijocas larocas directly from Seychelles City

segunda-feira, julho 28, 2008

Tou com jetlag ou jét leg?

Acordei à uma da tarde, com uma dor de cabeça que dá ganas de fazer tolice... A praia é magnífica (eheheheheh, já tou a meter nojo), com massagistas e tartarugas a perder de vista. Claro que agora que Tugaland está a abarrotar de dinheiro, por causa dos poços de crude descobertos em Freixo-de-espada-à-cinta (não escrevo direito porque estou de férias e furiosa- acabei de receber mail sobre trabalho que me espera grrrrrrrrrrrrrr), as Seychelles começam a ter alguns exemplares da nossa land, acompanhados da máquina fotográfica de cinco litros, o vestido da senhgora e a banhoca às pernas.... ( tenho que deixer de ir à praia de vestido...tá visto).


Tou aqui:
http://outdoors.webshots.com/photo/1349618057016210253WxcBtL?vhost=outdoors

quarta-feira, julho 23, 2008

Llac a Verges, País petit




O meu país é tão pequeno... que quando o sol se vai deitar/ vai dormir
nunca tem a certeza de o ter visto
As velhas sábias dizem
que é por isso que ele volta
Sim, talvez elas exagerem
Que interessa, é assim que me agrada a mim...

Quico Pi de la Serra - Perquè vull

M'aclame a tu



Ovidi Montllor - M'aclame a tu

Mª del Mar i Joan Ramon Bonet - Nova cançó de s'amor perdut



Uma língua que me encanta... o catalão...

Uma óptima semana, amor e sorrisos para todos/as



Almir Sater e Renato Teixeira - Tocando em frente

quinta-feira, julho 17, 2008

Contra-sensos...

Num país tadinho, onde o dinheiro se escoa por entre os dedos e nunca chega ao final do mês, onde tudo ficou com o dobro do preço com a entrada na Uniãio Europeia, onde chegar ao final de carreira parece iragem para quem está no início ou a meio, e é punição para quem a termina, onde se é punido por ser jovem e por ser velho, onde os sonhos se transformam em sucessivos pesadelos, o governo descobre a pólvora a cada semana.
Falo dos Planos Nacionais de Leitura, da Matematica e do Tecnológico. O primeiro vem insistentemente tentar fazer passar a ideia de que os alunos não liam, e que, por obra e graça do próprio, deixamos de ter iliteracia. É um facto que uma escola apetrechada favorece os seus pupilos. Nada de novo. Era escusado embandeirar em arco, mas pronto, virou moda gabarmo-nos do que fazemos. Como isto me irrita!
Ao segundo são dadas horas que não se dão ao primeiro. Até porque a Língua nem é mal que sempre dure. Em 2010 levaremos com a TLEBS pela frente e seja o que Deus quiser. Junte-se-lhe o Acordo Ortográfico e teremos um bailarico interessante em Tugalês. Se agora há recursos para alunos com seis negas, passaremos a ter para tudo e mais alguma coisa. Será que me engano?
Por fim vem o terceiro Plano... será que os PC e os quadros electrónicos vão mesmo chegar? E a net sem fios? O que é certo é que há vontade, pelo menos no que leio.

Mas o que me leva a desfiar o rosário é o PNL. Queremos que os alunos leiam. Mas, ou tou maluca ou sonho demais, não baixamos o preço dos livros. Cá em casa, a nina come livros e eu tou a entrar naquela fase em que as prioridades têm que ser reformuladas, pesadas, equacionadas e mais nem sei o quê... talvez riscadas. Esta semana, entrei na livraria do costume, da qual fujo ultimamente, para não acabar por ter que ir ao prego. E saí de lá com três livros e menos 30 euros. Sr. Ministro, senhora Ministra, for craiste seike!!!!!! Assim não há literacia que aguente.

Boa Sexta e beijocas larocas

segunda-feira, julho 14, 2008

That's not my... name



boa semana

Bailemos... então!

Porque é preciso saber-se

Decorreu este fim-de-semana, em Chaves, o Campeonato do Mundo de veteranos de Pesca Desportiva de Rio.
Está bem... não tem o mesmo sucesso nem visibilidade que tem o futebol, o equipamento é caro e não sai do bolso de nenhuma federação, mas do gajo ou gaja que amocha com os sacos desde as seis da matina (era assim no meu tempo).

Para que se saiba, porque é preciso e soube-me bem saber: Portugal ganhou o Campeonato, por equipas, sendo que o segundo classificado, em individuais, era português. Parabéns ao sr. britânico que ficou em primeiro lugar.